O Pai, a Mãe e Eu!
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Como se calcula a Idade Gestacional?

quinta-feira, 16 de novembro de 2017
A gravidez é um estado fisiológico que decorre entre a fecundação e o nascimento. À duração deste estado denomina-se Idade Gestacional (IG), período este onde se vai desenvolvendo o feto. No ser humano, este período tem uma duração de 40 semanas (9 meses, 280 dias ou 10 ciclos lunares). 

De forma a estimar a idade do feto, calcula-se a IG. Por métodos clínicos não se consegue determinar o dia da fecundação, pelo que se utiliza a data do primeiro dia da última menstruação (DUM) para se chegar ao dia da conceção de uma forma indireta.




É importante ressalvar que embora a duração de uma gestação humana seja em média de 40 semanas (40s), isto não quer dizer que a data do parto seja ao fim deste tempo, por isso se denomina data provável de parto (DPP). Esta data é relevante como referência, considerando-se gestação de termo entre as 37s e as 41s e 6d (d= dias).

A IG é contabilizada em semanas de modo a ir ao encontro das necessidades de vigilância da grávida, visto que o desenvolvimento fetal é consideravelmente rápido de semana para semana (principalmente na primeira metade da gravidez) e também as transformações no organismo da mulher.


Importância do cálculo da idade gestacional

Os partos pré-termos, pós-termos e restrições do crescimento fetal (RCF) estão associados a morbilidade e mortalidade perinatal, assim é essencial ter um conhecimento preciso da IG para atuar eficazmente e definir estratégias na vigilância materno fetal. São exemplo, a marcação de exames em datas precisas, a indução do parto (provocar o parto), etc. O conhecimento correto da IG em certas situações é fundamental para fazer a destrinça entre um feto saudável e um feto doente.


Como se calcula a idade gestacional

Existem vários métodos para calcular a IG, uns baseados na história clínica, outros no exame físico, outros na ultrassonografia e outros logo após o nascimento com o exame clínico e neurológico do recém-nascido. Os métodos mais utilizados são o tempo de amenorreia (o tempo desde que a mulher não menstrua) pela DUM e a ecografia no 1º trimestre.

O cálculo da IG pela DUM faz-se registando o primeiro dia da última menstruação e a data atual. Escreve-se o número de dias que faltam para terminar o mês da DUM. Aponta-se o número de dias dos meses seguintes até chegar aos dias do mês atual. Somam-se todos os dias e dividem-se por 7 (n.º de dias que tem uma semana) de forma a dar resultado em semanas e o número que sobra são os dias.

Exemplo: DUM - 20 de Julho de 2017; Data atual - 22 de Setembro de 2017
Assim soma-se 11+31+22=64. Divide-se este valor por 7 e o resultado é 9. Ao multiplicarmos 7x9=63, para 64 sobra 1. Então a IG= 9s + 1d.

Se quisermos calcular a DPP através da fórmula de Naegele, apontamos o dia da DUM e adicionamos 7 dias. Diminuímos 3 meses e somamos 1 ano. Pegando no exemplo anterior:

DUM - 20 de julho de 2017. Adicionamos 7 dias (20+7), sendo o resultado 27, sendo este o dia provável para o parto. Quanto ao mês, retiramos 3 meses, pelo que o mês será abril , para depois somarmos 1 ano, pelo que a DPP será 27 de abril de 2018.

O cálculo da IG por ultrassonografia é realizado por parâmetros biométricos do feto que o próprio computador calcula. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a realização da 1ª ecografia no 1º trimestre de gravidez para entre outras indicações estimar a idade gestacional.





Forma de cálculo da idade gestacional mais fidedigna

O cálculo da IG pela DUM pode ser sujeito a diversos vieses como por exemplo, incerteza na DUM pela grávida, abandono recente da pílula, irregularidades menstruais, etc. Estes aspetos retiram precisão ao cálculo da IG pela DUM. Vários estudos corroboram que a ecografia realizada no intervalo das 10s às 13s + 6d é o método com maior rigor para calcular a IG, dado que a taxa de variação do desenvolvimento fetal neste período é muito reduzida.

