O Pai, a Mãe e Eu!
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Patrícia Isidro Amaral

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Olá!

O meu nome é Patrícia Isidro Amaral e sou ginecologista - obstetra.

Licenciada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, com especialidade em Ginecologia Obstetrícia na Maternidade Dr. Alfredo da Costa. 

Tenho o privilégio de exercer uma profissão que adoro, onde maioritariamente lidamos com a vida e a felicidade. No entanto, por vezes também enfrentamos situações de insucesso, tristeza e dor... que são também para nós profissionais, momentos muito duros. Penso que podemos considerar a Ginecologia e Obstetrícia como uma especialidade de emoções.

Trabalho na Maternidade Dr. Alfredo da Costa desde 2008 e no Hospital da Luz desde 2015. 
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O terrorismo e as crianças... como lidar?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Os ataques terroristas são cada vez mais frequentes e não os podemos ignorar.

Por vezes, mesmo que o queiramos fazer, não conseguimos, já que somos constantemente bombardeados pelas imagens destes acontecimentos trágicos. 

Se, por um lado, a comunicação social é um poderoso meio de comunicação que nos informa de tudo o que se passa no mundo, praticamente em tempo real, por outro lado, os media também perpetuam a catástrofe e a fase crítica, podendo mesmo despoletar sentimentos traumáticos relacionados com o evento, de forma indireta. 

Não é por acaso que, em situação de catástrofe, a Tipologia das Vítimas na perspetiva psicossocial envolve as vítimas de 5º nível e de 6º nível, não envolvidas diretamente e quando o acaso evitou a exposição direta, respetivamente.

Nestas vítimas indiretas, as crianças e os adolescentes não são exceção. Seja porque ouviram falar sobre este assunto na escola, seja porque foram surpreendidos com imagens na televisão enquanto os pais jantavam, ou até nos jornais expostos nos pontos de venda. E é após estes momentos que muitas vezes nos chegam a casa com preocupações, medos e inseguranças relacionados com a possibilidade de um evento deste tipo ocorrer nas suas vidas.



Há alguma coisa que possamos fazer para evitar que isto aconteça?

Como é que podemos ajudar os nossos filhos, sobrinhos, netos, ou até alunos e outras crianças com quem trabalhamos enquanto profissionais de saúde, por exemplo?

Em primeiro lugar, nós, adultos, também precisamos de apoio nestes momentos. Se for surpreendido com uma notícia de um novo ataque terrorista em frente à criança: 
  • evite exponenciar a catástrofe, evitando reações intensas;

  • procure manter o controlo e, assim que possível, arranje um tempo adequado para partilhar as suas emoções com um membro de família ou amigo de confiança;

  • tire um tempo do dia para se acalmar, podendo recorrer a exercícios de relaxamento.
Se tem pessoas conhecidas desaparecidas ou que foram confrontadas com a situação e está preocupado, evite tomar decisões relacionadas com mudanças radicais, bem como comportamentos de risco como consumo de substâncias como álcool ou outros, pois provavelmente irão desencadear problemas de sono, de concentraçãoe outros problemas que só por si, já poderiam surgir dada a situação exigente. É possível que nos dias subsequentes desenvolva uma atitude de superproteção. É comum nestes casos. O mais importante é não abandonar as suas rotinas, sobretudo as rotinas familiares, tendo também uma maior preocupação em garantir os seus hábitos saudáveis de sono, alimentação e exercício físico.

E as crianças? Como as podemos ajudar?

A nossa explicação sobre o terrorismo deverá sempre depender da idade da criança. No entanto, independentemente da faixa etária em que a criança ou o jovem se encontra, a regra é sempre perguntar primeiro o que sabe sobre o assunto e adequar o nosso discurso em função disso.




1ª infância (até aos 2 anos)
  • nesta fase a criança está muito centrada na exploração do mundo através dos sentidos, recorrendo sobretudo ao tacto;

  • não faz sentido introduzir assuntos, já que nesta fase as aprendizagens não são intencionais;

  • se lhe fizer alguma questão sobre algo que viu, conforte-a dizendo que os pais estão ali e que não tem que se preocupar;

  • não dê informação desnecessariamente, sem ter sido solicitada pela criança.


