Maria Aires
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Em 1991 licenciei-me em Educação de Infância, na Escola Superior de Educação Jean -Piaget, em Almada.
Em
2008 realizei a especialização em Necessidades Educativas Especiais, Domínio
Cognitivo e Motor, na Escola Superior de Educação, de Beja.
No meu percurso
profissional trabalhei como Educadora de Infância, depois trabalhei 4 anos na
APPACDM em CAO (Centro de Atividades Ocupacionais). Nos seis anos seguintes, trabalhei com crianças e famílias no Serviço Nacional de Intervenção Precoce.
Atualmente
sou docente de Educação Especial, apoiando crianças com Necessidades Educativas
Especiais, no Agrupamento de Escolas de Moura.
Nunca é demasiado cedo para proteger o seu filho das cáries
segunda-feira, 17 de julho de 2017
As doenças orais são um dos principais problemas na saúde infantil e juvenil, sendo a cárie dentária a doença crónica mais prevalente na infância. A sua prevenção é importante uma vez que têm uma grande influência a nível da economia familiar, com repercussão a nível laboral e escolar, devido ao absentismo.
O aparecimento desta doença pode ter diversos fatores, nomeadamente a higiene oral, a alimentação, medicamentos utilizados para o tratamento de outras doenças e suplementação de flúor, tendo um estudo demonstrado que a frequência com que ocorre difere da região do país onde vive a criança.
O despiste das cáries dentárias passa por:
- Deteção precoce de lesões;
- Vigilância ativa;
- Visitas regulares ao higienista oral/ dentista.
A prevenção é a melhor "solução", sendo que deve envolver pais e crianças e ter em consideração o meio sociocultural e o nível socioeconómico de cada família.
PREVENÇÃO PRÉ-NATAL
No que respeita à educação no âmbito da saúde materna (gravidez), devemos dar ênfase à importância de uma correta higiene oral e incentivar a diminuição da ingestão de alimentos/ bebidas açucaradas, uma vez que, estas medidas previnem o aparecimento de cáries nos seus filhos.
É importante que esta vigilância decorra essencialmente durante o 3º trimestre da gravidez.
PREVENÇÃO PÓS-NATAL
Transmissão Vertical (De pais/ cuidadores para filho)
- Os pais deverão manter uma boa higiene oral;
- Não deverão partilhar com o seu filho, utensílios e alimentos que já tenham levado à boca.
Higiene Oral
A escovagem dentária com uma pasta com fluoreto é uma das principais medidas de prevenção de cáries e que deve fazer parte da rotina da higiene diária do bebé.
- Recém- nascido/ Lactente
- A higienização da boca do bebé deve iniciar-se mesmo antes de nascer o primeiro dente;
- Deve utilizar-se uma compressa (gaze) embebida em água morna e passá-la nas bochechas, língua e gengivas do bebé, após a amamentação/ aleitamento;
- Quando nasce o primeiro dente, a higiene da boca deve ser feita duas vezes por dia, sendo uma das vezes obrigatoriamente após a última refeição;
- Deve ser utilizada uma compressa, dedeira ou escova macia com uma pasta contendo 1000-1500 ppm de fluoreto;
- A quantidade de pasta a utilizar deve ser semelhante ao tamanho da unha do dedo mindinho da própria criança.
2. Dos 3 aos 6 anos
- Os pais devem incentivar a criança a escovar os seus próprios dentes, supervisionando. É importante relembrar que o exemplo que os pais dão é de grande importância, uma vez que a criança tende a agir por imitação, levando-a a adquirir hábitos de higiene oral;
- A escovagem deve ser realizada duas vezes ao dia e durante pelo menos 2 minutos, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar, com uma pasta fluoretada com a dosagem e a quantidade referidas anteriormente;
- A escova deve ser macia, de tamanho adequado à boca da criança e substituída a cada três meses. Pode ser manual ou eléctrica;
- As pastas de dentes com sabores atrativos devem ser desencorajas para que não haja a tendência de a criança engolir;
- Após a lavagem dos dentes, a criança deve ser incentivada a cuspir a pasta e não a enxaguar com água, para que haja uma maior concentração de fluoretos e consequentemente uma maior ação tópica.
