O Pai, a Mãe e Eu!
  • Home
  • Missão
  • História
  • Equipa
  • Colaboradores
  • Eventos
  • Contactos
Mãe
Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe. Mostrar todas as mensagens

Entrevista a Elisabete Abrantes - Alergia Alimentar

sábado, 15 de agosto de 2020

 As alergias alimentares são atualmente um problema crescente a nível mundial. 

Gostaríamos de perceber e de dar a conhecer de que forma este problema tem impacto no dia-a-dia das famílias que por ele são afetadas. 


1- A sua filha é alérgica a que alimento?

Ela é alérgica a bacalhau, marisco, especiarias, conservas, enlatados, frutas tropicais, chás,...


2- Existe alguém na família com história de alergia alimentar?

Que eu tenha conhecimento, não existe ninguém com alergias. 


3- Quando e como descobriu que a sua filha era alérgica a todos esses alimentos?

Descobri quando introduzi os alimentos aos 4 meses. Foi uma experiência complicada, porque começou a vomitar e o corpo ficou cheio de borbulhas. 


4- O que teve de mudar no seu dia-a-dia? A família também mudou os seus hábitos alimentares?

Mudou tudo quando se soube que a L. era alérgica. Mudámos a alimentação de toda a família para não corrermos riscos. Para os irmãos, esta mudança foi complicada até conseguirem habituar-se. 


5- Como foi educar a sua filha para conviver com este problema? Foi fácil para ela perceber que não podia comer grande parte das coisas que todos os outros podem? Aceitou bem não poder aceitar comida, por exemplo, na escola ou em festas de aniversários dos amigos?

A L. aprendeu a lidar com a situação bastante rápido. Hoje tem 11 anos e sabe bem o que pode e não pode comer. Alguns colegas acham a L. estranha em relação à alimentação. 


6- Quais as principais limitações que sente? Como é, por exemplo, organizar uma viagem ou um fim-de-semana em família? 

A limitação é mesmo a leitura dos rótulos... todos tivemos de aprender. Relativamente a eventos, tentamos não organizar, nem frequentar casamentos e batizados. Quando fazemos uma viagem a cinco, procuro sempre levar a alimentação dela. 


7- Acha que o país e a sociedade em geral estão preparados para conviver com este tipo de problemas? Da sua experiência, as pessoas percebem as restrições ou muitas vezes associam a caprichos?

Não, não estão preparados. Consideram que este tipo de restrições alimentares não passam de mimos, caprichos, onde uma boa palmada podia resolver. 


8- Recebe algum tipo de apoio financeiro, visto ter gastos superiores na alimentação da sua filha?

Sim, recebo abono complementar. para isso foi necessário o médico fazer prova do problema da L. 


9- Teve alguma formação de como agir, caso a sua filha sofra uma reação anafilática (reação alérgica exacerbada, com compromisso respiratório)?

Não. Quando o corpo reage de maneira diferente, como já aconteceu começar a inchar de forma exuberante, dirijo-me ao hospital mais próximo. 


10- O que acha que poderia facilitar o seu dia-a-dia com a sua filha?

Parece-me que o que poderia facilitar era a formação como atuar em caso de reação exacerbada.

Ler mais >>

Da experiência profissional à pessoal...

domingo, 17 de novembro de 2019
Há 12 anos... 

... eu tinha 28 anos, já era enfermeira e trabalhava na área que sempre tinha idealizado no decurso do curso de enfermagem - a Neonatologia!!

Sentia (e sinto) um orgulho enorme por trabalhar com os maiores guerreiros, os bebés que nascem antes do tempo! Sem peso, sem maturidade, tão frágeis, mas com tanta coragem e força!!

A par disto, o meu desejo de ser Mãe era muito grande e em junho desse ano tivemos a boa nova!!! Estávamos grávidos! 

A gravidez correu sem qualquer risco até às 22 semanas de gestação, altura em que, após a ecografia morfológica, foi detetado encurtamento do colo do útero e a partir daí passou de uma gravidez normal, para uma de alto risco. Deixei de trabalhar de imediato e fui para casa com indicação para repouso absoluto. Mas mesmo assim não o colo não estabilizou. As contrações e as hemorragias começaram... houve internamentos... repouso... medicação... mas com 27 semanas já não se conseguiu parar o trabalho de parto e o Francisco nasceu!