Idade pré-escolar (3-5 anos)
  • nesta fase a criança já compreende bastante o que ouve e já tem um discurso mais percetível para os adultos;

  • já começa a ter noção causa-efeito;

  • é muito curiosa;

  • imita muito os adultos;

  • começa a distinguir o certo do errado;

  • não introduza os assuntos, no entanto, se a criança vir alguma imagem e perguntar, tente primeiro saber o que ela sabe sobre o assunto e o que acha que está a acontecer;

  • pode aproveitar para fazer um paralelismo com as birras e zangas entre amigos no jardim de infância ou explicar que há pessoas boas e pessoas más;

  • a criança pode ficar assustada e se isso acontecer, quererá estar com pessoas e sentir que está protegida pelos adultos;

  • permita que a criança fale sobre isso e ajude-a a nomear sentimentos;

  • ajude-a a sentir esperança no futuro dizendo que vão continuar a fazer as vossas coisas juntos, como brincar e ir a outros sítios.


Idade escolar (6-11 anos)
  • a criança começa a ter memórias mais contínuas e organizadas;

  • as suas capacidades de raciocínio estão mais desenvolvidas e a criança já recorre ao pensamento lógico para chegar a algumas soluções;

  • ainda apresenta algumas dificuldades em lidar com o não concreto;

  • começam a desenvolver um forte sentido de justiça e a ter maior preocupação com o que está errado do que com o que está certo;

  • com a entrada na escola a criança vai tendo mais acesso a informação e terá também outras bases de compreensão, pelo que deve protegê-la das imagens e dos relatos mais chocantes presentes em reportagens reais na TV;

  • desmistificar medos e perceber o que já sabem; 

  • não fingir que não aconteceu, no entanto, não deve tornar este assunto central para não causar alarmismo;

  • nesta fase pode ser mais claro e objetivo, mas sem esquecer que estará a falar com uma criança;

  • explicar-lhe algumas noções de religião e referir que é algo que não acontece a toda a hora mas é importante estar atento, com naturalidade;

  • explicar que os seus amigos podem estar assustados mas que agora estão num local seguro e que a família está em segurança, repetindo as vezes que forem necessárias;

  • podem surgir muitos pesadelos e aí é importante deixar a criança falar sobre eles e confortar;

  • encoraje a criança a retomar/ continuar as suas rotinas;

  • encoraje atividades construtivas em prol dos outros, mas sem o sobrecarregar;

  • em caso de queixas somáticas tentar providenciar-lhe conforto e assegurar que está tudo normal, mas de forma prática evitando reforçar as queixas.


Início da adolescência (12-15 anos)
  • já consegue usar o pensamento lógico na busca de soluções para os problemas que possam surgir;

  • preocupa-se com um tratamento justo para os outros;

  • procura encontrar alternativas e tomar decisões sozinhos;

  • capacidade de aplicar conceitos a raciocínios específicos;

  • dificuldade em admitir os seus receios com medo de ser rotulado; 

  • deve ajudar o adolescente a compreender que esses sentimentos são normais e comuns;

  • tente estar junto do seu filho quando ele estiver a ver TV, pergunte-lhe o que viu e esclareça alguma dúvida de forma realista, mas sem ser demasiado detalhado se o adolescente ainda não tiver toda a informação sobre o assunto;

  • evitar comportamentos de risco como resultado de alguma desesperança no futuro, dizendo que não é boa ideia agir assim; 

  • explicar que estas pessoas dizem agir assim por causa da religião, no entanto, a grande maioria das pessoas da mesma religião não concorda com estes atos;

  • referir que o objetivo dos terroristas é precisamente causar medo, mas que não têm o direito nem vão conseguir que deixemos de viver as nossas vidas; 

  • dar algumas estratégias de segurança caso aconteça alguma coisa; 

  • fomentar tolerância e respeito pelos outros.


Adolescência (16-18 anos)
  • têm uma grande preocupação acerca do futuro, começando a integrar conhecimentos que servirão para tomar decisões futuras; 

  • alguma desilusão entre os valores estabelecidos e determinadas atitudes/ comportamentos manifestados pela família e amigos; 

  • relembre-lhe que está seguro e que devemos continuar a viver as nossas vidas perante esta violência a que se assiste; 

  • dar algumas estratégias de segurança caso o adolescente venha passar por alguma situação desta natureza; 

  • encorajar a tolerância e o respeito pelos outros, bem como o benefício e não o malefício, desmistificando preconceitos como xenofobia ou racismo; 

  • fomentar o voluntariado, mas sem sobrecarregar o jovem. 
Acima de tudo, deverá sempre evitar a exposição das crianças e dos jovens às notícias, já que bastará aquela que não conseguir controlar na rua ou na escola. Fique atento e esteja preparado para conter a angústia das crianças caso surja, de formas mais óbvias ou de forma mais implícita, através de pesadelos, queixas somáticas ou enurese (urina-se durante o sono), sendo mais tolerante e compreensivo nestes momentos. 

Ter esperança e desenvolver a resiliência é fundamental nestas alturas e isto deverá começar em nós, adultos!






