Dentes de leite
Os dentes decíduos, como se chamam tecnicamente, são popularmente chamados de "dentes de leite". Isto porque a sua coloração é mais branca que a dos dentes definitivos ou permanentes, fazendo lembrar o leite.
Estes dentes começam a ser formados ainda durante a gravidez, logo nas primeiras semanas, estando a sua formação dividida em 3 etapas ao longo deste período. Daí ser tão importante a grávida vigiar bem a gravidez e ter, também ela, os devidos cuidados com os seus dentes. Sobre este tema, pode encontrar mais informação no artigo redigido pel' o pai, a mãe e eu aqui.
Os dentes de leite tendem a começar a nascer a partir dos 6 meses e terminam por volta dos 2 - 3 anos. É importante referir que estas idades são marcos variáveis, dado que crianças diferentes apresentam desenvolvimento diferente.
Nesta fase totalizam 20 dentes, sendo 8 incisivos, 8 molares e 4 caninos, que nascem por etapas, tal como está presente na imagem em baixo.
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| Fonte: desconhecida |
Outra das diferenças relativamente à dentição decídua e permanente é que na primeira não existem dentes pré-molares.
Os sinais de que os dentes começam a querer romper a gengiva são:
- saliva mais abundante e por vezes mais espessa;
- gengivas mais "grossas" e poderão estar mais vermelhas (isto porque há um processo inflamatório associado);
- maior irritabilidade do bebé (por desconforto/ dor);
- o bebé leva todos os objetos e/ ou dedos à boca para poder "coçar" as gengivas;
- eventualmente poderá haver uma rejeição da comida;
- sono com muitas interrupções por dor/ desconforto.
- Caso amamente, faça gelado de leite materno. O frio ajudará a aliviar o desconforto que o bebé tem na boca.
- Ofereça os mordedores que podem ir ao frigorífico/ congelador. Terá o mesmo efeito do gelado de leite materno e a criança também beneficiará das rugosidades que esse mordedor tem.
- Coloque soro fisiológico no frio e quando ele estiver a uma temperatura mais baixa, embeba uma compressa e passe na gengiva do bebé.
- Opte por refeições mornas, iogurtes,... Isso ajudará a não aumentar a temperatura da boca e consequentemente o desconforto.
- Fale com a enfermeira/ pediatra/ médico assistente para saber a opinião sobre administrar paracetamol para alívio da dor.
Existe ainda a ideia de que estes dentes não são propensos a cáries e, caso eventualmente apareça, em nada são influenciados os dentes definitivos ou permanentes. Pois bem, na verdade esta conceção é um mito e sobre isso, a Dra. Sofia Arantes e Oliveira escreveu para o pai, a mãe e eu e pode encontrar informação aqui.
É importante que cuidem destes dentes tão bem quanto cuidarão dos dentes permanentes. Estes devem ser escovados pelo menos duas vezes ao dia (preferencialmente de manhã e antes de ir dormir), com pasta de dentes com flúor na quantidade de 1000 a 1500 ppm, tal como abordei no artigo sobre cáries. Nesse artigo poderá ler esta e outras dicas para uma adequada higiene oral.
É importante não esquecer que dentes saudáveis são sinónimo de criança saudável e feliz. Os dentes não servem apenas para a mastigação. Eles têm também influência na fala. Há que preservá-los.
o pai, a mãe e eu
A gravidez e a saúde oral
A gravidez traz consigo grandes mudanças na mulher e, inevitavelmente, na família. É nesta altura que se repensam os hábitos de vida, em prol do adequado desenvolvimento do bebé. E, embora comecem a haver mudanças, algumas acabam por cair no esquecimento.
Hoje iremos abordar um dos aspetos mais importantes da gravidez e que é, em grande parte das vezes, descurado. E com isto refiro-me à saúde oral. Talvez este "esquecimento" ocorra muito em parte por questões financeiras. Mas já lá chegaremos.
Dizem que, durante a gravidez, o sangramento das gengivas é perfeitamente normal. Mas será mesmo normal? Podemos desde já dizer que não. Não é normal e este é um dos sinais que necessita para agendar uma consulta com um dentista.
Mas então, porque razão será tão importante cuidar dos dentes durante a gravidez?