3. Aos 6 anos
- Se a criança já tiver um controlo dos movimentos finos, a escovagem deve ser realizada por ela. Caso contrário os pais devem apoiá-la ou substituí-la;
- A escovagem deve ser realizada duas vezes ao dia e durante pelo menos 2 minutos, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar. A pasta de dentes deve ter entre os 1000 e os 1500 ppm de fluoreto, idêntico ao usado pelos adultos, numa quantidade de cerca de 1 cm;
- A escova deve ser macia ou média de acordo com o tamanho da boca da criança;
- O nascimento dos molares permanentes requer uma atenção redobrada e uma técnica específica de escovagem, uma vez que as suas características aumentam o risco de aparecimento de cáries.
4. Dos 9 aos 10 anos
- Deve utilizar-se fio dentário de forma a higienizar os espaços entre os dentes.
Suplementos de flúor
No que respeita ao suplemento de flúor, deve ser tida em conta a indicação dada pelo pediatra/ dentista.
De acordo com o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, a administração de flúor deve iniciar-se em crianças com mais de 3 anos.
Medicamentos
Deverá ter-se em consideração que a maioria dos medicamentos para crianças contêm sacarose (um tipo de açúcar), o que leva ao aumento do risco de cáries, caso seja administrado com frequência. Neste caso deverá falar sobre este assunto com o pediatra/ dentista da criança.
Educação Alimentar
- A amamentação deve prolongar-se até aos 6 meses em exclusivo, sempre que possível;
- A dieta deve ser equilibrada evitando bebidas açucaradas/ gaseificadas e guloseimas.
O Pai, a Mãe e Eu
As imagens foram retiradas do banco de imagens gratuito Pixabay e google imagens.
O desenvolvimento motor normal no primeiro ano de vida (11 e 12 meses)
quarta-feira, 28 de junho de 2017
11 Meses
Já tem uma personalidade muito forte, sabendo bem o que quer e o que não quer. Já responde a pequenas ordens como "dá cá o sapato!" ou "onde está a mamã?". Quer comer sozinho. Passa a maior parte do tempo em pé. Anda seguro por uma das mãos, passa de um móvel para o outro podendo até dar uns passinhos. Anda com as pernas abertas e os braços levantados para ter mais equilíbrio.
- Ande com a criança apenas segura por uma mão ou segurando atrás na camisola. Se percebe que a criança ainda tem medo, não force. Dê-lhe o apoio que precisa até ganhar mais confiança. Dê-lhe tempo!
- Os pais podem colocar-se frente a frente e a criança vai de um para o outro, sozinha. Vamos aumentando progressivamente a distância.
12 Meses
Normalmente, por volta dos 12-13 meses, as crianças adquirem a marcha independente. Há algumas que são um pouco mais medrosas e têm dificuldade em largar o dedo dos pais, libertando-se um pouco mais tarde.
Conseguem pôr-se de pé sem apoio e brincam de cócoras. Nesta fase, a criança está fascinada com a sua autonomia e quer explorar tudo à sua volta. É, por isso, normal que passe menos tempo sentada a brincar. Têm uma energia inesgotável!!
Diz, em média, 6 palavras; reconhece nos livros alguns animais e imita os sons que alguns deles produzem. Elas imitam a atitude dos pais, por isso é preciso dar bons exemplos. Nesta altura, as crianças vão essencialmente aperfeiçoar as tarefas anteriores, uma vez que ganham mais força, mais destreza e mais equilíbrio, tornando todos os movimentos mais harmoniosos.
Conseguem pôr-se de pé sem apoio e brincam de cócoras. Nesta fase, a criança está fascinada com a sua autonomia e quer explorar tudo à sua volta. É, por isso, normal que passe menos tempo sentada a brincar. Têm uma energia inesgotável!!
Diz, em média, 6 palavras; reconhece nos livros alguns animais e imita os sons que alguns deles produzem. Elas imitam a atitude dos pais, por isso é preciso dar bons exemplos. Nesta altura, as crianças vão essencialmente aperfeiçoar as tarefas anteriores, uma vez que ganham mais força, mais destreza e mais equilíbrio, tornando todos os movimentos mais harmoniosos.