Nasceu com 849g e 32cm. Eu sabia tudo o que ele iria passar nascendo tão pequenino, o que fazia com que a minha tristeza, ansiedade e angústia fossem ainda maiores. Não queria que o meu filho passasse por esse sofrimento, por técnicas dolorosas, por manipulações excessivas... Sabia que ele não iria poder ter o colo dos Pais e nós iríamos passar por dias de internamento difíceis e que iriam parecer infinitos. Alguns dias de sucessos e muitos de retrocessos. 

E assim foi!!! Dois meses e meio de internamento. O Francisco esteve ventilado, fez várias infeções, o oxigénio era a sua grande dependência e, mesmo com ele, pregava grandes sustos ao deixar de respirar. Mas devagarinho foi crescendo, ganhando peso e maturidade para sair da incubadora, que o protegia e aquecia. 

Um dos dias mais difíceis e que nunca irei conseguir esquecer foi quando tive alta da Maternidade, dois dias depois do Francisco nascer. Saí da Maternidade e cheguei a casa sem o meu filho. Uma sensação de vazio que ainda hoje dói. 

O Francisco teve anta uma semana antes da data prevista, caso tivesse sido uma gravidez de 40 semanas. Tinha quase 2kg e tinha conseguido ultrapassar todas as adversidades da prematuridade. Hoje tem 12 anos e é um miúdo saudável e feliz! 

A neonatologia passou a fazer parte da minha vida pessoal e da profissional. Compreendia, agora, o outro lado. E, apesar de ter doído muito, valeu a pena! 

Por isso abracei este projeto de coração cheio. 

"o pai, a mãe e eu" tem proporcionado sensibilizar a população para a problemática da prematuridade, capacitando as Famílias para uma situação que qualquer uma pode ter de enfrentar, quando menos esperar.



Filipa Soveral 
(o pai, a mãe e eu)
Ler mais >>

Fui mãe antes do tempo!

quinta-feira, 14 de novembro de 2019
Foi a minha primeira gravidez, o meu primeiro parto, o meu primeiro filho. 

O Duarte nasceu às 33 semanas. Eram 6h quando tive rutura de membranas. Nunca imaginei que tanta água podia sair de dentro de mim. Fui logo para o hospital. Às 9h comecei com contrações de 3 em 3 minutos e não deu tempo para nada. Entrei na sala de partos onde estive até às 15h. Foram horas de muita dor, muito sofrimento e sem saber o que se estava a passar. Três obstetras tentaram parto natural, mas no fim evoluiu para cesariana, com anestesia geral. 

Quando acordei perguntei pelo Duarte. Estava na Neonatologia, em intensivos e só o pude ver no dia seguinte, às 9h30 da manhã. 

Foi um choque muito grande. Tão pequenino dentro da incubadora, cheio de fios e tubos, monitores a tocar... ainda hoje consigo "ouvir" cada som daquela sala. 


A primeira coisa que senti foi que não era mãe. Aquele menino pequenino pertencia àqueles "encantadores de bebés", os enfermeiros, que tão bem cuidavam dele. Queria tanto saber o que se passava, mas nem sabia o que perguntar. As respostas eram sempre as mesmas: "Um dia de cada vez, mamã!" Agora sei o que isso significa. Aquele ser tão pequenino ensinou-me a VIVER, a viver de verdade!

Tudo era muito difícil: as noites na maternidade com um berço vazio ao lado; uma alta de colo vazio; tirar leite com uma bomba, de 3 em 3h e só ao 5º dia começar a sair leite (o ouro para o meu pequeno); as noites em casa, com o som de fundo da sala dos intensivos; as chegadas pela manhã, cheia de medo do que poderia encontrar...

E foi então que comecei a sentir que era mãe! Tinha o Duarte 10 dias... foi o melhor dia... fizemos canguru e foi a primeira vez que lhe peguei ao colo. 

Aos poucos os fios começaram a diminuir, saímos dos intensivos e comecei a cuidar do Duarte, do meu FILHO!

A alta cada vez mais perto e mais medos... novos medos... medo de ir para casa, medo das visitas, medo dos vírus, medo de outro internamento... O dia da alta agora é lembrado quase como o que em que nasceu. 

