O Pai, a Mãe e Eu!
  • Home
  • Missão
  • História
  • Equipa
  • Colaboradores
  • Eventos
  • Contactos

Licença para assistência a filho

quarta-feira, 18 de março de 2020
Depois de esgotada a licença parental complementar, os pais têm direito a licença para assistência a filho, de modo consecutivo ou interpolado, até ao limite de 2 anos. Sendo que no caso de terceiro filho ou mais, a licença tem o limite de três anos. 

O trabalhador apenas tem direito a esta licença se o outro progenitor exercer atividade profissional ou estiver impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal. 

Nos casos em que há dois titulares do direito à licença, esta pode ser gozada por qualquer deles ou por ambos em períodos sucessivos, não podendo ser gozada em simultâneo pelo pai e pela mãe. 

Durante o período das licenças, o trabalhador não pode execer outra atividade incompatível com a respetiva finalidade, nomeadamente trabalho subordinado ou prestação continuada de serviços fora da sua residência habitual.


Para exercício do direito, o trabalhador tem de informar o empregador, por escrito e com a antecedência de 30 dias do início e do termo em que pretende gozar a licença. 

Além disso, a comunicação que é feita ao empregador tem de conter outros elementos, sendo necessário que o trabalhador informe: que o outro progenitor tem atividade profissional e não se encontra ao mesmo tempo em situação de licença, ou que está impedido ou inibido totalmente de exercer o poder paternal; que o menor vive com ele em comunhão de mesa e habitação, que não está esgotado o período máximo de duração da licença. 

Na falta de indicação em contrário por parte do trabalhador, a licença em causa tem a duração de seis meses. Presentemente, o subsídio para assistência a filho corresponde a 65% da remuneração de referência. Mas, nas situações em que a remuneração de referência é muito baixa, a lei estabelece um limite de €11,62 por dia. 

Em caso de hospitalização, se a criança tiver menos de 12 anos ou, independentemente da idade, se for deficiente ou tiver uma doença crónica, o subsídio é concedido durante todo o período de hospitalização. Por fim, cumpre esclarecer que quando entrar em vigor a Lei de aprovação do orçamento de estado para 2020, as licenças para assistência a filhos em caso de doença ou acidente passem a ser pagas a 100%.



Dina Fernandes
Ler mais >>

Dina Fernandes

segunda-feira, 16 de março de 2020

Dina Fernandes licenciou-se em Direito, pela Universidade de Coimbra, onde voltou anos mais tarde para se pós-graduar em Direito do Trabalho - Cessação do Contrato de Trabalho. 

Integra a equipa Teófilo Araújo dos Santos - Advogados desde 2002 - primeiramente enquanto Advogada-Estagiária e, desde 2005, como Advogada. 

Durante o seu percurso, sempre procurou atualizar-se no que à prática do Direito diz respeito: cursou Proteção de Dados Pessoais e Marketing Compliance, na D. Dinis Business School e Managing the Law Firm, na Nova School of Business and Economics. 

Áreas de prática:
  • Direito do trabalho e Segurança Social;
  • Insolvência e recuperação de empresas e pessoas singulares;
  • Direito comercial e societário;
  • Propriedade intelectual e proteção de dados pessoais;
  • Contencioso. 
Ler mais >>

Plano de Nascimento

quarta-feira, 11 de março de 2020
O Plano de Nascimento é um documento que expressa as preferências e expetativas da mulher grávida/ casal para o trabalho de parto, parto e pós-parto, contribuindo para uma experiência positiva e humanizada, uma vez que constitui um guia para os profissionais de saúde que a irão assistir. 


A sua elaboração permite à grávida/ casal refletir e tomar consciência das diferentes fases do trabalho de parto e parto e das várias opções que estarão ao seu dispor. A partilha/ realização conjunta permite ao acompanhante conhecer as suas escolhas e preferências e saber como a apoiar quando chegar o grande dia. É um direito da mulher grávida/ casal, que reflete a sua liberdade de escolha (informada) relativamente ao seu projeto de parto e parentalidade, contemplado na legislação portuguesa (Lei n.º 110/ 2019, de 9 de setembro, artigo 15º E). Com este documento, os profissionais de saúde poderão personalizar um momento que é muito especial para os pais: o nascimento do seu bebé. 

Pressupõe ter acesso a informações pertinentes e credíveis, relacionadas com a fisiologia do trabalho de parto e parto e práticas baseadas em evidências científicas atuais, que favorecem o seu bem-estar e do seu bebé. Estas informações poderão ser obtidas nas consultas de vigilância pré-natal/ cursos de preparação para o nascimento e parentalidade e fontes bibliográficas fidedignas. O Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e Obstétrica constitui um profissional de referência que a/os poderá apoiar na elaboração deste documento, uma vez que lhe facultará informação credível, de acordo com as suas necessidades individuais/ história clínica, confiança e respeito pelas suas escolhas. 


