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Hipoterapia - Terapia com cavalos

quarta-feira, 13 de março de 2019
Hipoterapia é uma terapia assistida por cavalos, disponibilizada por vários Centros Hípicos. Contudo, este termo é comummente empregue para classificar uma terapia que, teoricamente, se subdivide. Clarificando a ideia, o uso do cavalo para fins terapêuticos assume duas valências: hipoterapia com objetivos mais centrados em questões neuromotoras e equitação terapêutica, cujos objetivos são a psicomotricidade, a cognição, ... Apesar do nome teoricamente não ser o adequado, em termos práticos e técnicos desenvolvem o que é considerado necessário para o utente, sendo em sessão trabalhadas as áreas neuromotoras e psicomotoras. 

Além da hipoterapia e equitação terapêutica, ainda está incluso nesta valência associada ao cavalo a equitação adaptada, que exclui as questões terapêuticas, focando-se na competição ou lazer.



Porquê o cavalo?

O passo do cavalo com os seus movimentos tridimensionais corresponde, para quem monta, à marcha normal do ser humano, ou seja, para quem não possui capacidades físicas para caminhar mas consiga montar, será um momento em que conseguirá enviar um grande estímulo sensorial pelo sistema nervoso central, além de todo um trabalho postural que está inevitavelmente a ser desenvolvido para manter o equilíbrio no dorso do cavalo. Juntamente com o meio em que decorre a sessão, são promovidas vivências essenciais em áreas cognitivas, físicas e emocionais.


Benefícios da Hipoterapia/ equitação terapêutica:
  • Confiança: a relação com o cavalo permite ao utente desenvolver a sua autoconfiança;
  • Força: fortalecimento do tónus muscular; 
  • Equilíbrio: melhoramento e correção da postura;
  • Coordenação: ao longo da sessão necessita de coordenar ações;
  • Atenção: na sessão necessita de manter o foco e concentração;
  • Mobilidade: melhoramento da flexibilidade; 
  • Prazer: estão inerentes momentos de ternura e emoções novas. 
Para além destes benefícios, existem todos os que estão inerentes aos objetivos específicos delineados pelo técnico responsável pela sessão. 


Quem pode frequentar?

As sessões podem ser frequentadas por qualquer pessoa, desde crianças a idosos, salvo se apresenta contraindicações para a equitação. É de salientar a importância, tal como em qualquer outra situação, de contactar o médico para que não ocorra nenhum inconveniente. Assim sendo, seguem alguns diagnósticos comuns em sessões de hipoterapia/ equitação terapêutica:
  • Perturbação do Espetro do Autismo;
  • Síndrome de Down;
  • Atraso global do desenvolvimento;
  • Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção;
  • Défice cognitivo;
  • Sem diagnósticos com alterações cognitivas e/ ou físicas;
  • ...


Estruturação da sessão:

A sessão de hipoterapia/ equitação terapêutica é estruturada e pensada pelo terapeuta de modo individualizado. Ao longo da mesma, em parceria com o monitor, é transversal aos utentes o trabalho de aspetos corporais (mobilização) e questões equestres como manutenção do cavalo (escovagem), andar a passo, trote e galope. São também abordadas questões terapêuticas de caráter individualizado como cognição, praxias, estruturação espacial, ...

No que concerne à duração da sessão, esta pode variar de Centro para Centro. É habitual em hipoterapia de privados (o Centro disponibiliza serviço aos Pais) 30 minutos semanais. Quando falamos do serviço de hipoterapia contratado por escolas e grupos, esta pode variar bastante, desde 15 minutos semanais a 20 minutos quinzenais. 

O maior impedimento à sessão é, por norma, a gestão emocional da criança. Ou seja, se a criança mesmo sendo agressiva consigo e com os outros se acalmar no cavalo, é possível que a sessão decorra normalmente. Contudo, se a criança expressar agressividade no cavalo, é possível que se termine de imediato. Em casos de utentes com Autismo, é frequente ocorrerem situações destas, embora pontualmente, pais, terapeutas e professores consigam usar estratégias que permitem estabilizar a criança e continuar a sessão. 