Aos poucos as coisas vão se compondo e os medos vão diminuindo. Os nossos pequenos ganham um título para toda a vida: Guerreiros!

Agora tem quase 5 anos. Um menino cheio de saúde, energia e boa disposição! 

Um menino FELIZ!

E eu também!



Mãe vamos brincar
Ler mais >>

Quando a gravidez é passada na horizontal...

terça-feira, 12 de novembro de 2019
Falar da minha gravidez é falar de um tempo não tão "cor-de-rosa", bem diferente das expetativas que tinha como mãe de "primeira viagem". É falar de uma fase "assombrada" desde cedo pela possibilidade de um parto pré-termo. Para poupar angústias a esta leitura, adianto já: connosco correu tudo bem. 


Mentiria se dissesse que a gravidez foi "pêra doce". Foi uma aventura repleta de desafios e muitas limitações, sem direito a uma vivência em pleno desta fase e a provar que cada gravidez é única e imprevisível. Da gravidez, não tenho registos - não houve margem para sessões fotográficas bonitas, dessas que enchem as redes sociais, porque imperou a "ditadura" do repouso absoluto desde cedo. 

Desde cedo também que a barriga de "lua cheia", demasiado grande, levantava suspeitas para um quadro clínico que nunca tinha ouvido falar: hidrâmnios - excesso de líquido amniótico. Na minha ingenuidade, sempre achei que ter muito líquido fosse positivo, mas certo é que a barriga pesava muito (muito mesmo) e logo a médica mandou abrandar. Seguiram-se largas dezenas de consultas e (tantos!) exames - a mim e ao bebé, para averiguar a razão de tanto líquido. Somaram-se sustos e os inevitáveis nervos associados aos diferentes riscos - que se foram riscando pouco a pouco: a diabetes gestacional, os problemas da tiróide, malformação fetal (incluindo malformação cardíaca), infeções maternas... Quando o excesso de líquido foi finalmente considerado idiopático - sem causa aparente, nem por isso respirei de alívio. Continuava a ter uma gravidez de risco e um bebé inquieto, cheio de vontade de vir conhecer o mundo cá fora, cedo demais. 

Durante esta gestação "horizontal", procurei informar-me o melhor que pude sobre a prematuridade. Porque o "Dr. Google" consegue ser cruel, tive o cuidado de procurar as melhores fontes de informação sobre o tema. Tive a sorte de meses antes (mesmo antes de engravidar), me ter cruzado profissionalmente com "o pai, a mãe e eu" (o Universo lá tem a sua maneira de funcionar, certo?), um projeto que muito admiro, para o qual tive oportunidade de trabalhar e que me havia alertado para esta temática e para as causas de bebés pré-termo, nomeadamente a idade gestacional (fui mãe aos 35) e o factor "stress" - para mim, um dos maiores inimigos de uma gravidez saudável. 

Só voltei a respirar de alívio às 35 semanas (ainda assim seria considerado prematuro, mas à partida já não seria necessário fazer a maturação pulmonar para a qual nos fomos preparando mentalmente). Até lá, com uma ameaça de parto às 25 e um colo do útero bem curtinho, fiz do repouso regra e procurei "mergulhar" num mar de calma e pensamento positivo. Agarrei-me à ideia de que haveriam certamente mulheres na mesma situação para quem abrandar seria complicado ou impossível, e foi nisso que ganhei garra para fintar a solidão e a certa impaciência de passar dias e dias deitada (e dormente). Com um negócio próprio e com um estilo de vida pautado pelo stress, este "bicho-carpinteiro" que sou teve de aprender a sossegar - corpo e espírito - e acabei por decidir parar muito antes do que havia previsto, por mais difícil que isso fosse a vários níveis, incluindo monetários. Eu, que sempre me imaginei a trabalhar até à data do parto, não duvido um segundo de que abrandar terá feito toda a diferença nesta nossa vitória.