A altura ideal para elaborar o Plano de Nascimento é entre as 28 e as 32 semanas de gestação. Recomenda-se a visita ao hospital onde pretende que aconteça o nascimento do bebé (na dúvida, agendar visita aos vários hospitais), para poder conhecer as opções que tem ao seu dispor e procedimentos rotineiros utilizados. Este documento poderá ser apresentado no hospital que escolheu para o nascimento para o nascimento do seu bebé, aquando da visita ao mesmo. Algumas instituições hospitalares solicitam que seja entregue a partir das 30 semanas, para ser analisado pela direção clínica. No momento da admissão hospitalar, este documento deve ser entregue e discutido com a equipa, sendo sempre aconselhável a grávida/ acompanhante manterem uma cópia consigo. 

O Plano de Nascimento é um documento flexível, passível de sofrer alterações. Ao vivenciar a experiência de trabalho de parto, nascimento do bebé e pós-parto, no confronto das suas expetativas com a realidade, poderá sentir necessidade de alterar as suas preferências previamente definidas. Por outro lado, existem algumas situações clínicas que poderão justificar a necessidade dos profissionais de saúde seguirem um caminho diferente ao estabelecido previamente, de forma a garantir o seu bem-estar e do bebé. Em caso de dúvida, a grávida/ casal deverá colocar todas as questões que considerar pertinentes. 

Este documento deve ser claro, conciso e conter toda a informação que considere pertinente, idealmente não ocupar mais do que uma página A4 para facilitar a sua leitura (em forma de tabela, tópicos, ...). Também poderá ser transmitido oralmente à equipa de profissionais de saúde. 


Alguns exemplos de tópicos que o Plano de Nascimento pode incluir, de acordo com as suas preferências:
  • início espontâneo das contrações;
  • respeito pelos tempos de nascimento;
  • ambiente e espaço físico, por exemplo, luzes baixas música ambiente escolhida pela parturiente/ casal;
  • acompanhante(s) durante o trabalho de parto e parto;
  • métodos de alívio da dor, não farmacológicos/ farmacológicos;
  • liberdade de movimentos durante o trabalho de parto;
  • tipo de monitorização do bem-estar do bebé;
  • posição para o nascimento do bebé;
  • corte tardio do cordão umbilical por pessoa significativa;
  • apoio no aleitamento materno;
  • alojamento conjunto mãe-bebé;
  • primeiro banho;
  • ...
Mesmo perante uma cesariana programada previamente, continua a ser recomendável a elaboração do Plano de Nascimento, como forma de personalizar o momento e promover o bem-estar emocional da mulher, podendo incluir-se:
  • acompanhante;
  • solicitar descrição de todo o procedimento;
  • corte tardio do cordão umbilical;
  • contacto pele com pele;
  • música durante a cirurgia;
  • ...



Cláudia Cardoso
Ler mais >>

Cláudia Cardoso

segunda-feira, 9 de março de 2020

Cláudia Cardoso é Enfermeira Especialista em Saúde Materna e Obstétrica. 

É ainda Conselheira em Aleitamento Materno (CAM) e Instrutora de Massagem Infantil.
Ler mais >>

Promova o desenvolvimento psicomotor em sua casa

quarta-feira, 4 de março de 2020
No presente artigo pretende-se expor de que forma os pais podem auxiliar no desenvolvimento psicomotor infantil, sem sair do conforto do seu lar. 

Ao longo do desenvolvimento infantil existem várias áreas e competências que surgem encadeadas. Isso deve-se ao facto do desenvolvimento psicomotor progredir de forma hierárquica. Este desenvolvimento subdivide-se em sete fatores psicomotores aliados às áreas cognitivas e emocionais, que, como explicado, condicionam-se mutuamente. Assim, é possível entender a importância de estarmos atentos aos mesmos.


Para entender melhor que tipo de atividades podem ser desenvolvidas em determinada idade, devemos compreender como progridem os fatores psicomotores:

1º fator - Tonicidade, surge no primeiro ano de vida e associa-se, como o nome indica, ao tónus muscular, pelo que deve ser trabalhado através de questões corporais como alongamentos, reforço muscular, ...

2º fator - Equilibração, entre o primeiro e o segundo ano, a criança explora o plano vertical, sendo importante o trabalho de brincadeiras que estimulem os apoios (com os dois pés ou só um), saltos, ...

3º fator - Lateralidade, até ao terceiro ano, a criança, após compreender as dimensões anteriores (horizontal, vertical) é capaz agora de iniciar a diferenciação do seu espaço interno (noção de um lado e do outro);

4º fator - Noção corporal, do terceiro ao quarto ano a criança necessita de vivências e consciencializações corporais, assim como, promoção do controlo de si mesmo;

5º fator - Estruturação espacio-temporal, até aos 5 anos é aprimorada a capacidade de compreender o espaço envolvente, noções de ritmos e localização temporal;

6º fator - Praxia global, dos cinco aos seis anos, a criança necessita de brincadeiras que envolvam coordenação, agilidade, dissociação de membro;

7º fator - Praxia fina, até aos sete anos é aprimorado o último fator para permitir a pega de lápis, manuseio de objetos pequenos, entre outros.