Proporcionar um ambiente estimulante é fundamental, mas tendo sempre em conta os limites da criança. A ansiedade dos pais pode atrapalhar o seu progresso. Quando ela não conseguir fazer uma das brincadeiras propostas, não desanime, tente noutra altura. Deixe que ela aprenda no seu tempo. Não faça comparações com o irmão mais velho ou com outras crianças. Cada um tem a sua personalidade e os seu ritmo. O mais importante é que os pais e a criança sintam prazer nas atividades que estão a realizar. Espero que estas dicas tenham sido úteis e que contribuam para o bem estar da família.
Sejam felizes!!
Sandra Crespo
Imagens retiradas do Google Imagens
O desenvolvimento motor normal no primeiro ano de vida (8-10 meses)
8 Meses
Agora acabou-se o sossego!
O bebé gosta de explorar e de se movimentar, testando os limites dos movimentos do seu corpo. Tudo é novo e o bebé tem uma curiosidade enorme em conhecer tudo o que o rodeia. Já consegue passar da posição de bruços para sentado; rasteja para a frente; consegue ficar de gatas, baloiçando-se para a frente e para trás.
Em pé, agarrado, gosta de pular. É a chamada fase do "pula-pula"! Faz pinça fina, ou seja, agarra pequeninos objetos usando o polegar e o indicador. Aponta para os objetos ou para chamar a atenção dos adultos. Começa a explorar o mundo com os dedinhos, enfiando o indicador em todos os orifícios, incluindo tomadas elétricas. Um desassossego!
- Proteja as tomadas elétricas; atenção aos fios dos candeeiros e toalhas penduradas... eles vão puxar!!!
Mantenha as portas da casa de banho e cozinha sempre fechadas. Se tiver escadas coloque uma cancela.
Objetos e substâncias perigosas arrumados em local vedado à criança. Se houver irmãos mais velhos, atenção aos brinquedos com peças pequeninas. Inevitavelmente irão colocá-las na boca, podendo engoli-las.
- Não deixe nunca o bebé sentado na cadeira de alimentação sem os cintos corretamente apertados. A cadeira do bebé deve estar suficientemente afastada da mesa dos pais, para evitar que chegue aos alimentos quentes.
- Deve dizer NÃO firmemente para que o bebé comece a perceber o que é e o que não é permitido.
- Durante a alimentação dê-lhe a colher para a mão para que possa treinar a coordenação mão - boca. Dê-lhe também um copo com pegas para que beba a água sozinho.
9 Meses
Embora gatinhar não seja um requisito obrigatório, os que o fazem normalmente é por volta do nono mês que iniciam esta habilidade. Começam a pôr-se de pé agarrados às grades da cama. Ficam em pé apoiados. Quando se querem sentar, deixam-se cair de rabo.
- Coloque o bebé de joelhos a brincar numa mesinha de atividades. Incline-o para um dos lados para que ele liberte a perna oposta e faça o apoio no pé (posição semi-ajoelhado). Treine isto para ambos os lados.
- Quando o bebé está sentado no chão e vai levantá-lo, permita que o bebé participe na atividade: coloque-se perpendicularmente ao bebé, dê-lhe as mãos, faça-o rodar o tronco e ficar de joelhos. Incline-o para um dos lados para ficar semi-ajoelhado. Puxe-o agora para ficar em pé. Desta forma, a criança aprende mais rapidamente a pôr-se de pé sozinha.
- Incentive os jogos de encaixe e de empilhar.
- Proporcione momentos de leitura, identificando objetos e animais.
10 Meses
Começa a fazer marcha lateral, ou seja, anda de lado agarrado aos móveis ou às paredes. Contudo, o gatinhar ainda é a forma de locomoção preferencial, uma vez que consegue fazê-lo com maior velocidade. Em pé apoia a barriga para libertar as mãos para brincar. Consegue apanhar um objeto do chão mantendo-se agarrado com a outra mão.
- Pode treinar o equilíbrio em pé, encostando o bebé a uma parede.
- Use sapatos com contraforte atrás para lhe dar mais estabilidade no tornozelo.
- Deixe a criança descalça experimentar vários tipos de texturas de chão como a areia, relva, o tapete, ... Assim irá ajudar na formação do arco do pé e melhorar o seu equilíbrio.