Elementos envolvidos na sessão:
  • Monitor de equitação: responsável pela segurança e manutenção/ manuseamento do cavalo;
  • Terapeuta: responsável pela definição dos objetivos para a sessão (podem variar consoante a especialização/ formação de base do técnico);
  • Pais e familiares: porto de abrigo, responsáveis pela educação, segurança, ...
O importante é que esta equipa mantenha um objetivo comum, com partilha de informação essencial ao trabalho em equipa. 



Fátima Sousa
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Fátima Sousa

segunda-feira, 11 de março de 2019
Fátima Sousa é Psicomotricista desde 2015. Licenciada em Reabilitação Psicomotora, pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. 

Exerce funções como Psicomotricista em centros de estudos e clínica. Terapeuta responsável em dois Centros Hípicos de Felgueiras e Lousada. Trabalhou como Professora de AEC de Psicomotricidade em unidades de ensino especializado de 1º ciclo. 

É apaixonada pelo trabalho com os mais novos. 
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Alimentação e rendimento escolar

sexta-feira, 8 de março de 2019
É sabido que uma correta alimentação tem um papel crucial no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes. Mas terá algum impacto no rendimento escolar? 

O desenvolvimento cerebral inicia-se nas primeiras semana de gestação, a partir do tubo neural, sendo particularmente acentuado entre o último trimestre da gravidez e os dois primeiros anos de vida e prolongando-se durante a infância e a adolescência. Desta forma, um fornecimento adequado de nutrientes e energia nos primeiros anos de vida assume uma importância acrescida. Um padrão alimentar inadequado nesta fase, tanto do ponto de vista quantitativo, pode comprometer o desenvolvimento e capacidade cognitiva das crianças e adolescentes, determinantes para o seu aproveitamento escolar.


Um dos aspetos mais estudados nesta relação da alimentação com o rendimento escolar é o consumo do pequeno-almoço. A realização desta refeição quebra o jejum noturno, fornecendo a energia necessária ao funcionamento cerebral. Este aspeto merece especial atenção nas crianças, uma vez que o metabolismo da glicose (fonte preferencial de energia para o cérebro) é bastante mais elevado nos primeiros anos de vida, sendo, por isso, ainda mais importante repor e estabilizar os seus níveis após o jejum noturno. Por este motivo, tomar o pequeno-almoço (em comparação com a omissõa desta refeição) contribui para uma melhor capacidade de atenção e memória, essenciais a um bom rendimento escolar. Para além disto, a realização desta refeição por parte dos mais novos está associada a um menor risco de desenvolver obesidade e a um padrão alimentar mais saudável ao longo do dia.

Idealmente, esta refeição deve ser composta por uma fonte de laticínios (como leite ou iogurte), de cereais (como o pão ou aveia) e fruta (dependendo do restante dia alimentar). Sempre que possível, deve ser realizada em casa, porque para além de ser mais económico, promover o convívio em família e ser realizada num ambiente mais calmo, a tendência para escolher alimentos menos saudáveis é menor!

No que toca ao tipo de alimentos consumidos pelos mais novos, estudos recentes demonstraram uma associação significativa entre o consumo diário de vegetais (em pelo menos uma das refeições diárias) e de duas ou mais peças de fruta por dia a melhorias ao nível da capacidade de escrita.

Pelo contrário, uma ingestão elevada de bebidas açucaradas, snacks salgados e fast food parecem contribuir, de forma significativa, para piores desempenhos ao nível da escrita, leitura, gramática e matemática.


A adesão à dieta mediterrânica, caracterizada pelo consumo elevado de fruta, hortícolas, cereais integrais, leguminosas e frutos gordos, um consumo moderado de carne, peixe e laticínios bem como pela utilização do azeite como fonte de gordura preferencial, também tem vindo a ser associada a um melhor desempenho cognitivo e sucesso escolar em crianças e adolescentes. Já uma dieta mais ocidental, com predomínio de alimentos e snacks processados, carnes vermelhas, fritos e bebidas açucaradas e, por isso, mais rica em gordura saturada, açúcar e sal e pobre em nutrientes essenciais ao desenvolvimento, apresenta, como seria de esperar, o efeito contrário.

