Entrevista a Elisabete Abrantes - Alergia Alimentar
As alergias alimentares são atualmente um problema crescente a nível mundial.
Gostaríamos de perceber e de dar a conhecer de que forma este problema tem impacto no dia-a-dia das famílias que por ele são afetadas.
1- A sua filha é alérgica a que alimento?
Ela é alérgica a bacalhau, marisco, especiarias, conservas, enlatados, frutas tropicais, chás,...
2- Existe alguém na família com história de alergia alimentar?
Que eu tenha conhecimento, não existe ninguém com alergias.
3- Quando e como descobriu que a sua filha era alérgica a todos esses alimentos?
Descobri quando introduzi os alimentos aos 4 meses. Foi uma experiência complicada, porque começou a vomitar e o corpo ficou cheio de borbulhas.
4- O que teve de mudar no seu dia-a-dia? A família também mudou os seus hábitos alimentares?
Mudou tudo quando se soube que a L. era alérgica. Mudámos a alimentação de toda a família para não corrermos riscos. Para os irmãos, esta mudança foi complicada até conseguirem habituar-se.
5- Como foi educar a sua filha para conviver com este problema? Foi fácil para ela perceber que não podia comer grande parte das coisas que todos os outros podem? Aceitou bem não poder aceitar comida, por exemplo, na escola ou em festas de aniversários dos amigos?
A L. aprendeu a lidar com a situação bastante rápido. Hoje tem 11 anos e sabe bem o que pode e não pode comer. Alguns colegas acham a L. estranha em relação à alimentação.
6- Quais as principais limitações que sente? Como é, por exemplo, organizar uma viagem ou um fim-de-semana em família?
A limitação é mesmo a leitura dos rótulos... todos tivemos de aprender. Relativamente a eventos, tentamos não organizar, nem frequentar casamentos e batizados. Quando fazemos uma viagem a cinco, procuro sempre levar a alimentação dela.
7- Acha que o país e a sociedade em geral estão preparados para conviver com este tipo de problemas? Da sua experiência, as pessoas percebem as restrições ou muitas vezes associam a caprichos?
Não, não estão preparados. Consideram que este tipo de restrições alimentares não passam de mimos, caprichos, onde uma boa palmada podia resolver.
8- Recebe algum tipo de apoio financeiro, visto ter gastos superiores na alimentação da sua filha?
Sim, recebo abono complementar. para isso foi necessário o médico fazer prova do problema da L.
9- Teve alguma formação de como agir, caso a sua filha sofra uma reação anafilática (reação alérgica exacerbada, com compromisso respiratório)?
Não. Quando o corpo reage de maneira diferente, como já aconteceu começar a inchar de forma exuberante, dirijo-me ao hospital mais próximo.
10- O que acha que poderia facilitar o seu dia-a-dia com a sua filha?
Parece-me que o que poderia facilitar era a formação como atuar em caso de reação exacerbada.
Da experiência profissional à pessoal...
Fui mãe antes do tempo!
Quando a gravidez é passada na horizontal...
Viagem com AMOR
É o que é
É genético, é da alimentação, é hereditário, é ambiental, é comportamental, é sobrenatural... é um filho e é isto que é.
A minha experiência como mãe de prematuro...
O menino corria risco de vida, contraiu infeções... enfim, um monte de coisas que nenhum Pai está preparado para viver. São pequenos guerreiros que fazem de nós super Pais! Eles dão-nos força para viver, para estarmos ali todos os dias das 9h às 23h a vê-lo ser "picado", medicado, etc. E estarmos ali a olhar unicamente para ele.
Foi muito difícil não pegar no meu filhote durante uns dias, vê-lo pelo vidro e viver cada dia como se fosse o último, mas ao mesmo tempo ansiar que fosse o primeiro de muitos!!
Cada grama de peso foi uma felicidade imensa e ao fim de 26 dias de luta e muitas recaídas lá viemos embora com a tão esperada alta. Nasceu de 32 semanas e até hoje, já com 27 meses, não tem nenhuma sequela.
Viver um dia de cada vez é o nosso lema!
Obrigada.
Adeus amamentação
E pronto... Terminou!
Fui finalmente vencida ao fim de 6 meses de luta!!
Depois de horas de bomba, horas de relactação e translactação, CAM (Conselheira em Aleitamento Materno) cá em casa, massagens no banho, luvas de látex com água quente, Promil e chá de funcho, acumulando sessões de extração de 5 mL/ 15 mL/ 30 mL para conseguir um total de 120 mL/ 150 mL, por vezes uns abençoados 50 mL numa só sessão para alegrar...
... tudo termina!!!
Iniciámos então a fase de "beber o que a Mamã conseguiu congelar". Também é uma fase boa, diferente e acolhedora. Cada biberão de leite materno tem inerente a si um pequeno sentimento de sucesso.
"Um biberão de leite materno por dia (para fazer render), mal sabe o bem que lhe fazia" 😊
Se pudesse voltar atrás teria feito tudo de maneira diferente? Tudo não! Mas o esforço, dedicação e amor seriam os mesmos de certeza!
Será que fiz tudo o que estava ao meu alcance para lhe dar o "melhor de mim"? Sim, sim e mais sim! Consciência tranquila que sim!
Valeu a pena? Claro que sim! Cada lágrima, cada dor, cada corrida, cada segundo de volta das mamas, ...
Adeus amamentação! (Não) Deixas saudades!!
P.S. Filhote, não te preocupes que sempre que precisares de um abraço apertado cá estarei para te reconfortar e aconchegar ainda mais.