- Pode treinar a marcha segurando o bebé pelas mãos (não levante os braços do bebé acima do nível dos ombros dele) ou então deixe-o empurrar um banco/ cadeira pesado e estável. Atenção que há alguns carrinhos de empurrar à venda no mercado, que supostamente são para treinar a marcha, mas são extremamente leves e por isso não são seguros!!
- Brinque com a criança empurrando-a ligeiramente para trás, para que caia de rabo no chão. É importante saber cair para não "ganhar" medo.
Sandra Crespo
Imagens retiradas do Google Imagens
O desenvolvimento motor normal no primeiro ano de vida (5-7 meses)
5 Meses
Deitado de barriga para baixo consegue levantar o tronco ficando apoiado só nas mãos. De barriga para cima, brinca com as pernas e com os pés. Transfere objetos de uma mão para a outra. Agarra tudo o que está à sua volta e leva à boca. Consegue virar-se de lado e por vezes vira-se de barriga para baixo. Senta-se como tronco todo inclinado para a frente e as mãos apoiadas entre as pernas. O seu rosto já manifesta expressões de alegria, excitação, susto ou medo.
- Brinque com o bebé deitado de barriga para cima, com as mãos nos joelhos, balance-o para um lado e para o outro.
- Sente-o ao seu colo ou numa bola e balance-o lentamente de um lado para o outro. Veja como ele ajusta o tronco para se equilibrar.
- Podemos começar a sentar o bebé com almofadas à volta ou no canto da cama de grades. Devemos colocar um tabuleiro com os brinquedos ou escolher brinquedos mais altos. Como o bebé ainda tem pouca força nas costas, se se inclinar à frente para apanhar o objeto que está no chão, terá muita dificuldade em voltar à posição inicial.
- Quando sentado ao colo dos pais, reduza o apoio dado ao bebé.
- Pode transportar a criança voltada para a frente, com o rabinho apoiado na sua anca. Não só tem um maior campo de visão, como está a fortalecer os músculos das costas.
- Se o bebé estiver deitado e pretender sentá-lo, puxe-o por uma das mãos permitindo que ele apoie a outra mão no chão.
- Coloque o bebé em frente ao espelho para promover reações.
- Ofereça-lhe brinquedos com diferentes texturas, consistências e formas.
6 Meses
Já tem equilíbrio sentado. Se estiver interessado num brinquedo, quando tentamos retirar-lho, ele vai oferecer resistência. Quando deitado de bruços, rola para a posição de barriga para cima e vice-versa. Leva os pés à boca. Gosta de ser o centro das atenções e não gosta de ficar sozinho. Distingue os rostos familiares e os estranhos.
- Com o bebé sentado, coloque os brinquedos dos lados em vez de os colocar entre as pernas. Incentive-o a ir buscar os brinquedos que estão mais longe. O bebé irá inclinar-se e acaba por cair ficando de barriga para baixo. Como na fase inicial, esta passagem faz-se de forma rápida e pouco controlada. É importante escolher brinquedos que evitem que o bebé se magoe ao cair sobre eles.
- É altura de ensinar partes do corpo como a cabeça, mãos e pés; dizer o nome dos objetos usados nas rotinas (sapato, copo, colher, água, etc.); bater palminhas, fazer jogos como "a pitinha põe o ovo". Deve falar muito com o bebé e cantar canções.
7 Meses
Nesta fase, o bebé já se movimenta bastante: passa de sentado para a posição de barriga para baixo com controlo, rebola para ir buscar os brinquedos; rasteja para trás revelando alguma frustração, porque se encontra cada vez mais longe do objeto. Anda à volta fazendo da barriga o ponto de apoio. Em pé, agarrado pelas axilas, já faz um bom apoio dos pés, suportando o peso do corpo nas pernas. Quanto à linguagem, é a fase em que começa a dizer algumas sílabas: "dá-dá-dá", "ma-ma-ma", "pá-pá-pá".
- Para se sentar, dê-lhe a mão e espere que o bebé se puxe;
- Com o bebé de bruços, ponha os brinquedos à frente dele, mas distantes para que precise deslocar-se para os agarrar. Ajude-o a fixar os pés no chão para que consiga dar o impulso para a frente.