O Vicente nasceu às 38 semanas e, embora pequenino, nasceu livre de complicações. Hoje, com três mesinhos, é um bebé forte e de sorriso rasgado e continua a ensinar-me que às vezes só precisamos mesmo de tirar o pé do acelerador e rever as nossas prioridades. Serenar, cuidar e nutrir-nos enquanto fuuras mamãs é difícil numa sociedade que exige pressa e nos rouba tanto tempo, mas é, de facto, fundamental para darmos luz à vida. Espero que a sociedade esteja cada vez mais alerta e consciente disso - e do tanto que há ainda para fazer no nosso país em relação à prevenção da prematuridade. 

A todas as futuras mamãs que me estão a ler agora, com ou sem gravidez de risco, um enorme e caloroso abraço e toda a energia positiva. 



Rita Peres, mamã orgulhosa do Vicente
Fundadora do Taini Creative Studio

Ler mais >>

Viagem com AMOR

domingo, 6 de maio de 2018


Por ser este um testemunho muito especial, partilho uma viagem também muito especial. Para esta viagem não comprei bilhete e nem sequer fiz as malas!

À espera do meu segundo filho, às 29 semanas de gestação viajei até ao mundo da prematuridade e vivo na primeira pessoa esta experiência de ter um bebé "antes do tempo" e tudo o que envolve o dia-a-dia no serviço de Neonatologia. 

Senti receios, angústias, medos e muitas inseguranças. Confesso que inicialmente até me senti culpada. Vi a fragilidade dos Pais e bebés que, tal como o meu, nasceram apenas com algumas centenas de gramas de amor e muita vontade de vencer. Ouvi tantas vezes: "Tem calma, um dia de cada vez!" e eu cheia de pressa para tirar o meu filho dali. 

Num primeiro momento, o meu coração gelou, chorei ao ver o meu filho com apenas 1750g e alguém (um anjo) me disse: "Mãe, ele precisa de ti!". Estas palavras deram-me força para reconstruir o chão que me roubaram e segui em frente neste viagem inesperada.  

Vivi naquele serviço de Neonatologia ao segundo, ao minuto. Alimentei-me de mais umas gramas, so cheiro do meu bebé, do toque macio da sua pele. Dei-lhe os meus cuidados, o meu calor e o meu amor. Por ele, por nós, nunca desisti. Foi este o meu mundo e o meu sonho. 

Agradeço aos anjos de batas brancas pelas palavras carinhosas, por festejarem comigo todas as vitórias e pela força que me deram nas derrotas. 

Obrigada às mães guerreiras que partilharam comigo o quarto das Mães. Foram momentos de partilha, lições de coragem, persistência, humildade e sacrifício. 

Meu Deus, que viagem! Uma viagem única e especial. Uma lição de vida que me ensinou a não ter pressa, a viver a vida ao momento, a amar o próximo e a ouvir verdadeiramente as pessoas. 

Hoje sinto que superei, mas não esqueci ser Mãe prematura, sentindo sempre uma força interior própria de uma Mãe guerreira e uma enorme vontade em partilhar, ajudando outras mães. Não hesitei em abraçar a causa tornando-me mentora dos grupos de partilha mútua, do grupo de Pais para Pais, no âmbito do projeto "Share for Care". 

Quero fazer parte de um grupo terapêutico, aberto à partilha, ajudando os Pais a aceitar a prematuridade e viver um dia de cada vez. Quero estar presente nos moemntos de angústia com uma palavra de esperança. Quero apontar caminhos quando a incerteza se instala. Quero contribuir para o bem-estar dos bebés, Família e assim diminuir o sofrimento que conheço tão bem. 

Obrigada pelo bilhete desta viagem!!


Teresa Alexandre


Ler mais >>

É o que é

terça-feira, 24 de abril de 2018


É autista, é cego, é sobredotado, é hiperativo, é disléxico, é diabético... é um ser humano e é isto que é.

É uma doença, é um distúrbio, é uma malformação, é uma alergia, é um feitio, é uma deficiência... é uma criança e é isto que é.



É genético, é da alimentação, é hereditário, é ambiental, é comportamental, é sobrenatural... é um filho e é isto que é. 

É diferente, é inteligente, é "bicho-do-mato", é parvo, é inseguro... é uma pessoa que amamos e é isto que é!