A resposta é simples e assustadora. É importante cuidar dos dentes durante a gravidez, porque uma mãe com problemas dentários, futuramente terá uma criança com os mesmo problemas.
Estima-se que um quarto das mulheres em idade fértil (com idade para engravidar) apresenta cáries e que cerca de 30% das grávidas apresentam gengivite (inflamação das gengivas provocada por uma higiene deficiente ou por alterações hormonais).
Por outro lado, vários estudos indicam a possível relação entre cáries e os partos prematuros ou restrições de crescimento in utero. Isto porque, as cáries são causadas por bactérias que, quando viajam pela corrente sanguínea, poderão provocar outras reações e desencadear o parto prematuro ou a restrição de crescimento.
Por último, informar ainda que em 70% dos casos estudados, é a mãe que transmite estas bactérias à criança, aumentando em muito o risco de aparecimento de cáries.
Sim, isto é verdade e passo a explicar a razão.
As cáries dentárias são a doença infeciosa crónica mais frequente, mais até do que, por exemplo, a asma. No entanto, são completamente passíveis de prevenir através da mudança de hábitos de higiene e alimentares.
E porque razão os problemas dentários são, de certa forma, transmissíveis?
Já reparou, certamente, numa mãe a certificar-se da temperatura da sopa levando a colher à sua própria boca antes de a oferecer ao filho. Quase todas as mães o fazem de forma inconsciente e, por isso, sem se aperceberem do aspeto nocivo desta ação.
Pois é! Algo tão simples pode significar a transmissão da bactéria que é a causadora das cáries. Isto, ou o limpar a boca/ cara da criança com a nossa saliva, o lamber a chucha porque caiu ao chão, antes de a dar novamente à criança... Neste caso, incluímos aqui também o pai, a vó ou outra pessoa significativa e cuidadora. Importante salientar que a colonização (infeção pela bactéria) pode acontecer desde o nascimento, mas tem maior probabilidade de ficar retida na boca após o nascimento do primeiro dente.
Mas, foquemo-nos em si, que está grávida. O que poderá fazer para diminuir o risco de vir a ter cáries e de as transmitir ao seu bebé?
Tendo em conta o que dizem os especialistas e a Direção-Geral da Saúde, deixamos aqui alguns conselhos:
- escovar os dentes duas vezes ao dia, com pasta com flúor e uma escova macia;
- limitar a ingestão de alimentos açucarados às refeições e fora delas;
- optar por beber água e/ ou leite magro, em vez de bebidas açucaradas;
- dar preferência à fruta em vez de sumos de fruta naturais.
- comer pequenas quantidades de alimentos nutritivos ao longo do dia;
- bochechar, após vomitar, com uma solução composta por 1 colher de chá de bicarbonato de sódio, num copo de água. Esta solução eliminará o ácido que ficar nos dentes, evitando a sua destruição.
Para complementar estas medidas, há estudos que indicam que, se a futura mãe bochechar diariamente com produtos prescritos pelo dentista, a partir dos 6 meses de gestação, diminui drasticamente a colonização da boca e a transmissão das bactérias para o filho. Existe também outra medida, embora ainda pouco se conheça relativamente a dosagens e duração do uso. Esta medida tem a ver com o uso de pastilhas Xilitol, após as refeições. O xilitol é um adoçante natural, encontrado nas fibras de muitos vegetais e que tem um efeito positivo no controlo das bactérias na boca, pois embora doce, inibe o crescimento destas últimas e não prova cáries.
Por último, falta abordar a questão da visita ao dentista.
Referem as diretrizes que a visita ao dentista deve ocorrer entre as 14 e as 20 semanas de gestação, pois embora o risco de aborto provocado pelo tratamento do dentista seja mínimo em qualquer momento da gravidez, este é o período ideal.
Se tiver tido uma visita ao dentista nos últimos 6 meses, recomenda-se que agende uma nova visita que, idealmente deverá acontecer ainda durante a gravidez. Caso a sua última visita tenha sido há mais de 6 meses, deverá agendar uma antes das 20 semanas.
E aqui surge a questão mencionada no início deste artigo. Por norma, estas consultas são tão dispendiosas que, para muitos portugueses, tratar dos dentes só em última instância. Foi a pensar nisso que a Direção-Geral da Saúde criou o Cheque Dentista.