Conhecendo agora como o desenvolvimento progride e as respetivas competências, podemos passar à prática. O tempo em família é cada vez menor, com rotinas rígidas e pouco tempo, por isso seguem alguns exemplos de tarefas ou atividades que podem ser realizadas em casa, num curto espaço de tempo:

  • ajudar no transporte de pequenos objetos;
  • realizar percurso com almofadas ou criar pequenos fortes;
  • manusear objetos com diferentes texturas;
  • amassar folhas;
  • contar histórias, interaja com a criança, peça para virar páginas, apontar para algo;
  • concurso de caretas;
  • desenhar com espuma de barbear (atenção à supervisão);
  • brincar no parque ou no jardim de casa, pedir para ajudar a apanhar folhas e pedrinhas (agrupar por categorias);
  • pedir à criança que seja o copiloto, informando sobre o caminho de volta;
  • estender meias;
  • fazer colares de massa;
  • ajudar na cozinha;
  • dar responsabilidades (arrumar brinquedos, fazer a cama, ...);
  • brincar com os jogos que tem em casa;
  • ...

Como vimos acima, são muitas as atividades, com coisas lá de casa, que promovem o desenvolvimento. E se o tempo é ainda o inimigo, não desespere. Enquanto faz o jantar, porque não tirar alguns tupperwares e pedir à criança para os empilhar ou encaixar? Na hora do banho, principalmente com crianças mais pequenas, podemos colocar pequenos objetos e brincar ao "faz de conta". Embalagens vazias podem ser animais (e que tal imitar o som desses animais e identificar a letra pela qual os seus nomes começam?), ou simplesmente enquanto dá banho e coloca o gel no corpo, pedir para identificar as diferentes partes do corpo. Desafie a criança com atividades diferentes juntamente com materiais que não está à espera. Ajude-a a compreender as atividades. 

Se durante estas brincadeiras verificar a persistência da dificuldade em algum aspeto, procure a ajuda de um pediatra ou psicomotricista e peça uma avaliação do desenvolvimento. 

Brinque muito com os seus filhos, seja criativo, mas tenha em atenção o que já dizia Maria Montessori:

"Qualquer ajuda desnecessária é um obstáculo na aprendizagem".



Fátima Sousa
Ler mais >>

A importância de brincar

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
"... para se desenvolver normalmente, a criança precisa de aderir a actividades cada vez mais complexas com um ou mais adultos que tenham uma relação emocional irracional com a criança. Alguém tem de amar essa criança. Isso é o número um. Em primeiro, no final e sempre."

Urie Bronfenbrenner

Todos reconhecem a influência das experiências precoces durante os primeiros anos de vida. A ausência de experiências ou relações sociais e emocionais adequadas condiciona alterações da arquitetura e estrutura cerebral e consequentemente da função cognitiva. Quanto mais pequena for a criança, mais importante o seu impacto, variável com a idade/ estádio de desenvolvimento - nos denominados períodos críticos.


O jogo, também adiante designado por brincar, é uma atividade natural da infância, com grande relevância em todo o processo educativo das crianças e nas áreas da intervenção precoce e educação especial. 

É também a expressão de estados intencionais, representações construídas a partir do que as crianças conhecem e continuamente apreendem em meio natural de vida. Consiste num conjunto de atividades espontâneas, sucedâneas e experimentais com objetos que captam a sua atenção e interesse. Pode envolver ou não cuidadores, pares, despoletar ou não afetos e sentimentos e ser ou não pretenso. 

O brincar pode ser considerado um domínio do desenvolvimento pelo seu papel estruturante, de exploração do meio, de interação com objetos, adultos e pares. O brinquedo é um instrumento de descoberta e exploração, ou seja, é um objeto de experiência. 

Dadas as interações entre o jogo e a linguagem, jogo e cognição, jogo e desenvolvimento socioemocional, o brinquedo e o jogo são facilitadores da motivação da criança e uma importante mais valia estratégica para implementar as relações sociais e interação nos vários contextos de vida da criança. 

Brincar é uma atividade estruturante e enriquecedora em cinco dos domínios do desenvolvimento psicomotor e cognitivo da criança: 
  • o desenvolvimento motor;
  • o desenvolvimento social;
  • o desenvolvimento cognitivo;
  • o comportamento adaptativo (IDEIA, 2004).
Podemos considerar, neste processo, duas vertentes: 
(a) jogo como atividade desenvolvimental;
(b) jogo como atividade para atingir outros objetivos e domínios, como já referido. 

Smilansky descreveu quatro tipos de jogo: 
  • Jogo funcional;
  • Jogo condicional;
  • Jogo com regras;
  • Jogo dramático. 

Jogo funcional

No jogo funcional, a criança participa em atividades sensoriomotoras utilizando as suas competências psicomotoras. Baseia-se na necessidade da criança em mover-se e conhecer as suas capacidades, aprimorá-las (por imitação e repetição) e identificar os seus limites. 



Jogo condicional

No segundo ano de vida, a criança move-se por todo o espaço disponível e ao seu alcance, explorando o que lhe é permitido. Aperfeiçoa as suas competências sensoriomotoras e inicia o seu próprio processo criativo que perdura, desde que implementado e estimulado, até à adultícia. 


Jogo com regras

A partir dos 4-5 anos de vida, inclui jogos de mesa e jogos lúdicos (físicos) que lhe vão permitir compreender e incutir a ideia de regra, aceitá-la e respeitá-la, brincando em consonância com estas. 


Jogo dramático

Descrito por Smilansky e Shefatya é o tipo de jogo mais elaborado. Está associado à compreensão do meio, à imitação, criatividade e influencia positivamente o futuro sucesso académico das crianças. 