Para mim sempre foi uma atitude simples de tomar. Sempre pensei assim. Nunca me foram importantes os nomes das coisas. Categorizar, rotular, para quê? Criar fantasmas e alimentá-los? Gastar energia na busca de respostas quando isso não vai mudar nada? Considero que para quem estuda, investiga e tem interesse num determinado assunto, aí sim deve ir ao pormenor de tudo, ao cerne da questão, conhecer as variáveis todas, os sintomas, as respostas possíveis, até para conseguir ajudar quem precisa. Agora para quem tem a bênção de ter um filho como eu tive, nada disso importa. Dar nome ao que ele tem sempre teve uma importância relativamente pequena para mim. Já detetar os problemas e saber o que fazer para ultrapassá-los foi e continua a ser uma luta que vou levar pra vida! 

O importante é saber ouvir, saber observar, confiar no instinto e ter a humildade de aprender com os outros. Temos de conhecer o nosso filho, independentemente do nome que possa estar associado a ele. Só conhecendo nele as suas virtudes e as fraquezas o posso encaminhar na vida de modo a que seja uma pessoa acima de tudo feliz... é esta a minha missão. Ajudá-lo a ultrapassar os obstáculos que a vida lhe colocou. Mas vamos juntos nesta caminhada... sem procurar respostas, mas sim soluções! 

É o que é... e o resto não importa para nada. 


Make a story and smile
Ler mais >>

A minha experiência como mãe de prematuro...

quarta-feira, 18 de abril de 2018



No lindo dia de 23.12.2015, o meu mais-que-tudo decidiu nascer a todo o custo! 

Ao chegar ao Hospital, nem eu nem o meu marido estávamos preparados para as palavras: "Vai ter de ficar internada, pois existe o risco do menino nascer neste momento, o que vamos tentar evitar."

Depois de horas de medicação chegam à conclusão que tem mesmo de nascer e agora alertam-nos para o alto risco do menino não resistir. 

Pais de primeira viagem! Foi um enorme choque!!!

O parto aconteceu sem problemas, felizmente. Eu não sabia o que esperar. Não ouvi o meu bebé chorar, não respirava e teve de ser logo levado, reanimado e eu sem saber de nada. A pediatra ainda mo mostrou, assim muito rápido, já naquela caixinha (a incubadora) e disse-me: "Até já mamã!"

Só pude ver o meu filho, que nasceu às 9h23, de noite quando me deixaram sair da cama. São sentimentos que não sei explicar. Um bebé pequenino, magrinho, cheio de tubos e fios dentro de uma caixa. Não é de todo o que queremos ver, ou o que esperamos ver! Não pude fazer nada para que ele melhorasse! Nada do que eu fizesse ou dissesse ia mudar a sua situação. É um sentimento de impotência!

O menino corria risco de vida, contraiu infeções... enfim, um monte de coisas que nenhum Pai está preparado para viver. São pequenos guerreiros que fazem de nós super Pais! Eles dão-nos força para viver, para estarmos ali todos os dias das 9h às 23h a vê-lo ser "picado", medicado, etc. E estarmos ali a olhar unicamente para ele.

Foi muito difícil não pegar no meu filhote durante uns dias, vê-lo pelo vidro e viver cada dia como se fosse o último, mas ao mesmo tempo ansiar que fosse o primeiro de muitos!!

Cada grama de peso foi uma felicidade imensa e ao fim de 26 dias de luta e muitas recaídas lá viemos embora com a tão esperada alta. Nasceu de 32 semanas e até hoje, já com 27 meses, não tem nenhuma sequela. 

Nada do que eu diga ajuda algum Pai ou Mãe, porque só quem passa por isto é que consegue sentir tudo de uma forma intensa. Mas, a força está em nós e no instinto de ser Pai ou Mãe. Vamos buscar forças onde não sabemos que temos e o amor é que nos move!

Viver um dia de cada vez é o nosso lema!

Obrigada.



Ana Mota Faria
Ler mais >>

Adeus amamentação

terça-feira, 6 de março de 2018


E pronto... Terminou!

Fui finalmente vencida ao fim de 6 meses de luta!!

Depois de horas de bomba, horas de relactação e translactação, CAM (Conselheira em Aleitamento Materno) cá em casa, massagens no banho, luvas de látex com água quente, Promil e chá de funcho, acumulando sessões de extração de 5 mL/ 15 mL/ 30 mL para conseguir um total de 120 mL/ 150 mL, por vezes uns abençoados 50 mL numa só sessão para alegrar...