Então mas o que é isto? Todas as grávidas têm direito? Não é um direito apenas em vigor para as crianças?
O cheque dentista funciona como um voucher que dá acesso a um conjunto de cuidados ao nível da saúde oral, quer na prevenção, quer no diagnóstico e tratamento.
Este voucher pode ser utilizado em qualquer parte do país, mas o médico deverá ter aderido ao Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. Para saber quais os médicos aderentes, pode consultar a lista no sítio da internet do SNS24.
Todas as grávidas têm direito a 3 cheques dentista, completamente gratuitos e que devem ser utilizados até 60 dias após o parto.
Não se esqueça que a saúde oral é muito importante e que uma grávida saudável significa um bebé saudável.
Aposte na sua saúde oral... pelo seu filho!
o pai, a mãe e eu
Plano de Nascimento
- início espontâneo das contrações;
- respeito pelos tempos de nascimento;
- ambiente e espaço físico, por exemplo, luzes baixas música ambiente escolhida pela parturiente/ casal;
- acompanhante(s) durante o trabalho de parto e parto;
- métodos de alívio da dor, não farmacológicos/ farmacológicos;
- liberdade de movimentos durante o trabalho de parto;
- tipo de monitorização do bem-estar do bebé;
- posição para o nascimento do bebé;
- corte tardio do cordão umbilical por pessoa significativa;
- apoio no aleitamento materno;
- alojamento conjunto mãe-bebé;
- primeiro banho;
- ...
- acompanhante;
- solicitar descrição de todo o procedimento;
- corte tardio do cordão umbilical;
- contacto pele com pele;
- música durante a cirurgia;
- ...
O Pai, a Mãe e o Vicente - O CrossFit e o pós-parto
Penso que é nesta altura que mais importa a união familiar. Isto porque, com o nascimento do bebé, as mães tendem a ter menos atenção por parte da família e amigos, em detrimento do bebé. E, de facto, é neste momento que as mães mais precisam de atenção e carinho.
No início é importante ser cautelosa devido às mudanças ocorridas, tanto pela gravidez, como pelo parto. Estas alterações requerem tempo e dedicação para que tudo volte ao funcionamento "normal".
Na terceira semana, voltei aos treinos de CrossFit sem deixar de dar importância aos exercícios iniciais. Eu estava muito contente por voltar à box, mas senti que a cabeça tinha um ritmo e o corpo respondia de forma completamente diferente. O que é normal, por isso tive de adaptar alguns exercícios e dar prevalência à baixa intensidade e impacto.
No entanto, lembro-me que ir treinar me deixava bastante contente, menos ansiosa e quando terminava o treino era uma sensação fantástica de "ar fresco" e bem-estar!
Aos poucos, o meu corpo foi recuperando a memória, fui recuperando a força, conseguindo recuperar as habilidades anteriores. A parte mais difícil foi a da musculatura do core, que foi sendo "acordada", recebendo estímulo e recuperando a sua funcionalidade aos poucos.
Passo a enumerar alguns benefícios dos treinos de CrossFit após a consulta de revisão do puerpério:
- correção postural;
- redução do stress;
- melhoria da qualidade do sono;
- aumento da autoestima;
- redução de problemas de incontinência, sendo para isso necessário o acompanhamento de profissionais especializados para tal;
- aumento da energia;
- socialização;
- bem-estar e melhoria do humor;
- redução da fadiga;
- ganhos de força e da funcionalidade corporal;
- ganhos na mobilidade;
- perda de peso;
- alimentação vs treino vs amamentação;
- reforço do core.
Pilates Clínico e a dor lombar na grávida
A osteopatia e a mulher grávida
Trabalhar na mobilidade da bacia, da coluna e do abdómen vai ajudar a tratar esses desconfortos, no sentido de melhorar o dia-a-dia das futuras mães.
EneaBirth Coaching - Renascer para a melhor versão de ti mesma
- EneaBirth Pregnancy - ajuda-te a ultrapassar os desafios da maternidade, a equipares-te com o auto-conhecimento, a tranquilidade e a alegria necessárias para renasceres junto com o teu bebé, em verdade e integridade.