Vale a pena debruçar-nos um pouco mais sobre este tipo de jogo, observável desde os três anos, composto por duas vertentes: a imitativa e a imaginativa ou criativa. Um exemplo da primeira pode observar-se quando a criança imita um adulto ou situação, num contexto real e inclui a recriação de ações e discurso do adulto, personificação de objeto (boneco) ou animal. Já o jogo imaginativo exige que a criança desenvolva e crie algo de diferente durante o processo de imitação. Devido à sua própria visão e interpretação do que vê, não é capaz de imitar na íntegra a pessoa ou situação, fazendo apelo à sua imaginação, preparando-se para a escola. 

Este mesmo autor estudou grupos de crianças oriundas de estratos socioeconómicos favorecidos e desfavorecidos (n= 36 crianças, das quais 18 provenientes de famílias da classe média e 18 de famílias socioeconomicamente desfavorecidas) e verificou que o primeiro grupo de crianças eram mais participativas, apresentavam linguagem mais desenvolvida e sofisticada, com frases mais extensas, expressões mais ricas, maior percentagem de nomes, pronomes, verbos, advérbios e vocabulário mais variado, comparativamente ao outro grupo de crianças.


Smilansky observou ainda que aos três anos, o segundo grupo não tinha competências de jogo sociodramático e que existiam ainda diferenças culturais entre crianças oriundas de famílias africanas e do médio oriente, comparativamente às europeias. Ou seja, se esta realidade for transportável para Portugal, com uma sociedade multicultural, onde abundam crianças de famílias africanas e de programas europeus de deslocalização, certamente o jogo sociodramático terá um impacto positivo e de inegável valor na preparação de todas as crianças para a escola.

Em síntese, o jogo sociodramático, bem como o jogo funcional, jogo condicional e  jogo com regras são componentes chave para o sucesso académico, porque incluem regras e expetativas que as crianças vão assimilando ao longo do seu desenvolvimento. Estes tipos de jogo e brincar podem ser observados, quer quando a criança brinca sozinha, quer quando incluída num grupo de pares ou no jogo sociodramático, sendo que só neste último são integradas simultaneamente as competências sensoriomotoras, jogo funcional e com regras. 

A National Association for the Education of Young Children (NAEYC, 2009), em 2009 aprovou um documento intitulado "Position Statement on Developmentally Appropriate Practice, NAEYC - Key Messages of the Position Statement", em que afirma e passamos a citar: "... o brincar promove competências chave para o sucesso da aprendizagem. No jogo dramático de nível superior, os papéis colaborativos, cenários e controle dos impulsos, necessários às limitações da actividade, desenvolvem a capacidade de auto-regulação, pensamento simbólico, crítico, memória e linguagem, fundamentais à aprendizagem, sociabilidade e sucesso escolar...".

Daí a importância dos docentes providenciarem e implementarem oportunidades de jogo/ brincar sociodramático (teatro, role-play), que podem ainda sustentar e desencadear oportunidades de aprendizagem (académicas ou de aquisição de comportamentos e conceitos morais), diversificação de áreas, tópicos ou focos de interesse. 

Acresce ainda a importância da investigação no ensino de atividades de jogo e brincar em crianças com autismo, em que se verificou a aquisição de competências noutros domínios (social, linguagem). 

Outros estudos focaram-se no momento do jogo simbólico, imitação, verbalização e jogo cooperativo. 

Nem todas as crianças em geral ou com problemas de neurodesenvolvimento, como o autismo, respondem positivamente ao mesmo tipo de intervenção. São sempre necessários programas individualizados de intervenção, que devem sempre ter em conta a idade de desenvolvimento mental da criança, a linguagem recetiva, a idade cronológica, as áreas fortes e as áreas fracas de competências. 



Conclusões:
  • O jogo é um dos domínios do desenvolvimento, através do qual se pode motivar a criança para a aprendizagem e implementar a criatividade;
  • O jogo é um suporte ao desenvolvimento de áreas como a cognição, linguagem, comunicação e desenvolvimento social;
  • O jogo é um importante instrumento para identificar a existência de atraso ou dificuldades no brincar/ jogo nas crianças.


Recomendações:
  • Implementar e dar suporte ao desenvolvimento das atividades lúdicas;
  • Utilizar os contextos naturais para os propósitos do jogo;
  • Monitorizar os ganhos/ progressos no jogo e repercussão noutras áreas;
  • Atenção à tensão entre o tempo de brincar e o das atividades pré-académicas (tempo de brincar é tempo de qualidade para aprender!).


"One of the most powerful ways to change the world is to make it better for Kids."

(Jack P. Shonkoff - Professor de Saúde Infantil e Desenvolvimento da Universidade de Harvard)




Maria do Carmo Vale
Ler mais >>

Maria do Carmo Vale

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

A Prof. Dra. Maria do Carmo Vale apresenta um extenso currículo no âmbito da Pediatria, tendo cerca de 200 trabalhos publicados e comunicados em reuniões e revistas nacionais e estrangeiras. 

Apresentamos, de seguida, o seu percurso profissional.