Cristina Reis
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Cristina Reis

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
O meu nome é Cristina Reis e sou Psicóloga Clínica. 

Tenho o grau de mestre em Psicologia Clínica pelo ISPA e sou Pós-Graduada em Intervenção Precoce também pelo ISPA.

Sou membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e formadora certificada pelo IEFP. Sou também terapeuta EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) em formação (nível 1) e faço parte da bolsa dos "1000 Psicólogos para situações de catástrofe".

Tenho experiência profissional em intervenção em crise em contexto institucional e no privado, trabalhando atualmente numa Junta de Freguesia na cidade de Lisboa, onde realizo intervenção junto de crianças, jovens e adultos, incluindo idosos. 

Sou apaixonada pelo mundo da parentalidade, tema da minha dissertação de mestrado, área na qual tenho investido em formação específica e desenvolvido vários projetos, sobretudo nas áreas do aconselhamento parental e da deficiência.

Para além destas funções, desenvolvo também atividade em clínica privada. 
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Estrias na Gravidez

No período gestacional podem ocorrer 3 problemas de pele:
  • exacerbação dos problemas dermatológicos já existentes;
  • próprios deste período;
  • alterações consideradas fisiológicas.
Estas últimas são as alterações mais frequentes, não causando comprometimento na saúde da grávida, nem na saúde do feto. As alterações consideradas fisiológicas podem ser: 
  • alterações pigmentares;
  • alterações dos pelos e unhas;
  • alterações dos vasos sanguíneos;
  • acne;
  • alteração do tecido conjuntivo - ESTRIAS.
Este artigo vai apenas debruçar-se nas estrias e no que poderá ser feito para se evitar o seu aparecimento.




As estrias "são lesões longas, lineares e, geralmente, paralelas, decorrentes da rutura de fibras de colagénio e elastina; surgem em oposição às linhas de tensão da pele."

Elas aparecem entre o 6º e o 7º mês de vida e, tendo em conta os resultados de alguns estudos, afetam mais de 70% das grávidas.


Há locais mais predispostos ao seu aparecimento?

Sim, nomeadamente abdómen, ancas, mamas e nádegas, sendo os locais mais frequentes o abdómen e as nádegas.



Qual a causa do aparecimento das estrias?

A causa exata não se conhece. No entanto, pensa-se que o estiramento mecânico da pele, juntamente com questões hormonais e fatores genéticas podem levar ao seu aparecimento. Isto leva a que nem todas as mulheres sofram deste problema. 


Quais os fatores de risco?

Consideram-se como fatores de risco com maior incidência:
  • idade materna;
  • ganho de peso na gravidez;
  • peso do bebé;
  • tendência familiar.

As estrias desaparecerão após o bebé nascer?

As estrias não desaparecerão, embora passem de uma coloração eritematosa (avermelhada) para um branco-nacarado mais ténue. Ficarão por isso a parecer uma cicatriz prateada. 

Embora a indústria cosmética e dermatológica tenha tido grandes avanços, ainda se mostram insatisfatórios no tratamento destas situações. 

Sendo assim, é importante apostar-se na prevenção do aparecimento das estrias. 


Como se pode prevenir o seu aparecimento?
  • Hidratando a pele duas vezes ao dia (sendo que uma deverá ser após o banho) nas zonas onde aparecem com maior frequência;
  • Escolhendo o gel de banho adequado ao seu tipo de pele;
  • Evitando tomar banho com água muito quente;
  • Beber água com regularidade na quantidade preconizada para todos;
  • Escolhendo roupa confortável e adequar o sutiã às novas formas;
  • Controlando o ganho de peso; 
  • Fazendo uma alimentação correta, ingerindo Vitamina A e C. 





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Receitas saudáveis para toda a Família

Receitas saudáveis para toda a Família

quinta-feira, 30 de novembro de 2017
Para esta quinzena fomos descobrir o site "Papinhas da Xica" e retirámos esta receita que nos parece super apetitosa. 

Lasanha de Abóbora
  • 1,5kg de abóbora manteiga;
  • 1 c. de chá rasa de coentros moídos;
  • 4 dentes de alho;
  • 1 malagueta vermelha fresca (opcional);
  • 2 c. de sopa de vinagre balsâmico;
  • 2 latas de 400g de tomate em pedaços;
  • 200g de espinafres baby;
  • 60g de queijo parmesão;
  • 250g de folhas de lasanha;
  • 400g de requeijão (pode substituir por tofu)
  • 100mL de leite meio-gordo (pode substituir por bebida vegetal);
  • 1 c. de sopa de sementes de girassol ou sésamo;
  • 1 pé de alecrim;
  • pimenta preta e sal q.b.

Preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 180º e unte duas assadeiras com um pouco de azeite.
  2. Corte a abóbora em fatias de cerca de 1cm, em forma de meia-lua e distribua-as pelos tabuleiros.
  3. Polvilhe com os coentros moídos, uma pitada de sal marinho ou iodado, pimenta e leve a assar durante cerca de 50 min ou até estar macia e levemente dourada.
  4. Entretanto, faça o molho de tomate, deitando num tacho o azeite, o alho, a malagueta (sem sementes). Deixe refogar durante 2-3 min.
  5. Seguidamente, junte o vinagre e os tomates, desfazendo-os à medida que os vai deitando no tacho.Adicione 1L de água e deixe cozinhar em lume médio, durante 15 a 20 min.
  6. Para construir a lasanha, espalhe um terço do molho na base da assadeira. Cubra com uma camada de espinafres crus, uma camada de abóbora assada, um pouco de queijo parmesão ralado e uma camada de folhas de lasanha. 
  7. Repita as camadas mais duas vezes, terminando com uma camada de folhas de lasanha.
  8. Deslasse o requeijão com o queijo, esmagando-o um pouco, tempere levemente e deite por cima da última camada. 
  9. Polvilhe com o restante queijo parmesão ralado, com as sementes de girassol. Embeba o alecrim num pouco de azeite e distribua pelo topo da lasanha. 
  10. Coloque na prateleira inferior do forno e deixe cozinhar durante cerca de 45 min ou até estar dourada e a borbulhar.


Como sugestão para a carne, o site "A Pitada do Pai" apresentava a seguinte sugestão: 

Croquetes de carne no forno
  • 500g de vitela picada;
  • 1 cebola;
  • 2 cenouras;
  • 1/2 chávena de sementes de abóbora;
  • 3/4 de chávena de flocos de trigo sarraceno (pode usar aveia);
  • 2 ovos;
  • farinha de amêndoa para moldar (ou farinha de linhaça, ou farelo de aveia ou pão ralado);
  • tomilho (a gosto);
  • oregãos (a gosto);
  • fio de azeite;
  • sal q.b.;
  • pimenta q.b.

Preparação:
  1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
  2. Num robô de cozinha ou picadora coloque a vitela, a cebola, as sementes, os flocos de trigo sarraceno, o tomilho, os oregãos e um fio de azeite. Triture bem.
  3. Se quiser congelar o preparado, coloque numa caixa e leve ao congelador. 
  4. Numa taça bata os ovos e tempere com sal e pimenta a gosto.
  5. Junte ao preparado de carne e mexa bem.
  6. Junte a farinha de amêndoa e vá moldando até ficar com formato de bolinhas. No final do "panar" com mais farinha de amêndoa. 
  7. Coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno até estarem tostadinhos.


Por fim, a sobremesa encontra-se no primeiro site referido e é:

Bolachinhas de aveia e banana
  • 100g de farelo de aveia;
  • 2 bananas da madeira;
  • 2 c. de chá de óleo de coco;
  • 3 a 4 alperces secos.
Preparação: 
  1. Misture o farelo com a banana.
  2. Quando tiver uma pasta bem ligada, junte óleo de coco.
  3. Seguidamente, misture os damascos cortados em bocadinhos mais pequeninos.
  4. Separar pequenos pedaços de massa e molde-os com uma forma do seu agrado.
  5. Leve ao forno, pré-aquecido a 180ºC, num tabuleiro apropriado (anti-aderente) ou num tabuleiro normal forrado com papel vegetal. 

Esperamos que gostem da nossa seleção e que nos deixem o feedback nos comentários. 

Até daqui a 15 dias. 


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Bronquiolite aguda

terça-feira, 28 de novembro de 2017
A bronquiolite aguda é uma infeção respiratória de etiologia predominantemente viral que atinge crianças com menos de 3 anos. Os bebés ex-prematuros, crianças com doenças crónicas como a fibrose quística, cardiopatias, doenças neuromusculares ou imunodeficiências representam um risco acrescido para esta patologia.



A bronquiolite tem um pico de incidência entre os 3 e os 6 meses de idade e ocorre entre o final de Outubro e o início de Abril. A mesma criança pode ser reinfetada na mesma estação do ano. 

O agente etiológico mais frequente é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) (75%), embora outros vírus como o Parainfluenza, Influenza A e B, Adenovirus, Metapeneumovirus, Coronavirus e Rinovirus também estejam implicados. O VSR não confere imunidade permanente, sendo frequente as recidivas nos primeiros 2 anos de vida, após a primeira infeção. Estima-se que aos 3 anos 100% das crianças entraram já em contacto com este vírus. 