Segundo a Direção-Geral da Saúde, a IG cronológica tem por base o cálculo da DUM. O cálculo da IG cronológica deve ser aferido pela ecografia do 1º trimestre (entre as 11s e as 13s + 6d). Assim, a idade gestacional definitiva é sustentada pela avaliação do comprimento crânio-caudal fetal na ecografia entre as idades já referidas (idealmente).

No Boletim de Saúde da Grávida (BSG), emitido pelo Ministério da Saúde, regista-se a DPP avaliada pela DUM e a DPP corrigida por ecografia [DPP(C)].






Maria João Sôpa
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Maria João Sôpa

segunda-feira, 13 de novembro de 2017
O meu nome é Maria João Sôpa.

Sou Enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstétrica. Tenho o grau de Mestre, pelo Mestrado em Comunicação em Saúde da Universidade Aberta.

Apaixonada pela minha profissão e a trabalhar numa sala de partos, vejo o ato de nascer como algo maravilhoso e hercúleo, sentindo-me privilegiada por poder participar na viagem marcante e única para os pais, que é o nascimento de um filho. 

Sempre na procura de prestar cuidados de excelência, tenho adquirido formação em diversas áreas, tais como:
  • Aconselhamento em Aleitamento Materno;
  • Preparação para o parto e parentalidade;
  • Parir em movimento: posições facilitadoras para a mobilidade da pélvis e do parto;
  • Correção perineal após o parto;
  • Resolução de emergências obstétricas;
  • Técnicas naturais de diagnóstico e tratamento em obstetrícia 
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Mamã, Papá... Vamos dançar?

quarta-feira, 8 de novembro de 2017
Benefícios da Dança com Bebés, segundo o Método Embalaiê... 

... na fase pré-natal:

Desde antes do nascimento, a mãe pode dançar com o seu bebé enquanto ele está seguramente a desenvolver-se no aconchego do ventre materno. Uma suave dança de embalar neste período traz inúmeros benefícios para a mamã, como por exemplo, a diminuição dos níveis de ansiedade e stress; do melhoramento da circulação sanguínea e, portanto, da diminuição da sensação de "pernas cansadas" (muito comum especialmente no último trimestre da gestação); contribui para um parto o mais suave possível, entre tantos outros benefícios para a mamã e consequentemente para o bebé.



Se esse embalo for a dois, com o papá, além de todos os benefícios já mencionados, há também o fortalecimento do vínculo não só materno com o bebé, mas também o paterno, o que é fundamental para o bom desenvolvimento do bebé e também para o equilíbrio emocional da mamã, nesta fase onde as hormonas estão a saltitar de um lado para o outro, fazendo com que a mãe esteja a vivenciar um verdadeiro turbilhão de emoções! 


... no primeiro ano do bebé:

Após o nascimento, passado o primeiro mês (no caso de um parto natural e sem complicações) e de cerca de quase dois meses (no caso de uma cesariana), desde que a mãe esteja bem e que o seu médico ateste que está apta a iniciar uma aula de dança, a mãe poderá dançar com o seu bebé, o que irá promover uma boa recuperação pós-parto - a nível físico, mas especialmente emocional. 

Essa mãe estará em contacto com outras mães, dividirá suas alegrias, mas também os seus medos e incertezas, entre dicas sobre maternidade, amamentação, desenvolvimento infantil, entre tantos outros assuntos que surjam numa "roda de mães", além de que estarão a iniciar uma suave estimulação sensorial a este bebé que subtilmente estará a fazer as suas primeiras aprendizagens através da experiência sensorial.