Atividade Clínica:
  • desde 2013 em atividade clínica privada e coordenadora da Unidade de Pediatria do Neurodesenvolvimento, da Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso (IPSS);
  • 2004 - 2013: Coordenadora do Centro de Pediatria do Neurodesenvolvimento, do Hospital de Dona Estefânia (HDE);
  • 2004 - 2011: Chefe de Equipa do Serviço de Urgência, do HDE;
  • 1991 - 2004: Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, do HDE;
  • 1999: Subespecialidade de Cuidados Intensivos Pediátricos, pela Ordem dos Médicos. 
  • 1990: Especialidade de Pediatria Médica, pelos Hospitais Civis de Lisboa e Ordem dos Médicos; 
  • 1983 - 2013: Assistente Hospitalar Graduada de Pediatria Médica, no HDE.

Carreira Académica:
  • 2017 e 2019: Professora Coordenadora de Curso Pós Graduado em Neurodesenvolvimento da Criança e do Adolescente - 1ª e 2ª Edições - NOVA Medical School:
  • 2015 - Doutoramento na Especialidade de Medicina da Mulher, Infância e Adolescência - Pediatria;
  • 2007 - 2013: Assistente Convidada da Disciplina de Pediatria, no âmbito do mestrado integrado da Nova Medical School, Universidade Nova de Lisboa. 
  • 2001: Mestre em Bioética, pela Faculdade de Medicina de Lisboa. 

Cargos Desempenhados
  • Desde 2011: Membro da Comissão de Ética da ARSLVT;
  • 2009 - 2018: Nomeada pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) representante da Saúde, na Subcomissão Regional do Sistema Nacional de Intervenção Precoce (SNIPI);
  • 2006 - 2009: Comissão Consultora da ARSLVT para a Área da Saúde da Criança e do Adolescente;
  • 2005 - 2011
    - Membro da Comissão Executiva da Comissão Nacional de Ética para a Investigação Clínica (CEIC), por nomeação do Ministério da Saúde;
    - Membro da Comissão Plenária da Comissão Nacional de Ética para a Investigação Clínica (CEIC)
    - Chefe de Equipa do Serviço de Urgência do HDE;
  • 2005 - 2010: Presidente da Comissão de Ética para a Saúde, do HDE;
  • 2003 - 2004: Vice-Presidente da Comissão de Ética para a Saúde, do HDE.
Ler mais >>

Birras: o eterno dilema

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Frases como estas: "Hoje ele está impossível"; "Sofia, consigo ele não faz birras"; "Com a educadora corre sempre melhor", são comuns a todos nós!

A birra deve ser um dos temas mais falados pelos pais, educadores, psicólogos, especialistas, avós e vizinhos. Desde a vertente educacional, à emocional ou à comportamental, muitas são as estratégias dadas em centenas de sites pela internet e em cursos. Existem muitos debates sobre as suas origens, o porquê de acontecerem e quais os seus resultados na vida adulta.


Muito haveria para falar sobre este assunto e muitas seriam as opiniões de cada um, mas existem inúmeras formas de resolver as birras e cada família tem o seu ritmo, a sua linguagem e os seus hábitos. 

Tendo em mente os "meus" pequenotes e as suas famílias, consigo compilar alguns concelhos que muitos pais, devido às rotinas e ao corre-corre do seu dia-a-dia, acabam por esquecer. Por isso, este artigo pretende alertar para algumas dessas situações:

  1. Sono e fome nunca fez bem a ninguém

    As crianças tendem a fazer mais birras quando têm fome, sono ou quando ficam doentes... e é normal! Até nós adultos nos sentimos completamente diferentes quando estamos com fome e não conseguimos comer a horas. Assim, lembre-se que cada criança tem o seu próprio ritmo e que uns precisam de comer mais ou dormir mais que outros em determinadas alturas do dia.

  2. Falar simples e direto - ajuda mesmo!

    Quando nos irritamos, a tendência é para falar mais e mais alto - pois é! Mas deveria acontecer exatamente o oposto.

    Deste modo, se a criança fala com uma ou duas palavras, o máximo que deveríamos usar seriam duas palavras. Se perceber que o seu filho, mesmo com um discurso simples, não consegue resolver a birra, ajude-o a cumprir o que pediu ou até mesmo sair do lugar onde se encontra o estímulo que desencadeou a birra.

    Não julgue nem fale sobre o comportamento menos adequado. Concentre-se de imediato no comportamento assertivo, como ficar mais calmo ou parar de gritar.

  3. Seja positivo e firme

    "Não faças isso"; "Não mexas nisso"; "Não digas isso" - Não, Não Não! Sempre Não! - Gosta de ouvir a palavra Não? Eu também não!

    Mas é das palavras mais usadas no nosso dia-a-dia. O que vou dizer parece impossível (mesmo impossível), mas em vez de dizer sempre "Não", mude a forma de falar. Por exemplo, em vez de "Não mexas nisso", utilize "Deixa estar assim". E vez de "Não corras", utilize "Anda mais devagar". Mesmo que não consiga aplicar sempre, poderá pensar em determinadas situações que o possa fazer.