- EneaBirth PostPartum - 9 passos para um Pós-Parto transformador - onde caminhamos com a ajuda do Eneagrama por esta fase transformadora e desafiante, para que possas reconhecer-te, recuperar o encantamento e a alegria pela vida e pelo teu papel de Mãe, ao mesmo tempo que RENASCES PARA O MELHOR DE TI.
Endometriose
Gravidez e parentalidade no Masculino
É importante que tenha havido uma infância suficientemente satisfatória que permita confiar, estabelecer compromissos e ter uma boa capacidade de contenção. É fundamental saber gerir invejas e raivas, bem como, especificamente para o homem, é importante ainda ter esclarecidas as questões de masculinidade, lidar ajustadamente com os aspetos femininos e masculinos da sua personalidade e ter em conta a qualidade da relação com o próprio pai (J.R. Leff 1991, 2001).
Portanto, o que sabemos é que durante a gravidez, também o homem:
- reavalia o seu passado como criança;
- reavalia o ter sido filho dos seus pais;
- põe em causa a sua capacidade de ser pai;
- vive um turbilhão de emoções;
- vive a expetativa de novas situações.
- Pai participante: É aquele que apresenta uma identidade de género flexível e segura, permitindo-se dar espaço aos seus núcleos femininos/ maternos, sem se sentir ameaçado na sua masculinidade/ paternidade. Assim, participa na gravidez e nos cuidados ao bebé de forma espontânea e tranquila.
- Pai renunciador: Este será o pai que intensifica os atributos masculinos, a identificação com o pai e o poder paternal enquanto reforçadores da sua virilidade, tendo alguma dificuldade em lidar com as suas zonas mais femininas, relacionadas com o materno. Este pai, terá alguma dificuldade na empatia com a experiência interior da mulher grávida/ mãe, sendo o seu orgulha na gravidez o que se relaciona com a confirmação da sua virilidade. Claramente considera que a gravidez e cuidados relacionados são assunto de mulheres.
- Pai recíproco: Este pai tem uma vivência intermédia. Oscila entre as caraterísticas dos dois grupos anteriores. Apresenta sentimentos mistos sobre a gravidez, parto e cuidados ao bebé; sente a diferença biológica em relação à mulher e assume essa diferença. Este pai vivenciará a paternidade com ambivalência e reflexão e irá integrá-la de acordo com o modo como for gerindo a sua experiência e também de acordo com o modo como a mulher o for executando.
A maternidade e o mundo moderno
- Como sobreviver no meio disto tudo a uma maternidade/ paternidade onde desejamos calor, entreajuda, presença, conexão e tempo?
- Como renascermos e aprendermos a ser Pais tendo altos níveis de exigência de performance?
- Como descobrirmos a nossa forma de maternar no meio de pressões, mil opiniões e verdades absolutas?
Estamos cansadas, o tempo ganhou uma nova dimensõa, temos dores, o nosso corpo transformou-se, temos um ser dependente 24h que não conhecemos, que não fala e não traz livro de instruções. De repente não somos mais só nós, temos a total responsabilidade de um outro Ser e isso é avassalador.
Sentimo-nos exaustas e perdidas... Não sabemos mais quem somos, o que queremos, o que acreditamos. O mundo desmoronou-se e tudo está diferente. E no meio disto tudo, não há tempo.
Não temos tempo nem espaço para entender o que se passa e ninguém parece compreender-nos. Apenas existe um "Agora és mãe!". Deixas de ser a Filipa, a Joana, a Maria, a Raquel, para ser "a Mãe". Desejas mais que nunca ser filha e honrar todas as mulheres. Lembras-te das vezes que ousaste comentar ou opinar sobre alguma Mãe e percebes como não fazias a mínima ideia.
Mas mesmo assim, continuamos neste automatismo e sem falar a verdade, cheias de medo e vergonha de não pertencer ao mundo idealizado que nos impingem.
Não se fala da intensidade, das dificuldades, do tempo que deixa de haver, das dores, das transformações físicas, emocionais e espirituais, das alterações individuais e de casal, dos momentos em que não queremos mais ser mães, dos dias em que choramos, das frustrações que sentimos, da liberdade que deixamos de ter, das noites em que desesperamos sem saber que fazer, dos dias em que nos sentimos sozinhas e incompreendidas, ...