Um outro aspeto muito importante e muitas vezes negligenciado é uma adequada hidratação. Sendo o cérebro de uma criança/ adolescente constituído por cerca de 65-80% de água (dependendo da idade), é natural que esta exerça um importante papel no funcionamento, nomeadamente ao nível do transporte de oxigénio. Por esse motivo, a desidratação, mesmo que ligeira, pode comprometer a função cognitiva ao prejudicar a memória, atenção e concentração e aumentar os níveis de cansaço. Assegure-se de que o seu filho tem sempre água disponível ao longo do dia, incentivando-o a beber mesmo que não tenha sede!


Tabela 1 - Recomendações da ingestão hídrica para os portuguese (Litros/ dia). Instituto de Hidratação e Saúde.

Uma alimentação saudável na infância e adolescência é essencial para manter um peso saudável e prevenir o surgimento de patologias a curto e longo prazo mas, como vimos, também assume um importante impacto no desenvolvimento cognitivo e aproveitamento escolar. Tudo, mais do que razões para que, desde cedo, sejam incutidos hábitos alimentares adequados.





Maria Inês Cardoso
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Receitas saudáveis para toda a Família

Quando o tema é alimentação saudável, uma das palavras de ordem é criatividade. 

Assim, para a rubrica deste mês trazemos uma nova sugestão de um pequeno-almoço e uma sobremesa saudável do Miolo de Noz. Esperamos que gostem e que nos enviem feedback.


Pequeno-almoço




Ingredientes:
  • Aveia e chia adormecidas
  • Iogurte grego ligeiro
  • Pêssego
  • Banana 
  • Framboesas

Modo de preparação:

  1. Misture a chia com a aveia e adicione o iogurte.
  2. Esmague metade da banana e do pêssego e junte à mistura de aveia.
  3. Colocar a restante fruta no topo e está pronto a comer. 



Bolo de Banana



Ingredientes:
  • 4 ovos
  • 1/3 chávena de óleo vegetal (sugestão: de amendoim)
  • 4 bananas médias ou 3 grandes bem maduras (em que uma servirá para a decoração do bolo)
  • 1 colher de açúcar de coco ou mascavado
  • canela em pó
  • 150g de flocos de aveia finos
  • 2 colheres de sopa de fermento

Modo de preparação: 
  1. No processador triturar as bananas. Juntar os ovos, o óleo e o fermento.
  2. Forrar a forma com papel manteiga (não precisa uma forma muito alta porque o bolo não cresce muito).
  3. Cobrir o fundo da forma com açúcar e canela e sobre esta mistura colocar uma banana cortada longitudinalmente. 
  4. Juntar a mistura do bolo e levar ao forno pré-aquecido a 180º, durante 35 minutos ou menos (dependendo da potência do forno). 

Bom apetite, Famílias!! Até ao abril! 


o pai, a mãe e eu
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O desafio de conciliar a parentalidade com a conjugalidade

quarta-feira, 6 de março de 2019
Um dos grandes desafios que a gravidez e, mais ainda, a chegada de um bebé traz ao casal é conciliar a conjugalidade com a parentalidade.

É frequente que o casal fique com pouco tempo para se dedicar à relação a dois, pois as tarefas, as preocupações, os pensamentos e mesmo as novas emoções associadas à existência de um bebé retiram tempo e até disponibilidade interna para o casal se dedicar um ao outro. Aliás, há até alguns mitos que levam a que, principalmente a mulher, se sinta algo culpada e com menor qualidade materna quando sente desejo/ vontade de desfrutar de momentos gratificantes com o seu companheiro ou de tirar alguns momentos do seu tempo para prazeres mais individuais. Como se ser Mãe devesse ser a única fonte de prazer e ao gratificar-se com outras coisas estivesse a "abandonar" o seu bebé, logo a ser "má Mãe".



Este tipo de pensamentos e sentimentos atualmente não fazem qualquer sentido a não ser reportarem a outros momentos culturais e sociais em que as mulheres davam sentido à sua vida unicamente pelo materno.

Na atualidade, a mulher gratifica-se em várias áreas podendo o materno ser uma delas. Sabemos, pela literatura científica e pela nossa experiência clínica, que a parentalidade será tanto melhor vivida quanto mais o casal se sentir gratificado na sua relação "conjugal" e, cada um dos seus elementos (mulher e homem) se sinta melhor consigo próprio enquanto indivíduo.