    Explico porque é importante: para algumas crianças, esta palavra só promove o comportamento que não pretende que ela tenha. Por isso, ter uma abordagem positiva, em que identifica o comportamento correto a ter, vai ajudá-la a saber o que fazer. Pois, já deve ter reparado que quanto mais diz para não fazer algo, mais eles vão tentar fazer aquilo que está errado, certo? Por isso, quebre este ciclo através da linguagem!

  4. Respire fundo e calma!

    Há dias em que nada parece resultar: respire fundo e analise a situação:

    - o que aconteceu? O que causou a birra?
    - como é que eu a resolvi? Quais foram as consequências?

    Escreva num papel a resposta a estas perguntas. Isso ajudar-vos-á a perceber quais as estratégias que melhor resultam com o vosso filhote. E pensem sobre: "o que estava a tentar ensinar?"; "Como é que estou a verbalizar o que ele deve fazer?". Ensine-o todos os dias! O cérebro precisa desse constante reforço. Depois, procure estabelecer um acordo em que fique explícito que, se cumprir determinada tarefa, obterá o que pretende.

  5. Birras por sensações

    Lavar o cabelo, barulho muito alto, comida crocante, comida mole, camisolas de lã, etiquetas... podem causar uma birra? Sim! Lembre-se que o cérebro das crianças está a tornar-se maduro e, por vezes, sensações como vestir uma camisola, lavar ou escovar o cabelo são registadas no cérebro como se fosse algo novo ou até como se fosse um ataque ao seu corpo.

    Este processo pelo qual todos nós passamos chama-se integração sensorial. Ou seja, é a forma como recebemos, modelamos e processamos a informação que vem dos órgãos dos nossos sentidos: tacto, visão, olfato e paladar. É por isso que, por vezes, se ouve falar de baixa sensibilidade ou hipersensibilidade auditiva, por exemplo.

    Os nossos pequenotes estão a crescer e a forma como processam as sensações está constantemente a ser registada no seu cérebro - daí esse impacto criar conflitos - surgindo este tipo de birras. Assim, lembre-se: deve expor o seu filhote gradualmente a este tipo de estímulos. Se vir que existem muitas birras e que o seu filho fica mesmo muito agitado, poderá pedir ajuda a um terapeuta ocupacional especialista em integração sensorial.


Apenas citei algumas das situações que mais ocorrem no dia-a-dia. Lembrem-se que, se o vosso filhote estiver a ser acompanhado por algum terapeuta, podem pedir-lhe ajuda, pois todos os comportamentos têm uma razão para ocorrerem e uma consequência. 

As birras farão sempre parte da nossa vida e mostram que estamos a ficar mais velhinhos. Por isso, em vez de apenas educar em situações limite, lembre-se que todos os dias servem para ensinar a criança a lidar com a frustração e com os seus sentimentos. 



Sofia Rocha-Bernardino
Ler mais >>

Como escolher o calçado das crianças?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Quando falamos de saúde dos pés é fundamental falarmos da importância da escolha de um calçado adequado nas várias etapas do crescimento. 

Sabemos que a estrutura óssea das crianças é plástica e um calçado que não respeite a mobilidade normal dos pés pode provocar alterações na sua morfologia e condicionar o crescimento normal do pé. Por isso, herdar sapatos não é um bom princípio. Cada pessoa desgasta o calçado de uma forma diferente, sendo que os sapatos adotam a forma do pé do primeiro usuário.


A maioria dos bebés começa a andar entre os 9 e os 15 meses de vida. No início, a criança tem dificuldades em manter o equilíbrio, a marcha vai-se desenvolvendo com a idade e aos 3/ 4 anos observa-se uma marcha com um padrão independente. Aos 6 anos já existem todas as estruturas ósseas que se consolidam de forma definitiva aos 18 - 20 anos, como tal, cada idade tem necessidades biomecânicas específicas. 

Como regra geral, a função do calçado é a de proteger o pé permitindo uma mobilidade adequada, numa fase de pleno crescimento e formação. Para além disso, é muito importante ter em conta alguns aspetos: 
  • numa fase inicial não devemos forçar, nem ajudar a criança a caminhar. A criança caminhará quando estruturalmente estiver preparada. 
  • até aos 8/ 9 meses os pés têm uma sensibilidade tátil exteroceptiva, maior que as mãos. A partir deste período vão perdendo, de forma progressiva, este tipo de sensibilidade e começam a desenvolver a propriocepção. Isto é, o bebé começa a ter consciência das partes do corpo, contudo, antes de dar os primeiros passos, o bebé necessita da informação que recebe da planta dos pés e das articulações para coordenar os seus movimentos e conseguir o equilíbrio. Portanto, nesta primeira fase não devemos calçar o bebé. Eles próprios se descalçam sempre que podem, como uma forma de autodefesa. Faz sentido utilizar as meias para proteção do pé, frente a agentes externos como o frio e a humidade. 
  • relativamente ao tamanho do calçado, é importante que, com umas meias postas, a distância dos dedos à ponta do calçado tenha entre 0,5 cm a 1 cm de espaço.
  • os sapatos devem possibilitar o movimento livre dos dedos com uma sola que permita a flexão anterior do pé.
  • os ténis ou sapatilhas e os sapatos devem facultar uma apropriada transpiração, sendo forrados com tecidos naturais, de preferência pele. 
  • nas aulas de natação utilize sandálias de borracha para evitar infeções fúngicas e víricas.
  • para fomentar a independência, os sapatos com fecho e velcro são a melhor escolha para coadjuvar a tarefa de calçar e descalçar. 