A partir do terceiro mês de vida, na aula de dança com bebés (segundo o método de dança embalaiê), o bebé iniciará uma estimulação motora gradual que ajudará as mamãs e os papás a terem estratégias para "brincarem" com os seus bebés de forma a estimular o desenvolvimento motor para a aquisição de diversos marcos motores que vão desde a posição de deitado de barriga para baixo (decúbito ventral), até começarem a andar (marcha autónoma), numa aventura que poderá durar entre os 6 e os 15 meses, ou seja, desde os 9 meses do bebé aos seus 18 meses aproximadamente, dependendo da particularidade de cada bebé. Devemos lembrar que cada bebé é único, assim como o seu desenvolvimento, uns são mais precoces que outros e devemos respeitar a individualidade de cada um, lembrando que deverão sempre ter uma estimulação adequada, responsável e segura.





... no segundo ano do bebé:

Quando o bebé começa a andar a sua aventura será o descobrir (quase autonomamente) o mundo à sua volta. Quando esta descoberta se faz na companhia daqueles que mais ama e confia, a sua aprendizagem fica muito mais segura e portanto eficiente, além de muito mais feliz, claro!

Através de uma "brincadeira dançada", na dança com bebés (dança embalaiê), o bebé é estimulado a iniciar de forma rudimentar outros movimentos como o correr, o andar para trás, o saltar, o dar as mãos para fazer uma roda, o rolar pelo chão, o sair e entrar, subir e descer, entre outros movimentos importantes a serem desenvolvidos nesta fase da vida.




Além dos aspetos sensoriais e motores, outros aspetos do desenvolviemnto infantil são estimulados como a socialização e a comunicação com outros bebés (o brincar junto, o dividir um objeto, o diálogo e partilha, a observação e imitação, as rimas e músicas cantadas, etc) e da cognição que está presente em todas as experiências que vivencia.

O aspeto emocional é de fundamental importância para o desenvolvimento, especialmente durante a primeira e segunda infância (0 - 6/ 7 anos), ou seja, durante a fase pré-escolar, onde a presença dos pais ou encarregados de educação irão contribuir para que a criança se sinta segura para explorar o ambiente à sua volta e potencializar as suas aprendizagens, sabendo que no final da experiência irá receber um embalo dançando no colinho daqueles que ela mais confia e ama!


Embalaiê - a dança no desenvolvimento infantil

Embalaiê é um método que utiliza a dança na promoção do desenvolvimento infantil - áreas cognitiva, social, da linguagem e motora - e no fortalecimento do vínculo entre o bebé e os seus familiares, tendo como objetivo principal dar aos bebés um suporte emocional seguro para que se possam desenvolver harmoniosamente desde a fase intrauterina, até aos 3 anos.




Pensando em promover o desenvolvimento infantil de uma forma lúdica, criativa e consciente, foi criada a Dança Embalaiê, destinada a grávidas (a partir da 12ª semana de gestação), às mães e bebés de colo e aos bebés que gatinham e andam (acompanhados dos pais ou encarregados de educação). 

Para que a Dança Embalaiê chegue a mais famílias, foi criada a Formação em Dança Embalaiê, destinada a profissionais e estudantes que tenham interesse na área da promoção do desenvolvimento infantil pela dança e queiram adquirir mais conhecimentos nesta área e/ ou queiram fazer parte da Família Embalaiê. 



Psicomotricista Tatiana Perrone Dolores
www.embalaie.com


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Tatiana Perrone Dolores

segunda-feira, 6 de novembro de 2017


Olá! Sou a Tatiana Perrone Dolores. 

Sou Psicomotricista, Professora de Dança e criadora da marca Embalaiê - a dança no desenvolvimento infantil e método de dança embalaiê, com mais de 25 anos de experiência profissional nas áreas da educação e reeducação pelas artes. 






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Receitas saudáveis para toda a Família

Receitas saudáveis para toda a Família

sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Encontrámos estas receitas da nutricionista Sofia Rodrigues e deixamos a sugestão. Esperamos que, posteriormente, nos deixem a opinião sobre estes apetitosos menus. 