Estudos recentes apontam para uma relação direta entre a qualidade da relação do casal antes da gravidez e após o parto e a capacidade da mulher em superar o cansaço e a perturbação ligeira do humor (conhecida por blues pós-parto).

A chegada de um bebé não deve, não pode, conduzir a uma desvalorização do prazer individual e conjugal... antes pelo contrário!


O grande desafio da parentalidade é precisamente conseguir conciliá-la de uma forma harmoniosa com a conjugalidade e com a individualidade num dia-a-dia que continua a ter 24 horas.

É natural que nos primeiros dias após a chegada do bebé, este seja a prioridade até porque se está a iniciar um novo processo de aprendizagem com um novo ser que não se conhece, que é exigente e que apela ao cuidado. É natural que cada um dos elementos do casal queira (e tenha que) dedicar-se mais a estas novas tarefas e às emoções e afetos associados, mas tal não deverá nunca retirar algum tempo para o casal se olhar, se mimar, se valorizar mutuamente. Pode ser num jantar romântico à meia-noite se só for possível assim, mas que seja! Será, com certeza, uma descoberta de outra forma de estar juntos, mas que pode e deve ser também gratificante e prazenteira.


Não devemos esquecer que o bem-estar emocional dos Pais é a SAÚDE MENTAL dos filhos.



Maria de Jesus Correia
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O que é o Citomegalovírus (CMV)?

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
O Citomegalóvírus (CMV) é um vírus da família dos vírus herpes. Existem duas vias de transmissão do vírus: 
  • a via horizontal através do contacto interpessoal, principalmente através de secreções como a saliva, a urina, a via sexual ou a partir de produtos sanguíneos por transfusão ou transplantes;
  • a via vertical que acontece na transmissão ao feto, durante a gravidez. 


E porque é o CMV importante durante a gravidez?

Em Portugal, cerca de 1% de todos os recém-nascidos têm CMV, mas a maior parte dos bebés que nascem portadoras deste vírus não são doentes, são bebés saudáveis. No entanto, é uma infeção portencialmente grave, sendo a principal causa infeciosa congénita de atraso mental e surdez nas crianças, pelo que os cuidados preventivos são muito importantes. 

Os sintomas da infeção a CMV na grávida geralmente são ausentes ou ligeiros, como a síndrome gripal, podendo manifestar-se por febre, dor de garganta, dores nas articulações ou dores musculares. 

Idealmente a serologia para CMV deve ser avaliada no período pré-concecional, de forma a ser feito o aconselhamento em relação aos cuidados a ter durante a gravidez. 

A serologia IgG e IgM negativa mostra que a mulher não tem anticorpos para este vírus e que deverá ter todas as precauções durante a gravidez, para evitar o contágio, a primoinfeção. 

A serologia IgG positiva e IgM negativa significa que já houve contacto com o CMV, tem anticorpos IgG, no entanto não previnem as reinfeções ou reativações, mas estas têm menor significado clínico.



E que cuidados deveremos ter para evitar esta infeção?

Não existe vacina! Os grupos de risco são grávidas que:
  • trabalham em creches e infantários; 
  • profissionais de saúde expostos a grupos infetantes como crianças, imunodeprimidos, transplantados;
  • têm filhos em idade pediátrica;
  • ou que esteja imunodeprimida.


Está recomendado:
  • lavagem frequente das mãos com água e sabão, após contacto com fraldas/ urina, saliva ou secreções respiratórias de crianças;
  • não beijar crianças na boca ou na face;
  • não partilhar os mesmos utensílios nas refeições.
O Pai do bebé deverá ter os mesmos cuidados, de forma a prevenir que infete a grávida. 

No caso de suspeita de infeção, a grávida deve ser encaminhada para um centro especializado nesta área. 


Patrícia Isidro Amaral
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Osteopatia e o bebé: quando realizar uma consulta?

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019
A osteopatia pediátrica oferece a possibilidade de tratar as disfunções antes que elas se instalem e se tornem irreversíveis. As indicações da osteopatia no bebé são várias, mas ainda pouco conhecidas pelos profissionais de saúde e pelos pais. As consultas regulares podem ser um grande conforto para as crianças, assegurando que todas as fases importantes do desenvolvimento decorrem dentro da normalidade. 