Paula Carvalho
Ler mais >>

O Pai, a Mãe e o Vicente - O CrossFit e o pós-parto

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
Olá. Eu sou a Fábia, coach do CrossFit Leiria e mamã de primeira viagem. Estou aqui para falar um pouco sobre a vida pós-parto e o CrossFit. 

Todas as mulheres são reais e depois do parto colocamos tudo em causa, nomeadamente se estamos preparadas para esta realidade, se conseguimos estar a 100% para o nosso bebé, se sabemos lidar com a amamentação, se temos em conta todos os cuidados diários deste e ainda com a nossa recuperação. 

No meu caso, a primeira semana foi a mais difícil, apesar de ter o melhor do Mundo nos braços. A "subida" do leite, amamentar em livre demanda e as noites em branco fizeram parte desta aventura. 

Todavia, a família concordou em ter visitas desde o primeiro dia, pois eu sentia-me bem (tive a sorte de recuperar rápido do parto) e a companhia da família e amigos fazia-nos bem. Ajudava a aliviar a pressão, os medos e as inseguranças. 


Penso que é nesta altura que mais importa a união familiar. Isto porque, com o nascimento do bebé, as mães tendem a ter menos atenção por parte da família e amigos, em detrimento do bebé. E, de facto, é neste momento que as mães mais precisam de atenção e carinho. 

Por outro lado, até para nós o bebé vem sempre em primeiro, o que faz com que acabemos por esquecer-nos de nós próprias. Por isso, é importante pedir ajuda quando nos sentimos esgotadas física e psicologicamente. E é aqui que entra o CrossFit! No meu caso, faz parte da minha profissão e do meu estilo de vida, acabando por ter sido uma lufada de ar fresco na minha recuperação e manutenção da saúde mental. 

Não existe um momento ideal para retomar os treinos após ser mamã. Cada caso é um caso e o mais importante é saber ouvir o seu corpo. 


Então, quando iniciar a atividade física de acordo com a Medicina?

O American College of Obstetricians and Gynecologists recomenda que as recém mamãs comecem a praticar exercício físico logo que seja seguro em termos físicos e médicos. Tratando-se de um parto normal, geralmente tem indicação para iniciar o exercício físico 4 a 6 semanas após o parto (após a consulta de revisão do puerpério). No caso de cesariana, poderá levar um pouco mais de tempo. No meu caso pessoal, iniciei a atividade física ao fim de 2 semanas de pós-parto, por indicação da médica. 

Após termos sido Mães, o corpo tem de ser, acima de tudo, funcional. Por isso aos poucos comecei a tirar um tempinho para mim e voltar à rotina. 

Nas primeiras semanas iniciei com a avaliação da diástase abdominal e exercícios de fortalecimento do pavimento pélvico (para diminuir a probabilidade de incontinência urinária), pois este fica fraco, flexível e sem apoio devido ao efeito combinado de gravidez, parto, diminuição de estrogénio (durante a amamentação) e fadiga física. Ainda exercícios de respiração hipopressiva pós-parto (ativação dos músculos profundos que vão reforçar todo o core), reforço muscular e exercícios focados na postura.

No início é importante ser cautelosa devido às mudanças ocorridas, tanto pela gravidez, como pelo parto. Estas alterações requerem tempo e dedicação para que tudo volte ao funcionamento "normal".

Na terceira semana, voltei aos treinos de CrossFit sem deixar de dar importância aos exercícios iniciais. Eu estava muito contente por voltar à box, mas senti que a cabeça tinha um ritmo e o corpo respondia de forma completamente diferente. O que é normal, por isso tive de adaptar alguns exercícios e dar prevalência à baixa intensidade e impacto.

No entanto, lembro-me que ir treinar me deixava bastante contente, menos ansiosa e quando terminava o treino era uma sensação fantástica de "ar fresco" e bem-estar!

Aos poucos, o meu corpo foi recuperando a memória, fui recuperando a força, conseguindo recuperar as habilidades anteriores. A parte mais difícil foi a da musculatura do core, que foi sendo "acordada", recebendo estímulo e recuperando a sua funcionalidade aos poucos.

Passo a enumerar alguns benefícios dos treinos de CrossFit após a consulta de revisão do puerpério:

  • correção postural;
  • redução do stress;
  • melhoria da qualidade do sono;
  • aumento da autoestima;
  • redução de problemas de incontinência, sendo para isso necessário o acompanhamento de profissionais especializados para tal;
  • aumento da energia;
  • socialização;
  • bem-estar e melhoria do humor;
  • redução da fadiga;
  • ganhos de força e da funcionalidade corporal;
  • ganhos na mobilidade;
  • perda de peso;
  • alimentação vs treino vs amamentação;
  • reforço do core.
O CrossFit ajuda ainda nas tarefas diárias com o bebé. Estamos melhor preparadas para transportar o Sistema de Retenção ("ovinho") e subir escadas com ele, transportando também as malas/ sacos; passar horas com o bebé ao colo; dar banho e trocar a fralda/ vestir; dar de mamar sem muito desconforto e até mentalmente sentimo-nos mais preparadas para os desafios do dia-a-dia e para o desconhecido. 