Hambúrgueres de Peru com cenoura
  • 600g de carne de peru picada
  • 50g de flocos de aveia (ou pão ralado)
  • 200g de cenoura ralada
  • 1 ovo
  • 1 colher de chá de curcuma (açafrão-da-índia)
  • salsa picada
  • 2 alhos
  • sal e pimenta
Preparação: Misture os ingredientes e molde em forma de hambúrgueres (80 a 100g/ cada)
  1. Coloque 1 colher de sopa de azeite numa frigideira anti-aderente e frite os hambúrgueres de ambos os lados (até alourar) OU
  2. Corte 2 cebolas e 2 tomates às rodelas e faça uma "cama" num tabuleiro de forno. Disponha os hambúrgueres em cima da cebola e do tomate, tempere com sal, 1 fio de azeite, louro e um pouco de pimenta. Leve ao forno durante 20 minutos. Sirva quente. 

Sugestão de almoço/ jantar para crianças:
  • 1 hambúrguer + 3 colheres de sopa rasas de arroz ou massa + salada (sem esquecer a sopa) 


Empadão de Peixe

Puré: 
  • 6 batatas doces cozidas com pele (retire a pele após estarem cozidas)
  • 200g de abóbora (cozida e bem escorrida ou ao vapor)
  • 1 couve flor pequena (cozida e bem escorrida ou ao vapor)
Preparação: Triture tudo até obter um puré e tempere com noz moscada, 1 colher de café de azeite, 5 ou 6 gotas de limão, alecrim fresco, sal e pimenta a gosto. Reserve. 

Recheio:
  • 400g de peixe (pescada, salmão, bacalhau, atum, ...)
  • 1 cenoura às rodelas
  • 1 cebola picada
  • 2 tomates maduros
  • 100g de brócolos
  • 1 curgete às rodelas
  • 50g de pimento encarnado fresco cortado em pedaços pequenos
  • azeite, sal e coentros
  • queijo ralado (mozarella magro)
Preparação: Corte e pique a cebola e os tomates. Coloque todos os ingredientes num tacho e deixe estufar durante cerca de 30 a 40 minutos. 

Num tabuleiro de forno monte o empadão: coloque 1 camada de puré no fundo do tabuleiro. Em cima do puré deite o recheio do peixe e termine com outra camada de puré. Polvilhe com um pouco de queijo ralado e leve ao forno para gratinar.

Sugestão de almoço/ jantar para crianças:
  • 4/ 5 colheres de sopa de empadão e salada (não esquecer a sopa)


A sobremesa fomos buscar ao Receita Para Tudo. Sobremesa vegetaria e que aparenta ter muito bom aspeto. 

Mousse de morango e sementes de chia

Ingredientes:
  • 720mL de leite de coco;
  • 150g de sementes de chia
  • 14 morangos grandes partidos em quartos (pode usar outra fruta que goste mais, tendo em conta as informações da autora da receita)
  • granola caseira para servir 
Preparação: 
  1. Trituram-se os morangos, com o leite de coco, no liquidificador ou com a varinha mágica.
  2. Coloca-se a mistura numa taça, juntam-se as sementes, mexe-se para que incorporem bem e leva-se ao frigorífico. Passadas 1 ou 2h deve-se retirar do frigorífico e voltar a mexer e colocar novamente até ao dia seguinte. Serve-se com um pouco de granola. 



O Pai, a Mãe e Eu
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Comer bem... Crescer melhor: A alimentação saudável na infância

A alimentação é um dos aspetos mais importantes na vida do ser humano, mas reveste-se de maior importância no caso da criança, já que ela necessita dessa fonte de energia e nutrientes para que ocorra um bom funcionamento do organismo, proporcionando um adequado desenvolvimento até à idade adulta.

Para que a alimentação seja considerada saudável, ela tem de ser completa, variada e equilibrada. É importante experimentar alimentos novos e evitar que a monotonia chegue "à mesa".

Relativamente aos hábitos alimentares das crianças portuguesas, verificamos que há um elevado consumo de açúcar, sal e gorduras, assim como se observa um número cada vez maior de crianças e adolescentes que referem nunca comer fruta e vegetais e que apresentam um baixo consumo de leguminosas (feijão, lentilhas, ...).