Ao vivermos algo tão intenso não há como não abalar toda a nossa identidade, nos questionarmos e a tudo à nossa volta. Existe agora um mundo e um exemplo para deixar a alguém... Não é possível passar por este "ritual" e continuar igual.
Analisando os Níveis Neurológicos (inspirados na teoria de Gregory Bateson e introduzidos na Programação Neurolinguística por Robert Dilts), uma ferramenta de transformação pessoal que pressupõe que atuamos em 6 níveis neurológicos, camadas essas que compõem o modo como vivemos. Verificamos que as 3 camadas mais altas são o Legado (Missão), a Identidade e as Crenças/ Valores.
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| Imagem do site "Crie seu destino" |
- Como saber quais as nossas capacidades como mães e pais? A direção em que vamos?
- Como saber quais os comportamentos que queremos assumir como mães e mulheres?
- Como saber com que pessoas quero despender tempo?
- Como não sentir que estou desalinhada e desconectada do meu corpo, do meu companheiro e do mundo?
- Podemos mudar esta intensa transformação? Talvez não! Talvez esse seja o processo. Talvez seja por isso que somos seres para procriar, para que possamos evoluir, questionar o mundo e fazer acontecer. Como Brené Brown diz no seu comentário sobre vulnerabilidade: "There is no courage without vulnerability". Na maternidade abrimos portais, abrimos o nosso coração e a nossa vulnerabilidade, permitimos finalmente "despir-nos" e deixar que nos vejam, que nos olhem, que nos abracem. Este amor infindável que sentimos, faz-nos caminhar mais próximos de nós mesmos e transformar o mundo.
- Mas podemos ter um mundo menos apressado, menos exigente. Um mundo onde damos o tempo e apoio necessários às mães, que elas merecem e precisam para renascer, para se recomporem de terem gerado Vida. De as mimar, de as ouvir, de não exigir perfeição, de lhes falar que não estão loucas e que está tudo bem. De lhes dar colo e atenção. De as deixar fazer o papel delas, de devolver amor e compaixão à humanidade e que tanto precisamos. De as deixar chorar, rir, gritar, de as deixar conhecerem os seus bebés e de se reconhecerem a si mesmas.
O caminho desconhecido do pós parto...
No caso de parto vaginal e de ter sido necessário realizar o corte (episiotomia) ou de ter ocorrido alguma rasgadura (laceração) com necessidade de pontos, habitualmente o fio utilizado é um fio de reabsorção rápida, em que os pontos caem sozinhos a partir dos sete dias após o parto. A partir dessa altura também poderão ser removidos se ainda não tiverem caído, em caso de desconforto.
A higiene deverá ser realizada externamente utilizando um produto de higiene íntima adequado e, para secar, deverá ser utilizada uma toalha que pode tocar sem esfregar, ou utilizar vento frio do secador de cabelo.
E em relação ao leite materno? O que esperar? No pós parto, a primeira secreção mamilar é chamada de colostro, estando presenjte habitualmente até ao 3º dia pós parto. O colostro é rico em proteínas e imunoglobulinas que conferem proteção ao recém-nascido. Após a transição para a produção de leite materno, este é rico em água, hidratos de carbono, gordura, proteínas e minerais, tendo também na sua constituição imunoglobulinas e algum ferro. A sua produção é estimulada pela sucção do bebé ou pela sua remoção por bomba.
A subida do leite pode ser bastante dolorosa, mas é um período transitório, até a mama passar a produzir a quantidade adequada às necessidades do bebé.
Se a mulher se sentir bem, a partir das quatro semanas após o parto, pode ser retomada a vida sexual. Principalmente nas mulheres que estão a amamentar, devido ao hipoestrogenismo (níveis de estrogénio mais baixos), a mulher poderá sentir uma secura vaginal marcada durante as relações, pelo que a utilização de lubrificante poderá ajudar.
Apesar de nas primeiras semanas de pós parto, o cansaço e a exaustão, as fraldas, as chuchas, o leite, os cocós e os chichis, as cólicas e o choro dominarem as 24h do dia, o retorno que vem a seguir é tão grande que tudo vale a pena! E para a vida toda...
Preparar a Parentalidade: Quando e Como?