Em relação ao treino, desaconselho nos primeiros três/ seis meses (dependendo de cada situação) exercícios de impacto como corrida, saltos, abdominais crunch e todo o tipo de pranchas em que haja a contração do músculo reto abdominal. Isto porque irá promover ou aumentar a sua diástase (separação da linha alba). Evite também dobrar o tronco pela cintura, agachar ou suportar cargas superiores a metade do seu peso corporal. Desta forma, estará a dar conforto às articulações e descanso à coluna que estiveram em sobrecarga nos últimos meses. 

Resumindo...

Mamãs, pensem em vós não só como mães, mas também como mulheres. Procurem uma atividade que vos faça bem e traga felicidade. 

O CrossFit pode ser uma ótima escolha!! Como apaixonada pela modalidade, posso dizer que traz benefícios não só para a vossa saúde, como também para a vossa vida. Se ainda não encontraram algo que vos motive, dêem uma oportunidade ao CrossFit. Com toda a certeza irão apaixonar-se por esta comunidade, por tudo o que ela pode fazer por vós e pela vossa família. 



Fábia Velosa
Ler mais >>
Artigo anterior Próximo artigo
Subscrever: Mensagens (Atom)

Sobre Nós

Sobre Nós

Bem-vindo/a!

“Um dia decidimos que poderíamos fazer mais do que já fazemos no nosso dia-a-dia profissional. Que os nossos conhecimentos poderiam ser úteis neste mundo cibernáutico, onde a informação nem sempre é filtrada e tende a gerar ideias erróneas ou imensas dúvidas na população de Pais. O acaso fez o seu trabalho e várias sugestões por parte de vários conhecidos fizeram-nos tomar a dianteira e surgiu este projeto, a 1 de Fevereiro de 2017.”

Saiba mais sobre nossa missão

Fale connosco!

Email: opaiamaeeu@gmail.com

Arquivo do Blog

  • junho 2022 (1)
  • maio 2022 (1)
  • abril 2022 (4)
  • janeiro 2021 (1)
  • dezembro 2020 (4)
  • novembro 2020 (3)
  • outubro 2020 (3)
  • setembro 2020 (4)
  • agosto 2020 (2)
  • março 2020 (5)
  • fevereiro 2020 (7)
  • janeiro 2020 (5)
  • novembro 2019 (9)
  • outubro 2019 (7)
  • setembro 2019 (4)
  • julho 2019 (2)
  • junho 2019 (7)
  • maio 2019 (7)
  • abril 2019 (5)
  • março 2019 (8)
  • fevereiro 2019 (9)
  • janeiro 2019 (6)
  • dezembro 2018 (4)
  • novembro 2018 (7)
  • outubro 2018 (9)
  • setembro 2018 (3)
  • agosto 2018 (3)
  • junho 2018 (4)
  • maio 2018 (12)
  • abril 2018 (12)
  • março 2018 (12)
  • fevereiro 2018 (7)
  • janeiro 2018 (11)
  • dezembro 2017 (9)
  • novembro 2017 (14)
  • outubro 2017 (8)
  • setembro 2017 (8)
  • julho 2017 (1)
  • junho 2017 (15)
  • maio 2017 (19)
  • abril 2017 (11)
  • março 2017 (20)
  • fevereiro 2017 (12)
  • janeiro 2017 (21)

Posts mais Populares

  • Alexandra da Silva Couto
    Nasci em Lisboa e sou mãe de 4 prematuros, dois dos quais gémeos.  Fiz a licenciatura em Medicina, na Faculdade de Medicina de Lisboa. ...
  • Joana Gil
    Olá o meu nome é Joana Sofia Gil. Nasci em Lisboa. Ingressei na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa onde concluí o Mestra...
  • Em que consiste a consulta de Saúde Materna?
    Em Portugal, a Direção Geral de Saúde criou um programa de vigilância da gravidez que visa a prestação dos melhores cuidados à grávida, o ac...
Com tecnologia do Blogger.

Categorias

"Descida" do leite Adolescência Alimentação mãe Alimentação saudável Amamentação Chuchas Colaboradores Conservação do leite Contactos Cuidados infantis Desenvolvimento infantil Direito da Família Equipa Escola Evolução Família Featured Fissuras mamilos Galeria Gravidez História Horários Infertilidade Ingurgitamento mamário e mastite Introdução Leite fraco Leite materno exclusivo Mãe Mamilos rasos ou invertidos Missão e Equipa Atual O que são? Pai Parentalidade Pega correcta Posições mãe e bebé Prematuridade Prognóstico Relactação Segurança infantil Uma ou duas mamas Vantagens

Temas

  • Infertilidade
  • Gravidez, Parto e Pós-Parto
  • Prematuridade
  • Aleitamento Materno
  • Desenvolvimento Infantil
  • Cuidados infantis
  • Segurança infantil
  • Adolescência
  • Direito da Família
  • Escola
  • Diário de um Pai
  • Diário de uma Mãe
  • Comer bem... Crescer melhor!
  • Galeria de Eventos
  • Colaboradores
© O Pai, a Mãe e Eu! • Made with love by Taini Creative Studio