É entre os 2 e os 6 anos que as crianças começam a adquirir hábitos alimentares escolhendo os alimentos preferidos. Começam a perceber qual deve ser o seu comportamento durante as refeições, as rotinas associadas às mesmas, imitando os padrões alimentares que observam nos pais e amigos. Por estes motivos, esta é a idade preferencial para que os pais e profissionais de saúde, caso necessário, intervenham no sentido de introduzir uma alimentação saudável. 

No entanto, uma alimentação incorreta, com base em gorduras, sal e açúcares leva a problemas de saúde graves, nomeadamente a obesidade, que é hoje considerada como um problema de Saúde Pública. Esta, por sua vez, poderá levar ao aparecimento de diabetes, hipertensão arterial (tensão arterial elevada) e colesterol e triglicéridos elevados.

Os resultados de diversos estudos indicam que uma criança obesa tem cerca de 80% de possibilidade de ser um adulto obeso, caso não seja tratada devidamente na infância.

O tratamento desta doença requer muita disciplina, levando a algumas restrições, pelo que consideramos que a melhor forma será prevenir o seu aparecimento, promovendo desde logo uma alimentação saudável.


Então, a partir de que momento as crianças devem ser estimuladas a ingerir alimentos saudáveis?

A nossa resposta é: desde sempre!!!

Podemos começar a prevenção da obesidade infantil durante a gravidez. É importante que a Mãe promova uma alimentação saudável e evite o aumento excessivo de peso. Referem vários estudos que este cuidado levará à diminuição do risco de obesidade infantil.

Por outro lado, é do conhecimento geral e já foi alvo de inúmeros estudos, que a amamentação em exclusivo nos primeiros 6 meses diminui o risco de obesidade infantil. Este é o melhor alimento para os bebés, já que os nutrientes estão na quantidade adequada para o seu organismo. A alimentação complementar deve iniciar-se com os 6 meses de vida, nunca deixando de parte o leite materno, que deve prolongar-se pelo menos até aos 2 anos de vida da criança, caso criança e mãe o desejem.


Que tipo de alimentos deve oferecer ao seu filho e quais os que deve evitar?

Tendo em conta a Roda dos Alimentos, apresentamos o quadro abaixo onde estão presentes as diferentes categorias de alimentos e as porções a serem ingeridas de cada uma delas.




Para além disto, deve ter em atenção a redução do sal, açúcar e gordura na alimentação, tal como se sugere no quadro abaixo:


Algumas sugestões de lanches para crianças em idade pré-escolar:

É importante não esquecer dos lanches que as crianças levam para a escola. Devem levar na lancheira um lanche para meio da manhã e outro para meio da tarde.
Devido à sua importância, deixamos aqui alguns exemplos de lanches possíveis.
  • 200 mL de leite meio gordo simples (1 pacote) + meio pão de centeio + 1 fatia de queijo magro + meia maçã (ou 1 maçã pequena);
  • 1 iogurte líquido natural/ aroma (sem adição de açúcar) + meio pão integral + 1 queijo fresco + 1 peça de fruta pequena à sua escolha;
  • 1 iogurte sólido natural/ aroma (sem adição de açúcar) + meio pão de mistura + 1 fatia de peru ou frango + meia pêra (ou 1 pêra pequena);
  • 1 sumo "100%" fruta + meio pão de cereais + 1 fatia de queijo magro;
  • 1 iogurte sólido natural com puré de maçã e canela + 2 tostas.

Outros aspetos a ter em conta!

Não se esqueça que as refeições são momentos sociais e como tal:

  • deve promover as refeições em Família;
  • tal como referido anteriormente, evitar a "monotonia à mesa", promovendo refeições criativas;
  • contornar as questões de falta de apetite. 
Alguns dos aspetos mencionados neste artigo serão desenvolvidos mais à frente, a publicar noutras semanas, por isso não perca a nossa rubrica Comer bem... Crescer melhor, quinzenalmente. 