A via de contágio é aérea, pelo que surge habitualmente em contexto de infeção respiratória familiar ou escolar.



É uma doença autolimitada na sua grande maioria das situações, dado que apenas 3 a 4% das crianças com menos de 12 meses vão precisar de internamento hospitalar. 

Durante o período prodrómico (primeiros sintomas que ocorrem nos primeiros 3 dias), o quadro clínico é caraterizado por obstrução nasal, tosse, rinorreia seromucosa e recusa alimentar. Este quadro pode ser acompanhado de febre geralmente baixa. 

A fase aguda da doença carateriza-se por tosse de agravamento progressivo e a instalação de dificuldade respiratória (adejo nasal (as asas do nariz abanam à medida que o bebé respira), polipneia (respiração acelerada) e tiragem (costelas que ficam marcadas na pele quando o bebé respira)) também ela progressiva.

O diagnóstico da bronquiolite é clínico, pelo que não se justifica a realização de exames complementares de diagnóstico como o radiograma (Rx) do tórax ou análises sanguíneas. Apenas nas situações em que há suspeição da existência de complicações ou de doença grave. 

A terapêutica implica a tranquilização da criança e do ambiente em que está inserida, minimizando assim a sua atividade física. A exposição ao fumo de tabaco está proibida!


Devem ser promovidos os alimentos líquidos enquanto que os sólidos não devem ser forçados. As refeições devem ser fracionadas e reduzidas em quantidade. Sabe-se aliás que o aleitamento materno reduz o risco de complicações e a gravidade da doença, graças às múltiplas vantagens imunológicas do mesmo.

A posição ideal de repouso deve ser a 45º com o plano horizontal, facilmente obtida colocando livros nos pés da cama ou elevando o colchão com almofadas. É fundamental uma boa higiene e desobstrução nasal. Em caso de febre é necessário a administração de antipiréticos, como o paracetamol ou ibuprofeno. 

Em situações graves poderá ser necessário recorrer à terapêutica broncodilatadora e corticóide embora na bronquiolite típica não esteja indicada a sua utilização.

A criança deve ser observada por um médico sempre que cumpra um dos seguintes critérios:
  1. Idade inferior a 6 meses;
  2. Sinais de dificuldade respiratória (cianose (coloração escura da pele), adejo nasal, tiragem, polipneia);
  3. Sialorreia (produção de saliva em grande quantidade);
  4. Períodos de irritabilidade ou sonolência;
  5. Sensação de doença grave;
  6. Vómitos ou incapacidade de alimentar a criança;
  7. Doença crónica de base.

As complicações mais frequentes da bronquiolite são a otite média aguda, pneumonia, atelectasias (incapacidade do pulmão se expandir) e insuficiência respiratória. A presença de febre alta deve sempre alertar para a presença de eventuais complicações.
Embora a grande maioria das situações esteja resolvida em 5 dias, a tosse pode persistir até 3 semanas após a fase aguda da doença, sendo mais frequente nas situações de infeção ao VSR.




Alexandra da Silva Couto
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Alexandra da Silva Couto

segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Nasci em Lisboa e sou mãe de 4 prematuros, dois dos quais gémeos. 

Fiz a licenciatura em Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa. Concluí a especialidade de Pediatria Médica no Hospital de Dona Estefânia e posteriormente realizei a subespecialidade de Neonatologia também nesse hospital.

Frequentei as urgências das Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais do Hospital de São Francisco Xavier e do Hospital do SAMS.

Desde 2008, Assistente Hospitalar do quadro da Maternidade Dr. Alfredo da Costa.

Desde 2015, Assistente Hospitalar Graduada de Pediatria/ Neonatologia. 

Fui Assistente convidada da Faculdade de Medicina de Lisboa, de 1992 até final de 2009. 

Tenho colaborado no ensino pré-graduado de alunos de Medicina do 5º e 6º anos.
Sou co-responsável pela formação de internos de Pediatria e Medicina Geral e Familiar, que optam pela realização da sua valência pediátrica na Maternidade Dr. Alfredo da Costa. Colaboro na formação, em conjunto com toda a equipa de Neonatologia, no ensino pós-graduadode Assistentes Hospitalares de Pediatria (subespecialidade de Neonatologia Intensiva).