De modo a obter um tratamento o mais eficaz possível, nós aconselhamos realizar uma avaliação osteopática depois do parto, tanto para o bebé como para a Mãe. O osteopata não vai substituir o pediatra, enfermeiro ou outro especialista que o vosso filho possa necessitar. 


O parto pode ser promotor de um dos primeiros traumatismos do bebé. Um trabalho de parto prolongado (mais de 8h) ou muito rápido (menos de 2h), pode perturbar o normal funcionamento da estrutura craniana e o seu desenvolvimento. Se for um trabalho de parto difícil, com necessidade de recorrer a fórceps ou ventosas, este recurso vai influenciar a mobilidade da junção dos ossos do crânio e criar distúrbios funcionais imediatos ou futuros. 

Outras indicações são:
  • gravidez gemelar;
  • cordão umbilical enrolado à volta do pescoço ou do braço;
  • parto com uso de anestesia epidural;
  • cesariana. 
Mesmo que, aparentemente, o seu filho não apresente sinais preocupantes, é importante verificar a ausência de blocagem (restrições na mobilidade). Os distúrbios podem aparecer depois, como um torcicolo ou uma deformação do crânio. 


Quando realizar uma consulta de osteopatia pediátrica?
  • Dificuldades na sucção;
  • Regurgitações;
  • Agitação após ser alimentado;
  • Apresenta-se sempre muito inquieto e adota uma postura arqueada quando está no colo ou durante a amamentação;
  • Pernas e braços tensos;
  • Dificuldade em segurar a cabeça;
  • Chora com frequência; 
  • Problemas no sono (dorme pouco e adormece com dificuldade);
  • Assimetria do crânio;
  • Alterações ao nível das pernas (por exemplo: a posição das pernas);
  • Posição viciada da cabeça;
  • Otites de repetição, ...

Para reencontrar a harmonia:

O osteopata vai realizar um exame muito suave das diferentes mobilidades fisiológicas (crânio, coluna, abdómen, ...) e desta forma descobrirá a disfunção menor que está na origem de todos os distúrbios do seu filho. O princípio em osteopatia é encontrar o problema, corrigi-lo, harmonizar o conjunto e deixar o corpo trabalhar.



Um exame atento em cada nascimento

A consulta inicia-se com uma colheita de dados detalhada com os Pais e depois o osteopata e o bebé vão conversar através das mãos. O tratamento não é doloroso. Todas as técnicas são suaves. É possível que o bebé chore durante a consulta para exprimir a ansiedade relativamente a um ambiente que lhe é estranho e para relaxar as tensões. Mas não demora muito tempo. Muitas vezes os bebés adormecem. Depois, precisamos de tempo para dar alguns conselhos aos Pais. Uma ou duas consultas podem ser suficientes... depende de cada bebé. 



Elodie Coget
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Elodie Coget

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Elodie Coget é Osteopata. 

Nasceu em França, tendo concluído aí os seus estudos. Decidiu vir para Portugal por gostar muito deste país e para, assim, poder estar mais perto de familiares (a sua Mãe é portuguesa). 

Tem um curso de 5 anos, que em França é equivalente ao grau de Mestre e completou uma pós-graduação em Osteopatia Pediátrica, Osteopatia do Desporto e Posturologia. 

Atualmente trabalha na SH, clínica em Canidelo (Vila Nova de Gaia), Clínica da Muralha, em Chaves e tem consultório próprio, em Vidago. 

Gosta muito da área pediátrica, uma vez que os resultados nas crianças são incríveis e aprende todos os dias com elas. 
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Aromaterapia nas crianças

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
A palavra aromaterapia vem do grego ároma (cheiro) e therapeía (tratamento). Trata-se do conjunto de formas terapêuticas que usam os princípios ativos dos óleos essenciais biológicos para tratar patologias de ordem física, emocional e mental. 

Os óleos essenciais são substâncias que são parte integrante das plantas: das raízes, dos frutos, das cascas das árvores, das folhas e das flores. São obtidos maioritariamente através de um processo de destilação (através do qual vamos obter óleo essencial), ou de um processo de pressão a frio (vamos obter essência).