O Pai, a Mãe e Eu

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Apoio aos pais de bebés prematuros

quarta-feira, 1 de novembro de 2017
O nascimento de um bebé prematuro, muitas vezes após uma gravidez difícil e, o seu internamento numa unidade, pode ser vivido como uma experiência emocionalmente dolorosa e frequentemente muito stressante para ambos os pais.

Porque é difícil?
  • Porque não houve tempo para se despedirem da gravidez;
  • Porque se separaram do bebé;
  • Porque o bebé é diferente do que imaginavam;
  • Porque se sentem preocupados com o estado de saúde do bebé;
  • Porque é incerta e imprevisível a evolução do bebé;
  • Porque as unidades são estranhas e assustadoras;
  • Porque não é fácil poderem ser pais;
  • Porque se sentem impotentes para fazer alguma coisa;
  • Porque é difícil conseguirem explicar o que estão a sentir e a passar;
  • Porque vivem numa tensão constante e não podem relaxar;
  • Porque de repente todas as rotinas familiares se alteraram. 

O que podem sentir?

Confrontados com tantos desafios é normal os pais sentirem-se perdidos e atordoados num turbilhão de emoções e sentimentos. Choque, medo, tristeza, desapontamento, ansiedade, culpa, frustração e um sentimento de falta de controle, são por isso sentimentos normais que podem ser vivenciados e sentidos por ambos os pais. A constante tensão emocional vivida ao longo do internamento do bebé (sobretudo se for um longo internamento), provoca um grande desgaste físico e psicológico. 

O modo como os pais lidam com a situação pode variar e algumas pessoas conseguem sentir esta experiência, como um crescimento pessoal e reconhecimento da sua força interior. O equilíbrio psicológico que apresentam no momento, a situação de vida em que se encontram, bem como o apoio que sentem por parte da família, dos amigos e do trabalho, são alguns dos aspetos que podem influenciar o modo como irão reagir.

Embora as pessoas reajam de forma diferente, certo é que o internamento do bebé obriga os pais a fazerem uma caminhada difícil, exigente e stressante emocionalmente. Nesta caminhada, os pais passam por várias fases. O caos emocional que surge nos primeiros tempos, vai aos poucos sendo substituído por uma maior compreensão e adaptação: ao bebé; às unidades; aos técnicos e às rotinas. 


Aos poucos, os pais:
  • Querem sentir-se úteis, participar;
  • Querem envolver-se nos cuidados ao bebé;
  • Sentem-se cada vez mais próximos do bebé;
  • Compreendem cada vez melhor o seu bebé;
  • São capazes de integrar e compreender as informações que vão sendo transmitidas sobre o estado de saúde do seu bebé;
  • Criam as suas próprias rotinas nas unidades;
  • Criam laços afetivos com os profissionais das unidades;
  • Começam a sentir-se mais confiantes e menos ansiosos.
Mas sentem-se muito cansados, na medida em que o dia a dia dos pais aos longo do internamento pode ser muito desgastante física e emocionalmente. Não existem super pais, apenas pais que são pessoas e, que de repente se confrontam com uma situação para a qual não estavam preparados quando imaginavam ser pais. Neste sentido é importante estarem atentos a uma série de sinais, indicadores de um desgaste emocional grande e que pode criar um desequilíbrio psicológico pouco adaptativo, individualmente ou na relação de casal.


Sinais de alerta

De um modo geral podem ser identificados alguns sinais indicadores de elevados níveis de stress nos pais. São estes a Depressão; Ansiedade; Dificuldade em se ligarem ao Bebé e a Dificuldade em aceitarem a realidade. Estes indicadores criam dificuldades acrescidas, não só ao longo do internamento, mas também após a alta com consequências na vida dos pais, no modo como interagem com a criança e no seu desenvolvimento.