Sou responsável pela formação em Reanimação Básica e Avançada de Vida, quer de profissionais de saúde, quer de outros profissionais, na Maternidade Dr. Alfredo da Costa.
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A importância da atividade física e do exercício físico para a saúde e desenvolvimento da criança

quarta-feira, 22 de novembro de 2017
A Organização Mundial de Saúde (OMS) refere que existem vários estudos realizados nos últimos anos, que demonstram que uma parte substancial dos problemas de saúde está relacionada com a inatividade física, estimando-se que, no mundo inteiro, 1,9 milhões de mortes lhe estejam associadas. Optar por um estilo de vida dotado de comportamentos de risco para a saúde cardiovascular, como o excesso de sedentarismo, está associado a um elevado registo de casos de morbilidade e mortalidade. A inatividade física é considerada como a quarta principal causa de morte a nível mundial.


Infelizmente, e com potenciais consequências para a saúde pública a curto e a longo prazo, uma grande proporção de crianças portuguesas apresenta níveis insuficientes de atividade física, sendo que a atividade física dos rapazes e raparigas decresce com a idade cronológica. Há cerca de uma década, Portugal detinha também a maior percentagem de sedentarismo em adultos na União Europeia, ou seja, 87,8%. Segundo o Ministério da Saúde, esta tendência para a inatividade física conduz a uma série de problemas, tais como a hipertensão, diabetes, alguns tipos de cancro, problemas cardiovasculares, problemas respiratórios, distúrbios do sono, alterações osteoarticulares, alterações metabólicas e psicológicas, entre outros.

Uma das potenciais consequências da inatividade física durante a infância é o risco de excesso de peso ou obesidade. A obesidade não é só considerada uma doença de proporções epidémicas com uma crescente prevalência mundial, como apresenta uma etiologia que é multidimensional por natureza, tendo sido considerada como a epidemia do século XXI. A prevalência de crianças e adolescentes com excesso de peso e obesidade tem vindo a aumentar significativamente nos últimos anos, com repercussões significativas sobre a saúde, vindo a reduzir a sua qualidade de vida. Segundo a OMS, 20% das crianças e adolescentes na Europa têm excesso de peso e 7% são obesas. Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 155 milhões de crianças em idade escolar apresentam excesso de peso (pré-obesidade e obesidade), das quais 30 a 45 milhões são obesas, correspondendo a 3% das crianças entre os 5 e os 17 anos a nível mundial. Portugal e Espanha não ficam de fora destes números.

Adicionalmente, o desconforto e a dor causados nas estruturas músculo-esqueléticas e na funcionalidade dos membros inferiores poderá limitar a atividade física e a prática de exercício, perpetuando o ciclo da obesidade. Em suma, a exposição adequada a cargas biomecânicas resultantes da atividade física não só é essencial para a saúde óssea como tem efeitos positivos para o desenvolvimento da criança e do adulto. Por outro lado, os seus efeitos negativos poderão estar relacionados com a exposição insuficiente à carga mecânica ou pelo excesso, podendo resultar em desequilíbrios posturais, desconforto e lesões.


Atendendo às evidências existentes relativamente ao papel da atividade física e do exercício/ desporto na saúde e desenvolvimento da criança, bem como as suas consequências na vida adulta, torna-se imprescindível promover hábitos e comportamentos saudáveis, incluindo a alimentação e o sono, a par da aquisição de estilos de vida ativos. Assumindo-se que as crianças passam a maior parte do seu tempo na escola, é aqui que deve existir uma intervenção precoce dos professores de educação física, dos fisiologistas do exercício, dos técnicos de exercício físico e dos treinadores de desporto, sendo fundamental o envolvimento da Família. No entanto, a aquisição de comportamentos ativos e saudáveis tem de se iniciar antes da entrada formal na escola.


Considerando o tempo que as crianças passam na escola é provavelmente o ambiente escolar que promove uma das influências mais importantes no comportamento de prática de atividade física das crianças, a par do contexto familiar. Neste sentido, deve a escola ser promotora de programas integradores e estruturados que por um lado permitam à criança a vivência de experiências agradáveis, ao nível da prática de atividades físicas, mas que por outro lado permitam o seu desenvolvimento cognitivo, físico e motor, de forma harmoniosa.

Não obstante, a promoção de prática de atividade física não deve ficar apenas confinada às aulas de educação física. Deve também expandir-se para o recreio escolar, para as atividades desportivas extra-escolares e principalmente para os tempos livres das crianças. Há indícios preocupantes de que as crianças apresentam, atualmente, menores níveis de atividade física como consequência da generalização dos meios de transporte e da forte atração que revelam por atividades mais sedentárias na ocupação dos tempos livres tais como televisão, vídeo, jogos de computador, entre outros. Torna-se de particular importância dar atenção ao excesso de tempo que a criança passa na posição sentada, bem como as respetivas consequências para a sua saúde. Assim, a educação e a promoção de uma vida ativa e saudável da criança começa na Família, desde cedo, em linha com as Recomendações Internacionais e com a Estratégia para a Promoção da Atividade Física. Os Encarregados de Educação deverão conhecer as recomendações e propostas dos Professores de Educação Física e dos Profissionais do Exercício especializados na intervenção com crianças.