... tudo termina!!!

O Pequenote começou a recusar a mama e era rara a vez que conseguia chegar aos 10 mL por sessão. No início pensei ser falta de pressão da máquina, pois o que sentia nada tinha a ver com a pressão de antes. A máquina era emprestada, por isso comprei uma nova... igual! Ao que parece não se sente o mesmo se não tivermos praticamente nada para extrair. A máquina, essa, ficou de lado. Tinha 2 semanas de existência. Mas, mais do que isso, é o sentimento de que tudo acabou.

Iniciámos então a fase de "beber o que a Mamã conseguiu congelar". Também é uma fase boa, diferente e acolhedora. Cada biberão de leite materno tem inerente a si um pequeno sentimento de sucesso.

"Um biberão de leite materno por dia (para fazer render), mal sabe o bem que lhe fazia" 😊

Se pudesse voltar atrás teria feito tudo de maneira diferente? Tudo não! Mas o esforço, dedicação e amor seriam os mesmos de certeza!

Será que fiz tudo o que estava ao meu alcance para lhe dar o "melhor de mim"? Sim, sim e mais sim! Consciência tranquila que sim!

Valeu a pena? Claro que sim! Cada lágrima, cada dor, cada corrida, cada segundo de volta das mamas, ...

Adeus amamentação! (Não) Deixas saudades!!

P.S. Filhote, não te preocupes que sempre que precisares de um abraço apertado cá estarei para te reconfortar e aconchegar ainda mais.



Mãe Joana
Ler mais >>

Brócolos

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Autismo, esse enorme molho de brócolos!




Tudo se comenta, tudo se investiga, em tudo se dá palpites e com facilidade criticamos o modo como os outros educam os seus filhos. E assim vivemos e assim criamos os nossos filhos. O mundo ideal seria um gigante e delicioso molho de "brócolos"! Toda a gente sabe que "brócolos" fazem muito bem, por isso o ideal é comer "brócolos"! Mas, como fazemos uma criança autista gostar de "brócolos"?

O Miguel sempre teve interesses intensos, que duram uns meses e quando pensa que o seu conhecimento está saciado, passa para o seguinte. Com 2 anos rodava objetos, com 3 carregava um saco com letras e números. Quando já os sabia de trás para a frente vieram os dinossauros em latim e com 4 anos conheceu o iPad e a língua inglesa. Parecia filho de emigrantes! 😊 Aos 5 aprendeu a ler sozinho, perdia horas a construir pistas de berlindes e a ouvir vídeos de receitas de culinária brasileira. Depois vieram os escorregas aquáticos, os ovos de chocolate a abrir, os comboios, as linhas de metro de várias cidades. Quase todos os seus interesses foram e são estranhos ou desadequados para a idade. O ideal seria ele brincar na natureza, jogar pouco consola porque cria dependência, ficar longe do telemóvel do Pai, brincar com jogos educativos, construir legos, puzzles, desenhar, brincar ao "faz de conta". O ideal era ele gostar de "brócolos"!! 

Vivemos todos com uma aspiração ao mundo ideal, mas o autismo ensinou-me que ele não existe, que não existem Pais perfeitos, que não somos todos iguais e com a maior certeza de todas, não temos que gostar todos de "brócolos" só porque fazem bem!

Brincar na natureza é maravilhoso, estimula a criatividade, a motricidade, treina os sentidos, mas um bom jogo na consola com o Pai faz desenvolver o raciocínio, a motricidade fina, os afetos... e um telemóvel dado para a mão, na hora certa, pode evitar uma birra daquelas que só quem tem filhos autistas conhece. Brincar com legos construindo uma rede de metro de um país qualquer, porque não?! E ser chefe de cozinha e preparar o jantar, seguindo as instruções de uma brasileira no Youtube? Sou da opinião que tudo feito de um modo controlado, sem excessos, nos dá muitos progressos no desenvolvimento de uma criança autista. Travar obsessões sim, mas tirar partido dos interesses para alavancar a superação das suas dificuldades. Tenho provas de que resulta! 😊

Contudo, o ideal seria ele gostar de "brócolos", daqueles super saudáveis, porque eu como Mãe que ama o seu filho sei que "brócolos" fazem bem e eu quero o melhor para ele! Mas agora pergunto eu:

Que graça tem "brócolos"?