- Não use "aranhas"! Elas são uma falsa ajuda: o bebé está suportado por isso não treine o equilíbrio; como não chega ao chão, vai fazer o apoio apenas na ponta dos pés; por estar sentado fica com pernas arquedas; vai deslocar-se movendo os dois pés ao mesmo tempo e não alternadamente, como é suposto na marcha.
Sandra Crespo
Imagens retiradas do Google imagens
O desenvolvimento motor normal no primeiro ano de vida (2 - 4 meses)
2 Meses
No segundo mês são visíveis novos comportamentos e conquistas. Deitado de barriga para baixo, o bebé consegue manter a cabeça levantada durante mais tempo; roda a cabeça na direção de um som que lhe desperta a atenção. Embora as mãos se mantenham ainda a maior parte do tempo fechadas, abre-as quando tocadas por um objeto. Sorri muito, começa a emitir sons e faz algumas expressões para imitar o adulto como deitar a língua de fora e enrugar a testa. Faz movimentos rápidos das pernas e braços para manifestar alegria.
- Podemos colocar mobiles no berço do bebé para que ele comece a seguir o movimento dos objetos.
- Para facilitar a posição de barriga para baixo, colocamos um rolinho debaixo das axilas, de forma a que o bebé consiga fazer o apoio nos antebraços. Coloque brinquedos com luz e som à frente dele, para o incentivar a manter a cabeça no meio e levantada.
- Sempre que precisar mudar o bebé de posição (de barriga para cima, para posição de bruços e vice-versa), faça-o rodando o bebé sobre ele próprio.
3 Meses
Já se mantém bastante tempo de barriga para baixo, com apoio nos antebraços (sem nenhuma ajuda), conseguindo manter a cabeça elevada para observar os movimentos à sua volta. De barriga para cima já consegue esticar os braços para tocar nos objetos, agarra-os e leva-os à boca. Segue os objetos até 180º. Quando puxado pelas mãos para a posição de sentado, a cabeça acompanha o corpo.
- Escolha brinquedos leves e fáceis de agarrar, para que o bebé os consiga explorar com facilidade e segurança.
- Coloque o bebé no tapete, no chão, sempre que estiver acordado e disponha os brinquedos à sua volta para que ele comece a tentar alcançá-los. Evite as espreguiçadeiras!
- Faça a brincadeira do avião.
- Coloque o bebé deitado de lado a brincar e assim estará a treinar o equilíbrio.
- Não prepare refeições ou ingira bebidas quentes com o bebé ao colo. Ele pode ter um movimento brusco e derramar a bebida sobre si próprio.
4 Meses
Nesta fase, o bebé revela uma grande evolução na socialização: a sua vocalização é mais rica e mais intensa, dá gargalhadas, guincha ou tosse para chamar a atenção sobre si; reage quando o chamam pelo nome. Tem preferência por um brinquedo. Quando está de barriga para baixo já consegue levantar o tronco superior e libertar uma mão para tocar no brinquedo.
- É a altura ideal para começar a brincar com o bebé: fazer caretas, esconder a cara (fazer "cu-cu"), emitir sons parecidos com os que ele faz, para que os repita.
- No banho permita que a criança explore a água, movimentando-se à vontade, chapinhando.
- Evite brincadeiras agitadas antes da hora de dormir, pois poderá comprometer o sono.
Sandra Crespo
Imagens retiradas do Google Imagens
O desenvolvimento motor normal no primeiro ano de vida (Recém-nascido e 1 mês)
Todos os pais querem o melhor para os seus filhos e, de alguma forma, contribuir para que tenham um desenvolvimento motor adequado e harmonioso. Muitas vezes o que acontece é que não sabem quais são as competências esperadas para cada uma das fases do bebé e consequentemente, como ajudar o seu filho a adquirir essas mesmas competências.
Desta forma, este artigo tem como objetivo dar a conhecer as etapas do desenvolvimento motor normal, no primeiro ano de vida das crianças, bem como fazer sugestões de atividades para que os pais possam acompanhar e estimular os filhos de forma mais apropriada.