Como estratégias práticas em que o movimento é fundamental, torna-se necessário:
  • "Dar espaço" à criança para brincar e mexer-se livremente em interação com o ambiente;
  • Incutir o mais cedo possível hábitos de prática física em contextos mais formais ou informais. Como exemplos, a daptação ao meio aquático, caminhadas, jogos, transporte ativo para a escola, ginástica, entre outros, são atividades que se podem iniciar muito cedo, ainda na fase pré-escolar;
  • Promover a prática de desportos coletivos, desportos de combate, natação, ginástica, dança, bicicleta, entre outros, que são exemplos de atividades que se podem iniciar no 1º ciclo;
  • Conhecer as várias formas de exercício/ desporto atualmente disponíveis, que mais agradem à criança/ jovem, ao nível do desporto escolar, de clubes ou centros desportivos, de atividades de tempos livres, ou de desporto de natureza;
  • Procura de profissionais de desporto/ exercício especializados nas atividades pretendidas - principalmente no que se refere à avaliação da condição física, à prescrição do exercício e à intervenção pedagógica - de forma a melhor serem adequadas à idade e capacidade da criança e respeitada a progressão na aquisição das respetivas competências motoras;
  • Perceber que o foco deverá ser o volume semanal de atividade física (em tempo e intensidade), ou seja, realizar no mínimo 60 minutos/ dia de atividade física moderada a vigorosa, que resulte de diferentes tipos de exercícios/ modalidades que sejam do interesse e gosto da criança, e que promovam e fortaleçam as componentes aeróbia, muscular e óssea;
  • Valorizar e elogiar as progressões e objetivos alcançados pela criança, quer seja na educação física e no desporto escolar, quer nas atividades físicas extra-escolares recreativas ou competitivas;
  • Respeitar os necessários períodos de brincadeira livre, alimentação adequada, repouso e sono, entre as sessões de atividade física;
  • Ensinar à criança a importância de um estilo de vida saudável e ativo que com certeza significará ganhos no futuro ao nível da saúde e desenvolvimento, transmitindo exemplos positivos;
  • Limitar o "tempo de écran" e o "tempo sentado", evitando a "especialização" em sedentarismo e excesso de jogos virtuais.

Visto isto, importa então referir os benefícios da prática de exercício físico/ desporto nas crianças e jovens e que podem ser sintetizados nos seguintes:
  • Melhoria da capacidade e eficiência em realizar tarefas motoras básicas e tarefas motoras desportivas (aumento da disponibilidade motora);
  • Melhoria dos resultados dos testes físicos aplicados nas escolas (ex.: Fitnessgram do Cooper Institute for Aerobics Research, ou Plataforma FITescola);
  • Melhoria da composição corporal;
  • Regulação e controlo do excesso de peso e da obesidade;
  • Regulação e controlo da pressão arterial elevada;
  • Prevenção de doenças cardiovasculares e outras;
  • Possível prevenção de lesões músculo-esqueléticas;
  • Melhoria da coordenação e equilíbrio (agilidade, ritmicidade, orientação espacial...);
  • Melhoria da força e flexibilidade e desenvolvimento de posturas corretas;
  • Melhoria da cognição, concentração e memória;
  • Criação de efeitos psicológicos positivos: melhoria da autoconfiança e da autoestima, melhoria do humor, diminuição do stress e ansiedade, prevenção e regulação de estados depressivos;
  • Promoção da convivência em grupo, divertimento e bem-estar;
  • Implementação da disciplina e do respeito pelos outros;
  • Estabelecimento de objetivos pessoais;
  • Estabelecer o exercício físico como um interesse a manter ao longo da vida, habituando a um estilo de vida saudável.


Por outro lado, o contexto desportivo implica a incorporação de valores, o respeito por regras e pelas outras pessoas, a aprendizagem sobre os limites individuais e coletivos, a gestão do sucesso e também do insucesso e, particularmente, a definição de objetivos e de uma disciplina, inerentes ao desporto, mas também aplicáveis a diversas situações ao longo da vida.