- Realização pessoal: sonhar que uma criança complementa o universo familiar;
- Gostar de crianças e querer cuidá-las;
- Religião: o sexo com a função de procriação;
- A visão da Mãe com o amor incondicional: modelo de comportamento admirado e idealizado;
- Medo do futuro; arrependimento, ter alguém que possa ser cuidador;
- Valores morais e éticos: segundo o modelo considerado adequado pela sociedade, a vida só teria sentido quando se cria uma família com filhos;
- Realizar-se por meio dos sucessores: querer dar aos filhos o que não teve ou ganhou dos pais, assim como projetar expetativas e sonhos não realizados numa criança;
- Projeto para a vida: ser bem-sucedido profissionalmente, comprar um apartamento e tornar-se Pai ou Mãe. (Há casais que planeiam todos os detalhes do futuro, incluindo o projeto de ter filhos, ...)
- Simplesmente querer: há pessoas que nunca pensaram na hipótese de viver sem ter filhos e, desde pequenas, sabem que um dia os querem ter. (Necessidade biológica e/ ou psicológica.)
- Simplesmente não querer;
- Querer viver em função de si próprio;
- Não estar disponível para mudanças e novas rotinas;
- Querer atenção exclusiva do (a) companheiro (a): há casais que sentem dificuldade em dividir o amor com outro, mesmo que seja com um filho;
- Querer evitar erros do passado: "Pessoas traumatizadas pela separação conjugal dos pais querem que os possíveis filhos não venham a sofrer desilusões como as que passaram";
- Ter medos físicos da dor associada ao processo;
- Temer não ser um bom Pai ou Mãe;
- Priorizar a carreira;
- Não gostar de crianças e como tal não se imaginar cuidador (a);
- Não querer a perda de liberdade.
- na comunidade do tal desejo/ planeamento prévio ou,
- quando esta não foi planeada naquele momento da vida (preparação por vezes bem mais exigente).
- Informar sobre as alterações e fragilidade normais de uma gravidez (na mulher, no homem e no casal);
- Valorizar a comunicação entre eles e com os profissionais disponíveis;
- Facilitar a presença do companheiro, sempre que o casal solicite (em caso de exames e consultas pré-natais).
- Introduzir o bebé - referir (qb) a importância de ambos comunicarem com o bebé in utero (acariciar, conversar, imaginar);
- Incentivar a presença em cursos de preparação para o parto;
- Dinamizar visitas à maternidade;
- Divulgar informação escrita concisa e atraente sobre apoios familiares, aspetos pediátricos, psicológicos, jurídicos... antes do nascimentos obstétrico do bebé;
- Informar sobre as características e exigências do parto e do puerpério (principalmente quando não frequentam os cursos de preparação para o nascimento);
- Alertar para as alterações normais do pós-parto e para os fatores de risco para a depressão pós-parto;
- Alertar para que é comum que o Pai se sinta excluído e inseguro (podendo inclusive desenvolver também ele uma depressão pós-parto);
- Mostrar disponibilidade para esclarecer/ clarificar/ apoiar na nova fase e nos desafios da parentalidade;
- Alertar para que atualmente há muita literatura que pode facilitar o processo, mas também que entre a teoria e a prática há algumas diferenças;
- Tranquilizar relativamente à importância do bom-senso, do processo de aprendizagem e do autoconhecimento que decorre deste mesmo processo.
- Nem todas os casais que ficam grávidos planeiam ser Mães/ Pais;
- Nem todos os filhos foram ou são desejados;
- Nem todas as mulheres grávidas se sentem belas e felizes com a sua gravidez;
- Nem todas as mulheres que planeiam uma gravidez se sentem, de facto, grávidas psicologicamente;
- Nem todas as mulheres que estão grávidas passam os nove meses como se fossem os melhores meses das suas vidas (o conhecido "estado de graça");
- Gravidez e Maternidade são duas realidades distintas, cujo desejo nem sempre é coincidente. Pode desejar-se ser Mãe e ter dificuldade em viver a gravidez enquanto processo biológico;
- Nem sempre os casais estão sintonizados no desejo de gravidez/ parentalidade.

