Consideram-se três grandes áreas do desenvolvimento infantil: motor, cognitivo e emocional. Estas três áreas interligam-se, influenciam-se e acontecem em simultâneo. O desenvolvimento motor decorre, maioritariamente, no primeiro ano de vida e de forma sequencial. Cada competência ou capacidade adquirida é fundamental para a aquisição da próxima. Contudo, apesar do desenvolvimento ter fases e etapas bem definidas, cada um terá o seu próprio ritmo. Cada bebé, tal como o indivíduo adulto, irá responder de forma muito particular aos estímulos vividos e/ ou oferecidos. O ambiente e a quantidade de estímulos a que a criança é sujeita vai ter grande influência quer nas competências motoras, quer comportamentais. O bom senso, o carinho, a calma e o respeito estão na base do sucesso do desenvolvimento psicomotor e da relação pais-filho.
Vejamos então, mês a mês, as competências esperadas e algumas estratégias para ajudar na aquisição das mesmas.
Recém-nascido
Os primeiros dias são de descoberta. O bebé está a adaptar-se ao seu novo mundo. Também para os pais é tudo novidade. Com tempo, calma e sobretudo sem angústias, vão aprendendo a reconhecer comportamentos e as necessidades do bebé.
É fundamental que usufruam do momento! O bebé recém-nascido apresenta uma posição muito fletida, com a cabeça rodada para um dos lados. De barriga para baixo, ele é capaz de levantar a cabeça e de a virar para um lado e para o outro a fim de libertar as vias aéreas. Distingue a voz da mãe de todas as outras e acalma com música suave e ritmada.
- O bebé recém-nascido passa a maior parte do tempo a dormir e, como tal, ainda não está muito disponível para a interação. Contudo, pode aproveitar para o embalar ao colo, conversar ou cantar para ele, mantendo o seu rosto a uma distância de 15 - 20cm, que é a distância a que ele vê.
- Cada vez que deitar o bebé no berço, deite-o numa posição diferente para evitar o achatamento da cabeça.
- Aproveite o tempo do sono do bebé para descansar também.
Um mês
Já mantém a cabeça ao centro; fixa e segue o rosto do adulto a uma distância de 30cm; quando falam com ele fica parado e atento. Sorri. De barriga para baixo levanta a cabeça por breves instantes. - Converse com o bebé mantendo-o alinhado e a uma distância de 30cm.
- A posição de bruços é importante, pois estimula a elevação da cabeça e, posteriormente, o seu controlo. Deverá aproveitar a rotina do bebé e colocá-lo de barriga para baixo: sempre que põe o creme nas costas ou tem que apertar/ desapertar as molinhas da roupa.
- Pode deitá-lo de bruços no seu próprio peito (mãe/ pai).
- Não deixe o bebé no "ovinho", na espreguiçadeira ou em qualquer cadeira de transporte sem os cintos devidamente apertados.
Sandra Crespo
Imagens retiradas do Google Imagens
Sandra Crespo
segunda-feira, 26 de junho de 2017
Sou licenciada em Fisioterapia, com especialização em Pediatria. Tenho a Pós-Graduação em Tratamento do Neurodesenvolvimento e Sub-Especialização em Neonatologia. Para além disto, sou Instrutora de Massagem Infantil.
Trabalho no Hospital Dona Estefânia desde 1991.
Para mim a Pediatria, mais do que um desafio, é uma paixão!
Plagiocefalia Postural - Como prevenir e como atuar?
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Os bebés crescem muito rapidamente e as suas cabeças não são exceção. Para se adaptar a esse ritmo de crescimento, os ossos do crânio ainda não estão fixos, são "moldáveis", permitindo que o crânio se adapte ao canal de parto. Por este motivo, há bebés que nascem com a cabeça menos arredondada do que outros.
A plagiocefalia posicional ou síndrome da cabeça achatada significa que o crânio tem um formato assimétrico.
A plagiocefalia pode estar presente no nascimento ou ser desenvolvida ao longo do tempo. Os pontos planos geralmente aparecem na parte de trás do crânio ou em ambos os lados e, no período pós-natal, maioritariamente surge quando um bebé dorme na mesma posição por um longo período de tempo.
A sua incidência aumentou de forma significativa desde que se passou a promover o sono do bebé na posição de barriga para cima (Campanha "Back Is Best"), para prevenção do Síndrome de Morte Súbita.