Nesta sequência, apresenta-se também uma prescrição do exercício para crianças e adolescentes, adaptado da American College Sports Medicine (ACSM, 2017):


Em suma, estão atualmente bem estabelecidos do ponto de vista social e científico, quer os benefícios da atividade física para a saúde pública, quer os riscos e custos do sedentarismo. As evidências científicas são esclarecedoras relativamente ao facto de o exercício físico, nas suas diferentes formas e estímulos proporcionados, e na sua adaptação às diferentes caraterísticas da população-alvo (neste caso, as crianças e jovens), ser um instrumento de saúde pública eficaz e que envolve recursos financeiros substancialmente inferiores, relativamente a outras intervenções, quer de prevenção quer de tratamento. Assim, torna-se fundamental promover a atividade física nesta fase da vida, favorecendo um estilo de vida mais saudável. Sem desculpas. Porque queremos os nossos filhos mais saudáveis e mais felizes!




Rita Santos Rocha

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Rita Santos Rocha

domingo, 19 de novembro de 2017
O meu nome é Rita Santos Rocha. 

Sou Licenciada em Ciências do Desporto e sou:
  • Professora Coordenadora na Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM) do Instituto Politécnico de Santarém (IPSantarém);
  • Investigadora do Neuromechanics of Human Movement Group do Centro Interdisciplinar de Estudo da Perfomance Humana (CIPER) da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa;
  • Formadora na área do Fitness e Ginástica para Todos na FGP, CEF, ACSM, Reebok University, entre outros (desde 1996);
  • Membro da Comissão Científica da Escola Nacional de Ginástica da Federação de Ginástica de Portugal (FGP), desde 2006;
  • Integro o Profissional Standards Comittee da EuropeActive (ex- European Health & Fitness Association) Bruxelas, desde 2011.
Relativamente à formação académica, para além da Licenciatura, conto com:
  • Doutoramento em Motricidade Humana - especialização em Saúde e Condição Física;
  • Pós-Graduação em Epidemiologia Prática
  • Mestrado em Exercício e Saúde
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Receitas saudáveis para toda a Família

Receitas saudáveis para toda a Família

sábado, 18 de novembro de 2017
As sugestões para esta semana podem fazer as delícias de toda a Família. Vamos ficar à espera que experimentem e nos digam como correu. 

Voltamos a trazer uma receita de carne e uma sobremesa, sugestões da Nutricionista Sofia Rodrigues e a receita de peixe presente no site A Pitada do Pai. Esta última originalmente de frango, mas referida no site como podendo fazer-se com bacalhau ou outro peixe. 

Esperamos que gostem da seleção. 


Almôndegas de frango e espinafres
  • 600g de peito de frango picado;
  • 150g de espinafres cozidos e bem escorridos;
  • 1 ramo de cebolinho;
  • 50g de pão alemão ralado;
  • 1 ovo;
  • 1/2 colher de café de cominhos em pó;
  • sal e pimenta a gosto;
  • 2 alhos.
Preparação: 
  1. Misture todos os ingredientes e molde pequenas bolas (almôndegas);
  2. Coloque 1 colher de sopa de azeite numa frigideira anti-aderente e aloure as almôndegas OU
  3. Corte e pique 1 cebola e 2 tomates e coloque no fundo de um tacho. Disponha as almôndegas em cima, adicione um fio de azeite e leve o tacho ao lume, deixando cozinhar cerca de 30 a 40 minutos.
Sugestão de almoço/ jantar para as crianças:
  • 3 pequenas almôndegas + 3 colheres de sopa rasas de quinoa ou puré + salada.


Bacalhau à "brás" com esparguete de curgete 

  • 500g de bacalhau (também podem usar frango ou peru, outro peixe ou tofu);
  • 2 curgetes (em esparguete);
  • 5 ovos;
  • 1 cebola;
  • 1 fio de azeite;
  • salsa picada;
  • flor de sal (a gosto). 

Preparação:
  1. Numa frigideira coloque um fio de azeite juntamente com a cebola picada;
  2. Adicione o bacalhau e quando estiver quase cozinhado, junte o esparguete de curgete;
  3. Adicione os ovos e vá mexendo até estes estarem cozinhados;
  4. Sirva com salsa picada. 


Gelado de fruta
  • 2 bananas maduras congeladas;
  • 1/2 manga congelada (aos quadrados);
  • 6 morangos maduros (congelados). 
Preparação:
  • Retire do congelador e com a ajuda de um robot de cozinha triture tudo até obter um creme. Sirva de imediato. 


O Pai, a Mãe e Eu
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“Um dia decidimos que poderíamos fazer mais do que já fazemos no nosso dia-a-dia profissional. Que os nossos conhecimentos poderiam ser úteis neste mundo cibernáutico, onde a informação nem sempre é filtrada e tende a gerar ideias erróneas ou imensas dúvidas na população de Pais. O acaso fez o seu trabalho e várias sugestões por parte de vários conhecidos fizeram-nos tomar a dianteira e surgiu este projeto, a 1 de Fevereiro de 2017.”

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