Por isso é importante que os pais estejam atentos à persistência de determinados sinais:
  • Alterações do sono/ alimentação;
  • Choro constante;
  • Mudanças de humor frequentes;
  • Medo intenso acompanhado de ansiedade difícil de controlar;
  • Apatia, tristeza e falta de energia incapacitante;
  • Procurarem o isolamento;
  • Dificuldade em olhar/ tocar no bebé/ participar nos cuidados;
  • Não conseguirem aceitar o que aconteceu e ficarem repetidamente a pensar no mesmo, sem conseguirem ultrapassar a situação;
  • Comunicação difícil entre o casal, sentir que não estão a ser compreendidos pelo(a) companheiro(a);
  • Dificuldade em lidar/ explicar aos outros filhos;
  • Dificuldade em conciliar rotinas familiares/ hospitalares. 


Estratégias para lidarem com a situação

Algumas estratégias podem ser utilizadas para os ajudar a viver este período da melhor forma possível. Imaginem-se a iniciar uma caminhada no desconhecido lado a lado com o vosso bebé. Os primeiros dias é de atordoamento e vive-se numa espécie de pesadelo do qual é difícil acordar. Depois, aos poucos, começa-se a encontrar um sentido, uma explicação, a compreender. 

Algumas DICAS podem ser importantes:
  • Dêem tempo ao tempo, as caminhadas fazem-se passo a passo;
  • Respeitem o vosso ritmo de adaptação - todos nós somos diferentes;
  • Não se assustem com os vossos sentimentos - nunca ninguém está preparado para esta experiência de parentalidade;
  • Mantenham-se informados, a informação dá segurança e tranquilidade;
  • Não se sintam sós, partilhem experiências com os outros pais;
  • Esperança (sempre) e consciência da realidade (também);
  • Conheçam o vosso bebé (mais do que um prematuro, ele é sempre um bebé);
  • Retirem tempo para cuidar de vocês e invistam naquilo que vos tranquiliza (pode ser um café com outros pais, fazerem um passeio para relaxar, ...);
  • Homens e mulheres expressam-se de forma diferente, embora sintam da mesma forma - tentem compreender as diferenças para que não haja conflitos entre o casal;
  • Procurem orientação e apoio na equipa de profissionais que acompanha o vosso bebé, mas a vocês também;
  • Não tentem ser super pais - homens - mulheres quando a dor emocional é difícil de ser suportada - procurem ajuda psicológica especializada. 

A todos os pais que conheci nestes 32 anos de trabalho e afeto, expresso a minha admiração pela sua força e resistência. 



Lília Brito
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Lília Brito

segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Olá! O meu nome é Lília Brito. 

Sou Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta. Tenho a especialização em Psicologia da Saúde e Psicologia Pediátrica. 

Trabalho no Centro Hospitalar Lisboa Central - Maternidade Dr. Alfredo da Costa, desde finais de 1985. Aqui, sou responsável pela Intervenção Psicológica no Serviço de Pediatria, nas áreas relacionadas com o nascimento de risco e apoio à parentalidade (internamento neonatal e acompanhamento pós-alta das crianças/ pais até à idade escolar). Desenvolvi vários projetos neste âmbito. 

Exerço também atividade clínica particular. 
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Três anos de Baby Led Weaning (BLW) - Afinal em que consiste?

terça-feira, 24 de outubro de 2017
Durante muitos anos a iniciação da diversificação alimentar seguiu parâmetros e regras razoavelmente rígidos, passando pelo uso obrigatório de papinhas e sopinhas, recebidas de boa vontade ou a contra gosto pelos lactentes a partir dos 4 meses.