É importante salientar que os berços não são os únicos culpados aqui. Os assentos de carro e espreguiçadeiras, ou qualquer outro lugar onde o seu bebé gasta uma quantidade significativa de tempo, todos podem contribuir para o desenvolvimento da plagiocefalia.
Na maioria dos casos, a plagiocefalia surge nos primeiros meses de vida e poderá prolongar-se por algum tempo, daí a necessidade de se estar atento à sua evolução, embora seja impossível tratar. Quanto mais cedo for detetada, mais fácil será de resolver.
Existem fatores de risco pré e pós-natais que aumentam a probabilidade de ocorrência das plagiocefalias. São eles:
- Parto distócico (forceps, ventosas);
- Apresentação pélvica;
- Posição in útero;
- Gemelaridade;
- Escassa mobilidade (permanência do bebé na mesma posição);
- Posicionamento preferencial;
- Prematuridade;
- Atraso de desenvolvimento;
- Torcicolos.
Como tratar a plagiocefalia?
A maioria dos casos resolver-se-á em questão de semanas/ meses. No entanto, deve consultar o seu pediatra e um fisioterapeuta especializado caso note algum achatamento na cabeça do seu bebé. Isto porque é importante definir a causa da plagiocefalia e, se esperar muito tempo, o crânio do bebé ficará menos flexível ao longo do tempo, dificultando a resolução.
Se o seu bebé tiver Plagiocefalia Posicional ou achatamento em zonas do crânio, há uma variedade de coisas que pode fazer para ajudar a resolver o problema. Nomeadamente:
- alternar a posição do bebé no berço (durante o dia e quando está acordado);
- alternar a posição do berço (ou do bebé) no vosso quarto para que o bebé olhe para a vossa cama pelo lado em que não tem achatamento;
- pegue ao colo de forma a que o bebé fique a olhar para vós pelo lado não achatado do crânio;
- no dia-a-dia privilegie os estímulos pelo lado do bebé que não está achatado, colocando bonecos ou chamando-o por esse lado, ...
- procure um fisioterapeuta especializado que o ajude a adaptar os ensinos ao seu caso específico.
Como previnir a Plagiocefalia?
- Alternar a posição do berço (ou do bebé) no vosso quarto, para que o bebé olhe para a vossa cama, uma semana pelo lado esquerdo e uma semana pelo lado direito. Vá alternando semana a semana;
- Pegue ao colo alternando o lado, de cada vez que pega, para que ele fique a olhar para vós alternando os lados;
- no dia-a-dia, alterne os estímulos pelos dois lados do bebé (ora abordam pelo lado direito, ora pelo lado esquerdo).
Lembrem-se que a plagiocefalia é relativamente comum, mas há muitas coisas que pode fazer para ajudar a cabeça do seu bebé a permanecer lindamente redonda.
Arícia Garrido da Silva
Arícia Garrido da Silva
segunda-feira, 19 de junho de 2017
Olá a todos!!
Eu sou a Arícia. Sou mãe de 4 meninas maravilhosas. Sou Fisioterapeuta e apaixonada pela Vida e pelo que faço com ela.
Sou Licenciada em Fisioterapia, pela Escola Superior de Saúde Atlântica, Pós-Graduada na área da Saúde da Mulher, pela Escola Superior de Saúde de Alcoitão, entre outras especialidades como certificada em Ginástica Hipopressiva, Fisioterapia Respiratória Pediátrica e Terapia Shiatsu.
Trabalho na Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC) desde 2008 e comecei a minha intervenção na área da Preparação para o Nascimento e Prevenção e Recuperação de Disfunções Uroginecológicas na Mulher. Nos últimos dois anos exerço a minha função na Unidade de Neonatologia.
O meu principal objetivo, independentemente da área de intervenção, é promover (nos utentes e/ ou cuidadores) a consciência do nosso corpo e do que se passa com ele. Esta consciência passa por fornecer ferramentas, aos cuidadores e/ ou seus cuidadores, que os ajude a recuperar e/ ou prevenir determinadas disfunções.
Na minha opinião este blog - O Pai, a Mãe e Eu - é uma excelente ferramenta, por isso aproveitem-na!
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