Make a story and smile
Ler mais >>
Próximo artigo
Subscrever: Mensagens (Atom)

Sobre Nós

Sobre Nós

Bem-vindo/a!

“Um dia decidimos que poderíamos fazer mais do que já fazemos no nosso dia-a-dia profissional. Que os nossos conhecimentos poderiam ser úteis neste mundo cibernáutico, onde a informação nem sempre é filtrada e tende a gerar ideias erróneas ou imensas dúvidas na população de Pais. O acaso fez o seu trabalho e várias sugestões por parte de vários conhecidos fizeram-nos tomar a dianteira e surgiu este projeto, a 1 de Fevereiro de 2017.”

Saiba mais sobre nossa missão

Fale connosco!

Email: opaiamaeeu@gmail.com

Arquivo do Blog

  • junho 2022 (1)
  • maio 2022 (1)
  • abril 2022 (4)
  • janeiro 2021 (1)
  • dezembro 2020 (4)
  • novembro 2020 (3)
  • outubro 2020 (3)
  • setembro 2020 (4)
  • agosto 2020 (2)
  • março 2020 (5)
  • fevereiro 2020 (7)
  • janeiro 2020 (5)
  • novembro 2019 (9)
  • outubro 2019 (7)
  • setembro 2019 (4)
  • julho 2019 (2)
  • junho 2019 (7)
  • maio 2019 (7)
  • abril 2019 (5)
  • março 2019 (8)
  • fevereiro 2019 (9)
  • janeiro 2019 (6)
  • dezembro 2018 (4)
  • novembro 2018 (7)
  • outubro 2018 (9)
  • setembro 2018 (3)
  • agosto 2018 (3)
  • junho 2018 (4)
  • maio 2018 (12)
  • abril 2018 (12)
  • março 2018 (12)
  • fevereiro 2018 (7)
  • janeiro 2018 (11)
  • dezembro 2017 (9)
  • novembro 2017 (14)
  • outubro 2017 (8)
  • setembro 2017 (8)
  • julho 2017 (1)
  • junho 2017 (15)
  • maio 2017 (19)
  • abril 2017 (11)
  • março 2017 (20)
  • fevereiro 2017 (12)
  • janeiro 2017 (21)

Posts mais Populares

  • Alexandra da Silva Couto
    Nasci em Lisboa e sou mãe de 4 prematuros, dois dos quais gémeos.  Fiz a licenciatura em Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa. ...
  • Joana Gil
    Olá o meu nome é Joana Sofia Gil. Nasci em Lisboa. Ingressei na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde concluí o Mestra...
  • Em que consiste a consulta de Saúde Materna?
    Em Portugal, a Direção Geral de Saúde criou um programa de vigilância da gravidez que visa a prestação dos melhores cuidados à grávida, o ac...
Com tecnologia do Blogger.

Categorias

"Descida" do leite Adolescência Alimentação mãe Alimentação saudável Amamentação Chuchas Colaboradores Conservação do leite Contactos Cuidados infantis Desenvolvimento infantil Direito da Família Equipa Escola Evolução Família Featured Fissuras mamilos Galeria Gravidez História Horários Infertilidade Ingurgitamento mamário e mastite Introdução Leite fraco Leite materno exclusivo Mãe Mamilos rasos ou invertidos Missão e Equipa Atual O que são? Pai Parentalidade Pega correcta Posições mãe e bebé Prematuridade Prognóstico Relactação Segurança infantil Uma ou duas mamas Vantagens

Temas

  • Infertilidade
  • Gravidez, Parto e Pós-Parto
  • Prematuridade
  • Aleitamento Materno
  • Desenvolvimento Infantil
  • Cuidados infantis
  • Segurança infantil
  • Adolescência
  • Direito da Família
  • Escola
  • Diário de um Pai
  • Diário de uma Mãe
  • Comer bem... Crescer melhor!
  • Galeria de Eventos
  • Colaboradores
© O Pai, a Mãe e Eu! • Made with love by Taini Creative Studio