O BLW baseado em premissas tão diferentes da alimentação convencional, veio trazer "uma lufada de ar fresco" à forma como alimentamos os nossos filhos, proporcionando-lhes a oportunidade de experimentarem uma infinidade de sabores, cores, texturas e consistências.

créditos da imagem: Cheguei ao Mundo


Os princípios básicos do BLW são simples:
  • o leite materno (ou o leite artificial) são a base da alimentação no primeiro ano de vida;
  • o bebé a partir dos 6 meses, em média, tem capacidades para se autoalimentar, ou seja, ficar sentado ainda que com o apoio, agarrar e levar à boca e mastigar. O intervalo ideal para aprender a mastigar é entre os 6 e os 10 meses de idade;
  • o bebé nasce com a capacidade de autorregulação, ou seja, sabe quando tem fome ou está saciado, bem como sabe de que alimentos necessita em diferentes etapas da vida, privilegiando-os quando lhe é dada a oportunidade;
  • o bebé é naturalmente curioso e aprende por imitação dos gestos e atitudes que vê, pelo que as refeições devem ser feitas em Família, pelo menos com mais um elemento sentado a comer junto do bebé e o mesmo que ele;
  • todos os alimentos podem ser oferecidos ao bebé, sendo apenas necessário atentar à forma, ao tamanho e à consistência dos mesmos, para que possam ser agarrados pelo bebé, mastigados e deglutidos sem constituir perigo de engasgamento;
  • sal, açúcar, mel e processados não devem constar na dieta dos bebés (neste como em qualquer método de introdução alimentar a crianças);
  • o bebé nunca deve ser deixado sozinho.
Desde há cerca de 3 anos que falo de BLW aos pais, explico em que consiste, como deve ser feito, quais as vantagens que traz para as crianças. Verifico que existe um interesse crescente pelo método e tenho atualmente numerosas crianças a praticá-lo como forma de introdução dos alimentos ou complementarmente aos alimentos triturados e oferecidos com colher. 

A maior parte das crianças não tem, infelizmente, a Mãe por perto a tempo inteiro durante esta fase da vida, porque muitas mulheres necessitam trabalhar, quantas vezes antes dos 6 meses, devendo o bebé ingressar num infantário, onde a alimentação é oferecida da forma convencional. Quando têm mais sorte existe uma avó ou avô, mas que dificilmente irão aderir ao BLW por receio dos engasgos ou da "chafurdice" em que o local da refeição irá ficar.


Tenho a certeza que estamos a criar uma nova geração que vai apreciar a comida de uma forma mais saudável, possivelmente com menor risco de obesidade, com musculatura orofacial melhor desenvolvida, eventualmente com menos alergias alimentares e seguramente com muito mais prazer para filhos e pais, evitando as batalhas à mesa e a recusa em provar qualquer alimento novo. Mas acima de tudo, aquilo que mais prezo no BLW e que considero a sua mais valia é o respeito demonstrado pela criança, o aceitar de que ela melhor do que ninguém sabe o que precisa, quanto e quando precisa. Este princípio pode e deve ser aplicado em qualquer forma de introdução da diversificação alimentar, permitindo que a criança participe ativamente no processo. 



Graça Gonçalves
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Graça Gonçalves

domingo, 22 de outubro de 2017
A Dra. Graça Gonçalves é pediatra e tem-se dedicado muito às questões da Amamentação. 

É Consultora de Lactação certificada internacionalmente pelo IBCLC e dedica-se a dar formação nesta área a todos os profissionais que queiram aprofundar conhecimentos nesta área, assim como a ajudar as Mães que apresentam dificuldade neste âmbito. 

Está envolvida em muitos projetos e redigiu vários artigos sobre alimentação/ aleitamento materno. 


O Pai, a Mãe e Eu

Créditos da imagem: Chupeta Vip


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Sobre Nós

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Bem-vindo/a!

“Um dia decidimos que poderíamos fazer mais do que já fazemos no nosso dia-a-dia profissional. Que os nossos conhecimentos poderiam ser úteis neste mundo cibernáutico, onde a informação nem sempre é filtrada e tende a gerar ideias erróneas ou imensas dúvidas na população de Pais. O acaso fez o seu trabalho e várias sugestões por parte de vários conhecidos fizeram-nos tomar a dianteira e surgiu este projeto, a 1 de Fevereiro de 2017.”

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