Os óleos essenciais podem ser usados de diversas formas, em interação com o nosso organismo:
  • por difusão (através de um difusor - que não deve aquecer o óleo essencial);
  • por inalação;
  • por aplicação na pele (com o óleo vegetal biológico);
  • por ingestão (sempre com glícido ou uma gordura);
  • ...
É muito importante que usemos sempre óleos essenciais de qualidade, nomeadamente que sejam biológicos. Na prática da aromaterapia clínica, o óleo essencial é usado como um medicamento e com um fim terapêutico, por isso devemos ser rigorosos na escolha dos óleos essenciais, conhecendo bem as cromatografias ou aconselhando-nos com um aromaterapeuta experiente. 

Os óleos essenciais vão ajudar a estimular, regular e equilibrar diversas funções no organismo, no sentido de poder criar um equilíbrio e um bem-estar integral. Com esse intuito podemos usar os óleos essenciais também como prevenção. Por exemplo, podemos usar o óleo essencial de Tea Tree (Maleleuca alternifolia), aplicado no abdómen, juntamente com óleo vegetal biológico e massajar no sentido dos ponteiros do relógio para estimular e fortalecer o nosso sistema imunitário. Podemos usar também o Tea Tree, juntamente com o óleo vegetal biológico para bochechar e fortalecer, da mesma forma, o nosso sistema imunitário.


Devemos ter algum cuidado em escolher óleos essenciais para as crianças. Não podemos utilizar nelas todos os óleos e é importante saber adaptar a posologia à idade de cada uma (o modo de aplicação, o número de gotas, a frequência por dia, ...).

O óleo essencial de Lavanda Hybrida (Lavandula hybrida) pode ser usado nas crianças em situações de cólicas abdominais, em casos de diarreia, assim como em doenças da pele, tais como eritema da fralda, eczema, acne, entre outros. O óleo essencial de Eucalipto Radiata é um bom aliado nas infeções das vias respiratórias superiores (secreções nasais e tosse), assim como otites externas e amigdalites víricas.

Com algum conhecimento é possível ter uma pequena farmácia aromática em casa, com a qual possamos ir acompanhando e estimulando a saúde dos nossos pequenos. Da mesma forma, os óleos essenciais permitem-nos tratar as doenças logo aos primeiros sintomas, evitando assim a progressão das patologias e favorecendo o reequilíbrio do corpo. 



Esther de León Rodríguez
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Esther de León Rodríguez

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
Esther nasceu em Madrid e Licenciou-se em Medicina, iniciando a formação em Medicina Antroposófica no IFMA (Instituto de Formación en Medicina Atroposófica de Madrid). 

Em 2012, já em Portugal, especializou-se em Medicina Geral e Familiar. Nesse mesmo ano descobriu uma das suas grandes paixões, a Aromoterapia. Fez formação na Escola de Aromaterapia de Raquel Costa e tornou-se membro do Comité Científico da Associação Portuguesa de Aromaterapia. Desde essa altura, trabalha com aromaterapia na sua prática clínica, fundamentalmente com crianças e na saúde da mulher. 

Realizou uma pós-graduação em Acupuntura Integrativa, na CESPU, assim como diversas formações em Tui Na, Ventosterapia e outras áreas terapêuticas da Medicina Tradicional Chinesa. 

Neste momento dá consultas particulares numa clínica em Lisboa e Póvoa de Varzim, através de uma perspetiva integrativa, acompanhando os processos de saúde e doença de uma forma holística. Isto porque, a saúde permanece num equilíbrio dinâmico e cada um de nós tem a possibilidade de fazer melhor por si mesmo. 
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“Um dia decidimos que poderíamos fazer mais do que já fazemos no nosso dia-a-dia profissional. Que os nossos conhecimentos poderiam ser úteis neste mundo cibernáutico, onde a informação nem sempre é filtrada e tende a gerar ideias erróneas ou imensas dúvidas na população de Pais. O acaso fez o seu trabalho e várias sugestões por parte de vários conhecidos fizeram-nos tomar a dianteira e surgiu este projeto, a 1 de Fevereiro de 2017.”

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